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Mídia e poder na sociedade do espetáculo

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Um dos principais equívocos sobre a sociedade contemporânea é o argumento de que o conjunto dos meios de comunicação, a mídia, é a instituição social mais poderosa. Fazem parte desse argumento expressões problemáticas como “sociedade midiatizada”, “cultura da mídia” etc.

Antes de mais nada, é preciso distinguir quais meios de comunicação possuem poder e que tipo de poder exercem. Não há dúvida de que conglomerados empresariais como as Organizações Globo, no contexto brasileiro, e a News Corporation, de Rudolph Murdoch, no contexto mundial, são exemplos de instituições poderosas, que movimentam enorme quantidade de capital, influenciam comportamentos individuais e coletivos e agem politicamente, defendendo seus próprios interesses e os interesses da sociedade capitalista de modo geral. De forma alguma essas empresas podem ser consideradas como fazendo parte de uma mesma instituição social, com todos aqueles que são produtores de mensagens e utilizam algum tipo de recurso tecnológico.

O conceito de “indústria cultural”, ainda que tenha sido criado por Adorno e Horkheimer na primeira metade do século passado, explica muito melhor a atuação dos meios de comunicação do que o termo “mídia”, pois destaca a dimensão econômica da comunicação. Adorno e Horkheimer, no livro Dialética do Esclarecimento, publicado em 1947, já indicavam que os conglomerados empresariais que atuam na comunicação são fundamentais para a existência da sociedade capitalista, mas que seu poder depende do poder dos conglomerados empresariais de modo geral.

Sociedade do espetáculo e capitalismo
A própria expressão “sociedade do espetáculo” pode dar margem a interpretações equivocadas, se for entendida como o poder que as imagens exercem na sociedade contemporânea. É certo que Guy Debord, o criador do conceito de “sociedade do espetáculo”, definiu o espetáculo como o conjunto das relações sociais mediadas pelas imagens.

Mas ele também deixou claro que é impossível a separação entre essas relações sociais e as relações de produção e consumo de mercadorias. A sociedade do espetáculo corresponde a uma fase específica da sociedade capitalista, quando há uma interdependência entre o processo de acúmulo de capital e o processo de acúmulo de imagens. O papel desempenhado pelo marketing, sua onipresença, ilustra perfeitamente bem o que Debord quis dizer: das relações interpessoais à política, passando pelas manifestações religiosas, tudo está mercantilizado e envolvido por imagens.Mas, se a sociedade do espetáculo só pode ser compreendida dentro do contexto da sociedade capitalista, isso não quer dizer que só nessa forma de vida social ocorre a produção de espetáculos.

A produção de imagens, a valorização da dimensão visual da comunicação, como instrumento de exercício do poder, de dominação social, existe, conforme argumenta Debord no livro Sociedade do Espetáculo, publicado em 1967, em todas as sociedades onde há classes sociais, isto é, onde a desigualdade social está presente graças à divisão social do trabalho, principalmente a divisão entre trabalho manual e trabalho intelectual.

Na sociedade feudal, por exemplo, o poder da nobreza sobre os servos estava vinculado à aparência de superioridade construída pelos nobres, mediante o uso de peças sofisticadas de vestuário, a construção de moradias com estilos arquitetônicos imponentes, a organização de festas suntuosas etc. O que permite a caracterização do capitalismo como a sociedade do espetáculo é o caráter cotidiano da produção de espetáculos, a quantidade incalculável de espetáculos produzidos e seu vínculo com a produção e o consumo de mercadorias feitas em larga escala.

O poder espetacular
Na sociedade capitalista, o poder espetacular está disseminado por toda a vida social, na qual há simultaneamente produção e consumo de mercadorias e de imagens, constituindo-se na forma difusa desse poder, conforme definição dada por Debord em 1967, ou ocorre vinculado à ação do Estado, de forma concentrada, com a produção de imagens para justificar o poder exercido por seus dirigentes.

Assim como o conceito de “indústria cultural”, o conceito de “sociedade do espetáculo” faz parte de uma postura crítica com relação à sociedade capitalista. Não são conceitos pensados de maneira puramente acadêmica, como capazes apenas de descrever as características sociais, mas fazem parte de uma construção teórica que procura apontar aquilo que se constitui em entraves para a emancipação humana.

