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Bahia

Manifestantes ocupam canteiro de obras do BRT de Salvador

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Depois de promover inúmeras manifestações questionando a obra do BRT, sem abertura para diálogo por parte da prefeitura, o Movimento Não ao BRT de Salvador realiza essa quarta (6) uma ocupação no canteiro de obras instalado na Avenida Juracy Magalhães Jr. Desde as 8h da manhã o grupo de cerca de 30 pessoas ocupa pacificamente o interior dos tapumes na região do Parque da Cidade e realizará durante o dia o registro da destruição ambiental já promovida pela prefeitura soteropolitana, além de atividades convocando a população a se mobilizar contra o projeto. Os manifestantes pedem a parada imediata das obras e a discussão de melhores soluções para a mobilidade urbana de Salvador.

A ocupação iniciou com o anúncio aos trabalhadores da obra, explicando o propósito pacífico do ato e foram realizados registros das condições do canteiro e equipamentos para evitar futuras acusações de depredação. Os manifestantes planejam retirar uma parte dos tapumes que cercam a área para mostrar à população o vandalismo sendo executado pela prefeitura em um dos mais belos e arborizados canteiros centrais de Salvador. 

Os Ministérios Públicos Federal e Estadual e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) estão sendo convocados publicamente a visitar a ocupação e assumir o papel de mediação de conflitos do qual têm se omitido. Representações da sociedade civil junto aos MPs vêm sendo sistematicamente arquivadas desde 2015, mesmo com farta documentação apresentada apontando irregularidades – que vão desde vícios de licitação até a ausência de licença para tamponar os rios e do plano de manejo de fauna. Enquanto os MPs hesitam em entrar com ação civil pública e pedir liminar para paralisar a obra, dando tempo para a justiça avaliar as acusações e provas, as obras seguem em ritmo acelerado e a devastação no local do tapume torna-se cada dia mais irreversível.

Nas últimas semanas têm sido divulgado nas redes vídeos de animais afugentados pelo corte das árvores agonizando próximo ao local da obra. O plano de resgate de fauna, assim como a outorga para tamponar os rios Lucaia e Camarajipe, não foi autorizado pelo órgão estadual responsável, o Inema, que também está sendo convocado para visitar a obra e conferir os danos ambientais. O Movimento Não ao BRT de Salvador já realizou uma manifestação e três reuniões denunciando o fato ao órgão. Ainda assim, o Estado não toma as devidas medidas para embargar o empreendimento enquanto a situação não é regularizada.

As obras do BRT de Salvador vêm sendo questionadas por diversos especialistas da área de mobilidade, meio ambiente, urbanismo e por quase 70 mil pessoas que assinaram petição online contra a derrubada de 579 árvores prevista no Estudo de Impacto Ambiental do Projeto. Artistas como Caetano Veloso, Camila Pitanga e Nando Reis também têm manifestado a insatisfação com os planos da prefeitura. Além de devastar uma das poucas áreas verdes de Salvador, o projeto prevê o tamponamento de 2 rios e a construção de 4 elevados, tipo de intervenção viária que tem sido evitada em todo o mundo pelo seu impacto urbano, criando áreas sombreadas e degradadas.

O grupo afirma que mesmo diante da intensa demonstração de insatisfação nas redes e nas ruas, a prefeitura não abriu o diálogo para discutir com a sociedade a pertinência, a viabilidade ambiental e econômica da obra – com previsão de custar R$820 milhões, o mais caro por km do Brasil – e os seus impactos na cidade. O projeto tem sido duramente criticado por privilegiar o transporte por carros em detrimento do transporte coletivo: serão 2 faixas para automóveis e somente 1 exclusiva para o BRT.  A prefeitura também não apresentou estudos atualizados que comprovariam demanda que justificasse o investimento. A opção pela construção dos elevados também contraria os especialistas e difere de outros BRTs no Brasil e no mundo que, por serem em nível, são mais baratos e permitem adaptações de trajeto ou substituição do modal posteriormente, caso haja necessidade.

Por todos esses motivos e pela omissão dos órgãos que deveriam mediar o conflito instalado, o Movimento Não ao BRT Salvador recorre à ocupação do canteiro para dar visibilidade merecida à questão. Para o coletivo, a recusa da prefeitura em debater o projeto e seus impactos é também uma forma de cercear o aprofundamento do processo democrático e a possibilidade dos cidadãos discutirem e decidirem coletivamente por projetos de mobilidade mais sustentáveis e que atendam realmente aos interesses coletivos.

