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Bahia

MST realiza 4º Feira Estadual da Reforma Agrária no centro de Salvador

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Serão três dias de Feira, com mais de 180 tipos de produtos, como hortaliças, frutas, mudas, sementes e artesanatos

Entre os dias 14 e 16/6, o MST realiza sua 4° Feira Estadual da Reforma Agrária, na Praça da Piedade, no coração de Salvador. Com a participação de 400 trabalhadores e trabalhadoras Sem Terra, o evento reúne cerca de 4 toneladas de alimentos produzidos em assentamentos e acampamentos do MST de dez regiões da Bahia. Serão mais de 180 tipos de produtos, como hortaliças, frutas, mudas, sementes e artesanatos.

Para Felipe Campelo, do setor de produção do MST no estado, a Feira será mais um espaço de diálogo com a população de Salvador sobre a luta pela terra, pela Reforma Agrária e por mudanças significativas em toda sociedade. “Precisamos dialogar. Mostrar que os trabalhadores Sem Terra são sujeitos da luta e que a reforma agrária dá certo”, pontua.

“Nossas feiras são espaços de comercialização e de diálogo permanente com a sociedade, a partir daquilo que propormos fazer quando lutamos pela terra. A produção de alimentos saudáveis é consequência de uma luta histórica, que na Bahia já ultrapassa os 30 anos”, explica Campelo.

Como nas últimas edições, a Feira será um espaço de comercialização, mas também, de estudo, formação e palco para grandes atrações culturais. Durante o dia, temas como o atual cenário político brasileiro, a construção de redes produtivas na Bahia e a questão racial estão na programação do evento e para animar as noites, Ilê Aiyê e Ed do Forró já confirmaram presença.

Agroecologia é o caminho

A produção agroecológica ganha destaque nesta edição da Feira. Várias experiências desenvolvidas nos assentamentos e acampamentos do MST em todo estado tem mostrado que é possível produzir, em grande quantidade e qualidade, alimentos livres de veneno, com novas relações de trabalho no campo e em harmonia com a natureza e a sociedade.

Por outro lado, grandes multinacionais têm avançado na produção de monoculturas e o uso de agrotóxicos. Comunidades rurais que vivem entorno das plantações de eucalipto da empresa Suzano Papel e Celulose, localizada no Extremo Sul da Bahia, por exemplo, sofrem com os impactos desse modelo de produção. Desde meados de 2013, a empresa tem realizado chuvas de venenos, através da pulverização aérea, para matar pragas e ervas daninhas.

Segundo dados do Núcleo de Estudos Ambientais e Saúde do Trabalhador da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), 50% dos agrotóxicos de pulverização aérea contaminam o solo e a água diretamente, causando efeitos adversos à saúde humana e ao meio ambiente.

Nesse sentido, a Feira se apresenta enquanto mais um instrumento para denunciar o uso desenfreado de agrotóxicos e impulsionar o debate da agroecologia na sociedade.

SERVIÇO 

4º Feira Estadual da Reforma Agrária
Data: de 14 a 16 de junho
Local: Praça da Piedade, Centro – Salvador (BA)
Evento no Facebook (https://bit.ly/2LXmS0i)

MAIS INFORMAÇÕES

Wesley Lima – (73) 999583842

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Bahia

Supremo Tribunal de Justiça nega a federalização do julgamento da ‘Chacina do Cabula’

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou ontem (28) o pedido do Ministério Público Federal (MPF) para federalizar as investigações sobre a operação da Polícia Militar (PM) que resultou na morte de 12 pessoas e deixou seis feridos, conhecida como a Chacina do Cabula, ocorrida em fevereiro de 2015, em Salvador.

Ao analisar a questão, a Terceira Seção do tribunal entendeu não que foram cumpridos os requisitos processuais para aceitação do pedido de deslocamento de competência e que não foram encontradas evidências de que a Justiça estadual não julga o caso com imparcialidade.

Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/Bahia, Jerônimo Mesquita, a federalização acontece quando existem graves violações de direitos humanos como aconteceram na  ‘Chacina do Cabula’. “Seria melhor se fosse ponto federal, pois o Estado Federal é mais isento, o Tribunal fica em Brasília, menos próximo das paixões locais. A pressão que se pode exercer sobre a Justiça é menor sendo federal. Vamos continuar acompanhando e continuar batalhando para que a justiça seja feita”, afirma.