Na década de 1960, Guy Debord e os demais militantes políticos e culturais aglutinados em torno da Internacional Situacionista destacaram-se pela capacidade de influenciar um dos mais importantes movimentos sociais do século 20, que contou com a participação de milhões de estudantes e operários e entrou para a história como o movimento de maio de 1968. Os situacionistas defendiam uma ação contra a alienação presente na vida cotidiana, postulando que os estudantes e os trabalhadores deveriam retomar o controle sobre suas próprias vidas, ocupando as escolas e fábricas e passando a exercer, com base em decisões tomadas coletivamente em assembleias, o poder nessas instituições. As ocupações aconteceram, mas fracassaram como estratégia para revolucionar a sociedade capitalista.

Em 1988, Debord publica os Comentários sobre a Sociedade do Espetáculo, reconhecendo que, em vez de a sociedade do espetáculo ser destruída, ela se fortaleceu no período histórico posterior às lutas sociais de 1968. Nesse texto, ele afirma que a produção de espetáculos tomou conta de toda a vida social; o poder espetacular manifesta-se agora de forma integrada, já que desapareceram os movimentos sociais de oposição, que se assimilaram à sociedade capitalista e não defendem mais sua superação.

A análise feita por Debord em 1988 a respeito do poder espetacular corresponde ao momento do triunfo do neoliberalismo em escala mundial. O neoliberalismo, com a defesa da liberdade de atuação para os grandes conglomerados empresariais, significou um retrocesso nas conquistas sociais dos trabalhadores, causando o avanço do desemprego, da precarização das condições de trabalho, e o enfraquecimento dos sindicatos, movimentos sociais e partidos de esquerda.

Com o neoliberalismo, o poder dos conglomerados comunicacionais fortalece-se e a indústria cultural, articulada mundialmente, transforma-se no porta-voz ideológico do capitalismo, desqualificando qualquer visão contrária a ele como ultrapassada, promovendo assim o pensamento único, em relação ao qual não há alternativa.

O contexto contemporâneo
A atual crise econômica, que se manifesta intensamente nos Estados Unidos e na Europa e faz com que somas gigantescas, na casa dos trilhões de dólares, sejam direcionadas pelos governos para “salvar” instituições financeiras envolvidas numa verdadeira orgia especulativa, está provocando um abalo significativo no neoliberalismo e no pensamento único.

Na América Latina, esse abalo teria começado antes, com a ascensão ao poder de líderes políticos considerados de esquerda. No entanto, não é muito fácil avaliar se essa ascensão significou efetivamente um abalo no neoliberalismo, já que, na prática, são governos com atitudes bastante distintas. No Brasil, por exemplo, em que pese a melhoria das condições de vida da maioria da população com a diminuição das desigualdades sociais, houve, em linhas gerais, uma manutenção da política econômica neoliberal. Além disso, nas campanhas eleitorais e durante os mandatos presidenciais de Lula ocorreu uma farta utilização das técnicas de marketing para a produção de imagens espetaculares capazes de garantir sua eleição, reeleição e altíssimos índices de popularidade.

Mas, de qualquer maneira, a realidade contemporânea possui elementos suficientes para que uma reflexão sobre a possibilidade de um retorno da crítica teórica e prática da sociedade capitalista do espetáculo se torne indispensável. No contexto brasileiro, a vitória da candidata Dilma Rousseff significou a retomada do debate sobre um eventual declínio da capacidade de os grandes conglomerados comunicacionais influenciarem a opinião pública.

Esse debate já havia acontecido à época da reeleição de Lula, quando a atuação desses conglomerados, com a divulgação intensa de “escândalos” envolvendo figuras importantes do PT, contribuiu de forma decisiva para a existência do segundo turno eleitoral, que, no entanto, foi vencido por Lula. Na campanha de 2010, a atuação dos grandes grupos comunicacionais, em especial a mídia impressa, foi ainda mais forte contra a candidata do PT, mas o resultado final foi o mesmo: houve um segundo turno vencido por Dilma Rousseff.