Sobre o Movimento Não ao BRT:

O Movimento Não ao BRT Salvador nasceu espontaneamente em abril de 2018, ao mesmo tempo que se erguiam os tapumes para esconder o massacre das árvores no canteiro central da Avenida Juracy Magalhães Jr. Ele se configura como um movimento plural, suprapartidário, com organizações ambientalistas, populares, associações profissionais, militantes de partidos, pessoas que não militam em nenhum partido ou movimento, pessoas com diferentes formações políticas, profissionais e sociais.

Desde o final de abril o grupo tem promovido manifestações todos os domingos no canteiro central da Avenida Juracy Magalhães Jr, realizando panfletagens, discussões sobre as questões ambientais, urbanísticas e de mobilidade envolvidas na obra, mobilizado pessoas para a discussão nas redes sociais e realizado o registro da destruição ocorrida dentro dos tapumes que cercam o canteiro de obras.

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“O Nordeste tem um manual de bruxaria para crianças”, diz Damares

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Fala da ministra vem à tona na semana em que o presidente Bolsonaro inicia ofensiva no Nordeste, região onde ele tem menor popularidade

 Mais uma fala polêmica da ministra Damares Alves ganhou repercussão nas redes sociais. Durante uma pregação evangélica feita na Primeira Igreja Batista de João Pessoa, Damares afirma que “está chegando no Nordeste um manual prático de bruxaria para crianças de seis anos”. Segundo ela, o suposto material ensina a como ser bruxa, como fazer roupa e comida de bruxa, além de ensinar as crianças a produzirem a vassoura de bruxa em sala de aula.
O discurso de Damares foi feito antes de ela ocupar o cargo de ministra. O seu resgate nas redes sociais, no entanto, não favorece uma das próximas agendas do governo. Na sexta-feira 24, o presidente Bolsonaro viaja para o Nordeste com a intenção de fazer uma ofensiva na região onde tem menos popularidade – estão previstas a entrega de casas populares e o anúncio de mais verbas para obras de infraestrutura.
Dados do Ibope mostram que apenas 25% dos entrevistados dos estados do Nordeste aprovam a administração de Bolsonaro, 29% a consideram “regular”, 40%, “ruim” ou “péssimo”. Os índices são bem diferentes dos encontrados no Sul do País, por exemplo, onde 44% dos entrevistados aprovam o governo.

A desaprovação no Nordeste é algo que o pesselista enfrenta desde as eleições. O Nordeste foi a única região em que Bolsonaro perdeu para Fernando Haddad, candidato à presidência pelo PT. Foram 69,7% dos votos válidos para o petista (20,3 milhões) contra 30,3% para o capitão do Exército (8,8 milhões).

A hashtag #NordesteCancelaBolsonaro permanece entre os assuntos mais relevantes do Twitter nesta terça-feira 21. Durante sua campanha presidencial, Bolsonaro também fez declarações polêmicas sobre os nordestinos, quando questionado se o combate ao preconceito seria uma tônica do governo. “Tudo é coitadismo. Coitado do negro, coitada da mulher, coitado do gay, coitado do nordestino. Coitado do piauiense. Tudo é coitadismo no Brasil, nós vamos acabar com isso”. Pelo visto, a viagem vai acontecer sem o tom de boas-vindas.

MATÉRIA COMPLETA CARTA CAPITAL

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VÍDEO: nos EUA, Bolsonaro chama estudantes de “idiotas úteis”, “imbecis” e “massa de manobra”

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VÍDEO: nos EUA, Bolsonaro chama estudantes de “idiotas úteis”, “imbecis” e “massa de manobra”

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Bolsonaro corta 30% da verba da UnB, UFBA e UFF

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Balbúrdia é o que está sendo feito no Brasil pelo governo federal! Weintraub, o novo ministro da Educação, já deu todos os prenúncios de uma gestão autoritária que quer implementar um sistema de educação no país que acaba com o pensamento crítico e emburrece o povo.

Hoje ele anunciou que as universidades que tiveram maior relação com os movimentos sociais e realizaram eventos que provocavam a discussão política e social como o Fórum Social Mundial ou a Bienal da UNE, terão 30% das dotações orçamentárias bloqueadas.

O valor do corte na UFBA, na UnB e na UFF corresponde a mais da metade do contingenciamento imposto a todas as universidades e, sem noção da realidade de sucateamento da educação pública no país o ministro ainda afirma “A universidade deve estar com sobra de dinheiro para fazer bagunça e evento ridículo”. #educacao #ministeriodaeducacao #Weintraub #ufba #unb #uff #universidade #elenao #bolsonaronao

 

fonte: midia ninja

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