Confira a matéria completa do BA TV

 

Com informações da Agência Brasil e BA TV.

 

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Bahia

Opinião: Senhor presidente

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Senhor presidente,

Foi a ousadia do plano, meu chapa! Foi a audácia. Foi a coragem de contrapor a história. Foi um querer reposicionador de governantes e governados. Foi o sonho. Não foi crime.

Não se precisa de crime quando a sentença já se é dada ao nascituro. Não precisa de crime quando o juiz é um promotor de acusação. Não precisa de crime se a imparcialidade judicial é o que orienta a decisão, Presidente.

Presidente, ninguém o afastará da história da gente. Pai da segunda abolição da escravatura brasileira. Patrono dos primeiros empobrecidos nas universidades; lembrador dos esquecidos do Brasil. Levanta!

Levanta a vista ainda que somente veja as paredes que o cerca. Escreva durante a insônia e se tiver vontade chore. Não pelo lugar que está, mas pelo lugar que transformou.

Regozije pelo povo que não morre mais de sede, pelas crianças com alimentação saudável, pelo pleno emprego, pelas famílias com casas e, acima de tudo, pela autoestima levantada deste povo, presidente!

A história do Brasil foi recontada. A maldade desta “gentes” não suplantará nosso amor. Continuaremos a amar e a respeita-lo. Sabemos de onde viemos e para onde queremos ir, presidente.
Se a primavera não chega agora a gente planta as flores e vamos regrando com as águas que inundam as mentes de quem sonha e luta. Ela haverá de chegar!
Senhor presidente, sigamos!

Jocivaldo dos Anjos. 24/11/2019

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Bahia

Espetáculo “Ô Inho… E Eu?” aborda a violência contra mulher em diversos extratos sociais

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A peça teatral trata também da auto estima feminina e o silenciamento sofrido pelas mulheres no dia a dia. Entrada é gratuita

 

O espetáculo Ô Inho… E eu?, que tem como base a violência contra a mulher no planeta, será apresentado no próximo dia 23, às 19 horas, no Centro de Estudos dos Povos Afro-Índio-Americanos – CEPAIA Cultural. O centro está localizado na Rua do Passo, 4, Santo Antônio Além do Carmo e a entrada é gratuita.

“Ô Inho… e eu?” tem o objetivo de refletir a opressão que silencia metade das mulheres agredidas

A proposta é uma reflexão sobre a manifestação de relações de poder historicamente desiguais entre homens e mulheres que conduziram a dominação à discriminação e impedem, até hoje, o pleno avanço das mulheres, um fato cotidiano em todo o mundo.

O nome da peça é um questionamento que mulheres de diversos extratos sociais em situações diversas fazem a si mesmo, ao verem questionadas suas opções, sentimentos e conflitos. “Ô Inho… e eu?” tem o objetivo de refletir a opressão que silencia metade das mulheres agredidas, que, segundo estatísticas, não denunciam ou pedem ajuda. A peça discute também a auto-estima e a valorização feminina.

O espetáculo integra a programação do Novembro Negro, promovido pela UNEB, através do Centro de Estudos dos Povos Afro-Índio-Americanos – CEPAIA- Cultural e do Projeto Universidade Para Todos – UPT. O tema central de 2018 é “Reconhecimento e Educação para Igualdade”, seguindo a Década Internacional do Afrodescendente da Organização das Nações Unidas – ONU.

Durante todo o mês serão promovidas atividades de teatro, poesia, artes visuais, capoeira, fotografia e cinema.Em todos os eventos haverá debates e discussões sobre a questão da igualdade racial.

SERVIÇO

O quê: Espetáculo: Ô Inho… e eu?

Quando: 23 de novembro, às 19 horas

Onde: Rua do Passo, 4 – Santo Antônio Além do Carmo, em frente à Igreja do Carmo (Instituto Estive Biko)

Direção: Rafael Manga

Elenco: Alan Luís, Diane Rebouças, Lívia Ferreira ,Marcelo Teixeira, Marisa Andrade, Silvânia, Rita Santiago

Mais informações: 71 99242-1505

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