Um aspecto importante, que precisa ser levado em consideração, é que é a mídia eletrônica, em especial a Rede Globo de Televisão, a principal mídia capaz de influenciar a opinião pública em escala nacional, atingindo todas as classes sociais. Ainda que a cobertura eleitoral feita pela Globo possa ser considerada favorável à candidatura Serra, basta lembrar o destaque dado à “agressão” sofrida por Serra no Rio de Janeiro: em nenhum momento ela atingiu o caráter de uma ação sistemática de desqualificação da candidatura Dilma, como a cobertura feita pela Veja.

Também precisa ser levado em consideração que, em São Paulo, o PSDB governa o estado há mais de uma década, com total apoio da chamada grande mídia. Além disso, José Serra foi o candidato à Presidência mais votado no estado, evidenciando o peso das posturas políticas mais conservadoras, amplamente hegemônicas no jornalismo dos grandes conglomerados comunicacionais.

Embora o governo Lula não possa ser considerado um governo que rompeu com o neoliberalismo, só o fato de ele ter sido um líder operário eleito pelo partido que se afirma como defensor dos trabalhadores e com um passado político vinculado à defesa de posições de esquerda já foi suficiente para gerar uma forte onda conservadora na grande mídia, especialmente na mídia impressa. Se essa onda conservadora não foi capaz de superar a imagem positiva de Lula trazida principalmente pela retomada do crescimento econômico acontecida em seu governo, ela não pode ser deixada de lado e se fez presente com força na campanha eleitoral de 2010, principalmente em torno da questão do aborto.

Como o passado político de Dilma Rousseff é ainda mais problemático do ponto de vista do conservadorismo político, visto que ela se envolveu na luta armada contra a ditadura militar, é provável que a reação conservadora seja ainda mais forte do que foi contra o governo Lula. Caso isso aconteça, é possível que o governo Dilma avance no sentido de uma ruptura com o neoliberalismo, ou pelo menos na direção de uma postura ideológica de esquerda mais definida, diminuindo o uso do marketing político e da produção de espetáculos políticos, inclusive porque, se Lula dificilmente sairá do cenário político, ele não estará mais ocupando a posição central.

matéria escrita por Cláudio Novaes Pinto Coelho é professor da Faculdade Cásper Líbero

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Opinião: A eleição de Ademário nem de longe reforça a tese de candidatura própria do PT

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Ao contrário do que foi noticiado por um site de política de Salvador-Bahia, nesta terça-feira (24), a eleição da chapa Ademário/Iracema à presidência do PT em Salvador nem de longe reforça a tese de candidatura própria do partido à prefeitura.

Quem tem acesso às reuniões executivas do PT sabe muito bem que o principal entusiasta do nome de Guilherme Bellintani no PT é o empresário e ex-vereador Arnando Lessa, um dos principais apoiadores e membro da chapa de Ademário Costa.

Outro nome deste grupo é o deputado federal Josias Gomes – atual secretário de Desenvolvimento Rural. Josias não só aceita o diálogo de candidaturas de outros partidos, como é o principal articulador do nome do senador Otto Alencar para o governo do Estado em 2022. Tal fato, inclusive, levou o senador Jaques Wagner a derrotá-lo estadualmente quando lançou o nome de Éden Valadares.

Na verdade, parece que a disputa eleitoral de 2020 caiu como uma luva para que Ademário pudesse se esconder atrás de uma frágil cortina de fumaça que deixa invisíveis, até aqui, figuras que sempre combateu, mas que caminharam juntos nessa eleição interna com objetivos, no mínimo, duvidáveis. Tais como: Suíca, Moisés Rocha  e Lessa, trio que, quando juntos na Câmara de Salvador, articulavam votos a favor de ACM Neto contrariando determinações do PT.

Suíca, inclusive, contrariava tanto as determinações que chegou a ter efetivado o pedido de expulsão do partido a dois anos atrás. E o autor do processo no diretório municipal foi ninguém mais, ninguém menos, que o próprio Ademário.

