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Brasil

Precisamos dar um passo largo à esquerda

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O começo de um governo de extrema direita no Brasil é algo assustador e, ao mesmo tempo, uma oportunidade para refletirmos os desafios para a esquerda.

No ano em que a revolução Cubana completa 60 primaveras precisamos aprender mais com quem teve coragem para fazer uma revolução socialista, como disse Fidel: debaixo do nariz dos Estados Unidos.

Acho que essa percepção é o primeiro passo que os dirigentes partidários, lideranças comunitárias, membros de movimentos sociais, religiosos e os quadros políticos precisam ter. A guerra ideológica nunca deixou de existir, o problema é que muitos dos nossos se satisfazem com os avanços que um governo progressista é capaz de alcançar.

Mas por que temos tanta dificuldade em aprofundar mudanças? Por que não denunciamos com veemência as perversidades do capitalismo? Estamos do lado dos pobres ou dos ricos? Acreditamos ou não na luta de classe?

Então, é necessário delimitar de que lado estamos. A outra ação é organizar os partidos e os movimentos sociais, formar gente verdadeiramente comprometida com a luta. Não dá mais para aceitar autoritários e falsos esquerdistas entre os nossos quadros.

Um partido de esquerda precisa também assumir o seu papel de protagonista, deixar mais de lado a posição de animador eleitoral e não ser só uma sigla para alçar o poder. Partido tem que produzir políticas, pensamentos e alternativas para serem utilizados pelos mandatos, além de formar gente e organizar a luta do povo. Não podemos mais ter partido de esquerda submisso ao governo que construímos. Projeto coletivo não pode ficar centralizado na mão de um “gestor”.

É fundamental também que os mandatos populares aprofundem o caráter participativo, invertendo prioridades. Ganhar a eleição é algo bom, mas a história e as nossas consciências cobram uma postura coerente com os ideais que temos.

Quantos dos nossos governos tem uma educação transformadora?

Frei Beto escreveu que “a política amesquinha-se quando perde o horizonte utópico”. Será que estamos perdendo algo mais valioso do que uma eleição?

Precisamos dar um passo largo à esquerda e priorizar os pobres, além de fazer rodar em todos os lugares possíveis uma célula do projeto político que acreditamos. Ideia sem prática o vento leva e não temos garantia de semeadura. É fundamental ainda ser intransigente com a corrupção e com os privilégios. Não podemos esquecer que o avanço nas leis de combate a corrupção é fruto do nosso trabalho.

Em cada lugar onde a ideia circular com a prática é preciso ter participação, discutindo com os trabalhadores e criando alternativas para superar a opressão.

As novas redes sociais ajudaram a manipulação e a propagação de uma onda idiotizante. Não podemos descartar as novas ferramentas, mas precisamos de corpo a corpo, de círculo de sujeitos que leem a realidade e pensam como transformá-la.

Acredito que é uma tarefa de todos colaborar com algum movimento popular e ajudar na restauração da base social. Não vamos enfrentar as forças do capitalismo do sofá de casa enviando correntes e mensagens divertidas para todos os integrantes da nossa bolha. Que revolução sonhamos?

Já que prometemos não soltar a mão de ninguém, então vamos abrir a roda porque não podemos fazer isso sem os hermanos de tantos países da América Latina. Essa é outra tarefa: pensar ações conjuntas e plantar solidariedade entre esses povos. Então, mãos à obra.

Lino Filho é jornalista

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Bahia

“O Nordeste tem um manual de bruxaria para crianças”, diz Damares

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Fala da ministra vem à tona na semana em que o presidente Bolsonaro inicia ofensiva no Nordeste, região onde ele tem menor popularidade

 Mais uma fala polêmica da ministra Damares Alves ganhou repercussão nas redes sociais. Durante uma pregação evangélica feita na Primeira Igreja Batista de João Pessoa, Damares afirma que “está chegando no Nordeste um manual prático de bruxaria para crianças de seis anos”. Segundo ela, o suposto material ensina a como ser bruxa, como fazer roupa e comida de bruxa, além de ensinar as crianças a produzirem a vassoura de bruxa em sala de aula.
O discurso de Damares foi feito antes de ela ocupar o cargo de ministra. O seu resgate nas redes sociais, no entanto, não favorece uma das próximas agendas do governo. Na sexta-feira 24, o presidente Bolsonaro viaja para o Nordeste com a intenção de fazer uma ofensiva na região onde tem menos popularidade – estão previstas a entrega de casas populares e o anúncio de mais verbas para obras de infraestrutura.
Dados do Ibope mostram que apenas 25% dos entrevistados dos estados do Nordeste aprovam a administração de Bolsonaro, 29% a consideram “regular”, 40%, “ruim” ou “péssimo”. Os índices são bem diferentes dos encontrados no Sul do País, por exemplo, onde 44% dos entrevistados aprovam o governo.

A desaprovação no Nordeste é algo que o pesselista enfrenta desde as eleições. O Nordeste foi a única região em que Bolsonaro perdeu para Fernando Haddad, candidato à presidência pelo PT. Foram 69,7% dos votos válidos para o petista (20,3 milhões) contra 30,3% para o capitão do Exército (8,8 milhões).

A hashtag #NordesteCancelaBolsonaro permanece entre os assuntos mais relevantes do Twitter nesta terça-feira 21. Durante sua campanha presidencial, Bolsonaro também fez declarações polêmicas sobre os nordestinos, quando questionado se o combate ao preconceito seria uma tônica do governo. “Tudo é coitadismo. Coitado do negro, coitada da mulher, coitado do gay, coitado do nordestino. Coitado do piauiense. Tudo é coitadismo no Brasil, nós vamos acabar com isso”. Pelo visto, a viagem vai acontecer sem o tom de boas-vindas.

MATÉRIA COMPLETA CARTA CAPITAL

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Bahia

VÍDEO: nos EUA, Bolsonaro chama estudantes de “idiotas úteis”, “imbecis” e “massa de manobra”

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VÍDEO: nos EUA, Bolsonaro chama estudantes de “idiotas úteis”, “imbecis” e “massa de manobra”

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Bahia

Bolsonaro corta 30% da verba da UnB, UFBA e UFF

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Balbúrdia é o que está sendo feito no Brasil pelo governo federal! Weintraub, o novo ministro da Educação, já deu todos os prenúncios de uma gestão autoritária que quer implementar um sistema de educação no país que acaba com o pensamento crítico e emburrece o povo.

Hoje ele anunciou que as universidades que tiveram maior relação com os movimentos sociais e realizaram eventos que provocavam a discussão política e social como o Fórum Social Mundial ou a Bienal da UNE, terão 30% das dotações orçamentárias bloqueadas.

O valor do corte na UFBA, na UnB e na UFF corresponde a mais da metade do contingenciamento imposto a todas as universidades e, sem noção da realidade de sucateamento da educação pública no país o ministro ainda afirma “A universidade deve estar com sobra de dinheiro para fazer bagunça e evento ridículo”. #educacao #ministeriodaeducacao #Weintraub #ufba #unb #uff #universidade #elenao #bolsonaronao

 

fonte: midia ninja

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