Então, quando Ademário selecionou o debate de 2020 como o principal motor da eleição interna, visou apenas atrair a militância petista e criar a narrativa de um confronto inexistente com o grupo de Gilmar Santiago. Ex-vereador de Salvador, Gilmar – que nunca votou com ACM Neto no legislativo municipal – fez sua campanha ressaltando em todo o momento a necessidade de uma candidatura petista para a prefeitura em 2020. Tudo que se lê ou se diz ao contrário disso não é verdade.

Ademário também sempre combateu outras figuras que hoje caminham – ninguém sabe o porquê – juntos com ele,  como:  Ivan Alex (Ademário é da Avante, força política que nasceu do racha da força política dirigida por Ivan Alex, na época, Articulação de Esquerda e, hoje, EPS), Jones Bastos e o ainda presidente estadual, Everaldo Anunciação.  Por sinal, em abril deste ano, no encontro da Avante, o presidente estadual foi chamado de esclerosado por Amauri Teixeira, apoiador de Ademário, e extremamente criticado pelo deputado federal Jorge Solla.

Basta saber se o PT agora em diante levará a construção de uma candidatura própria para 2020 a sério ou se vai transformar a disputa eleitoral do ano que vem em bravata e disputa interna. Basta saber, também, se o PT de Ademário e Cema vai se basear na transparência, de fato, ou continuar criando factoides e cortinas de fumaça.

Infelizmente, a militância petista que elegeu Ademário pode ter abraçado o discurso que não condiz com as movimentações dos figurões que realmente dão as cartas nesse grupo.

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Bahia

PT Estadual decide por irregularidade na urna extra do PED em Salvador

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Na decisão do PT Estadual que levou a rejeição do recurso da chapa de Ademário e Cema, candidatos à presidência municipal do partido,  pedindo a abertura de uma urna extra no Processo de Eleições Diretas (PED), prevaleceu o entendimento de que a lista para compor a urna, com 1.224 nomes, continha diversas irregularidades que retiravam a lisura do processo.

A Comissão de Recursos do PT Estadual considerou, contra a tentativa de Ademário, um outro recurso, enviado pela Comissão Eleitoral municipal (COE), que apontava a possibilidade de fraude nas eleições internas no município caso a urna fosse aberta. Na lista, havia nomes duplicados e triplicados,  de pessoas que já tinham votado em outras zonais no mesmo dia e até mesmo uma pessoa com CPF inexistente.

A decisão da Estadual colocou fim a uma novela que começou no último dia 8, quando ocorreu o 1º turno do PED entre as chapas ‘Partido Militante Para Ganhar Salvador’ – formada por Gilmar Santiago e Marta Rodrigues e ‘Partido Mais Forte’ – com Ademário e Cema.  No próximo domingo (22), os filiados petistas irão às urnas no 2º turno,  nos 20 diretórios zonais espalhados pela cidade, para escolher o futuro do PT Municipal.

Conforme fontes obtidas pelo Mídia Lampião, o que causou estranheza à COE foi o fato da lista ter chegado de última hora, após iniciada as eleições, através de Whatsapp e por e-mail enviado por um funcionário da Secretaria de Organização do PT Nacional (SORG), acontecimento inédito nas últimas sete edições do PED.  Após a análise minuciosa e rigorosa da lista, e encontrada as irregularidades, a Comissão decidiu por não abrir a urna.

“Não tinha como ser aberta uma urna baseada nessa lista cheia de irregularidades. Não continha atas de votação e de apuração, nem cédulas específicas, ampliando ainda mais o problema causado nas eleições de Salvador. Havia 174 duplicações e triplicações de um mesmo nome, e estes mesmos filiados, possuíam o Código Nacional de Filiação (CNF) diferentes. Era visível que tinha algo errado”,  afirma uma fonte petista, que prefere não se identificar.

A Executiva Municipal do partido chegou a emitir uma nota falando sobre a situação, no mínimo, inusitada. “A decisão unilateral e arbitrária da SORG Nacional em, às 11 horas da manhã do dia da eleição municipal, emitir uma resolução seguida por uma lista com 1224 filiados e filiadas por meio de WhatsApp de funcionário da Sorg Nacional para membros da executiva municipal, causou um enorme transtorno na tentativa de garantir a abertura de uma urna com base nesta lista extra na sede do PT, onde historicamente fazemos as eleições da DZ 2 e da DZ 13”, diz.

Ainda conforme a nota, a Secretaria de Finanças solicitou que o Sistema de Arrecadação de Contribuição Estatuária (SACE) Nacional conferisse se há filiadas e filiados não aptos na lista extra. Não obteve resposta. “A Executiva Municipal do PT de Salvador decidiu que a posição da COE Municipal ao avaliar, ao fim do processo eleitoral, a total irregularidade de todo o processo que culminou na instalação da “urna extra”, e que, o melhor para garantir a lisura de todo o processo eleitoral, que diferentemente deste episódio, transcorreu de forma transparente, seria a não abertura desta urna extra”, acrescenta.

COERÊNCIA – Para petistas, diante de tantas irregularidades, foi de extrema coerência não abrir a urna. “Não sabemos  a origem e forma de sua confecção, chegou de última hora, nunca houve lista extra em Salvador. Foi coerente a decisão do PT Estadual porque evitou qualquer erro no resultado por causa dessas irregularidades. Trouxe lisura e findou qualquer possibilidade de fraude”, atestou.  As lsitas extra, de filiados e de votação chegaram a circular por Whatsapp.

 

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Gilmar e Marta ganham apoio de Dani Ferreira e de Valmir Assunção para o PT Municipal

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Candidata à presidência municipal do PT no 1º turno do Processo de Eleições Diretas (PED) do partido, a militante Danielle Ferreira, ligada ao grupo do deputado federal Valmir Assunção (PT), declarou, na tarde desta sexta-feira (13), apoio programático nas eleições do 2º turno aos candidatos Gilmar Santiago e Marta Rodrigues, da chapa Partido Militante para Ganhar Salvador.

Danielle teve 231 votos no 1º turno do PED, ficando atrás de Gilmar e Marta, com 977 votos. Eles agora vão para a disputa com a chapa de Ademário, assessor do deputado Jorge Solla, e Iracema. A votação acontece no dia 22 de setembro (domingo).

“Concordamos em fazer essa aliança programática, para lutar pelo que queremos em comum ao PT Municipal, que é o fortalecimento das zonais, o respeito às decisões coletivas, o apoio aos movimentos sociais na defesa da cidade, pensar uma nova política de financiamento do nosso partido e, principalmente, com transparência. Diante disso, consideramos que apoiar a Chapa Militante para Ganhar Salvador é o melhor para o nosso partido e para nossa militância”, disse Danielle.

Ainda conforme a petista, é importante, na atual conjuntura política do País e de Salvador, defender um PT das bases, pautado pelos princípios da democracia e do diálogo, para que a reorganização da sigla produza enfrentamentos necessários diante dos retrocessos de Bolsonaro e de ACM Neto, apoiador do atual presidente da República.

“Gilmar tem uma trajetória importante enquanto sindicalista, ex-parlamentar e na condução do partido nessa última gestão. Isso nos convenceu a caminhar com esse apoio. Sem falar na vereadora Marta, figura combativa e importante na Câmara, com trajetória fundamental e reconhecidamente da oposição ao governo de ACM Neto, um governo que não preza pela maioria da população soteropolitana, que é negra. Esses são os motivos que o mandato do deputado federal Valmir e nossa candidatura tiveram para apoiar Gilmar e Marta”, acrescentou.

Para Gilmar Santiago, o apoio de Danielle e do deputado federal Valmir Assunção representa a capacidade de ampliação chapa. “E com isso alcançarmos uma vitória em Salvador. Dani é uma companheira jovem, negra, aguerrida, e que vai na linha do fortalecimento da nossa candidatura em Salvador e para 2020”, disse.

Segundo o candidato, Dani compôs uma candidatura que prezou pela militância e por uma oposição aguerrida aos desmandos do prefeito ACM Neto. “O discurso e as propostas de Dani casam com as nossas. De lutar pelo povo negro de Salvador, maioria da população da cidade, mas que vem sofrendo constantemente com a ausência de políticas públicas e sociais. Que preza pela renovação do partido, por pensar territórios na cidades a partir de uma outra lógica para que cheguemos em 2020 mais fortalecidos e com uma candidatura própria e forte”, disse.

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