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Caminhada dá início oficial do Fórum Social Mundial 2018

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 Centenas de pessoas saíram em caminhada da praça Dois de Julho, no Campo Grande até a praça Castro Alves, abrindo oficialmente as atividades do Fórum Social Mundial (FSM 2018), evento que reúne organizações e movimentos de todo o mundo para debater novas alternativas e estratégias de enfrentamento ao neoliberalismo.

>>Acampamento da juventude deve receber 6 mil pessoas

Com o tema Povos, territórios e movimentos em resistência e o slogan Resistir é criar, resistir é transformar, o Fórum segue até sábado com atividades no Campus de Ondina da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e em outros locais da capital baiana, como o Parque do Abaeté, em Itapuã, e o Parque São Bartolomeu, no subúrbio ferroviário.

São esperadas mais de 100 mil pessoas de 120 países, como Canadá, Marrocos, Finlândia, França, Alemanha, Tunísia, Guiné, Senegal, países sul-americanos e representações nacionais. Estão inscritos 1.500 coletivos, além de organizações e entidades.

Entre as presenças confirmadas estão a dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, Fernando Lugo, do Paraguai, e José Mujica, do Uruguai. Também participarão o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, a militante indígena e pré-candidata à vice-presidência pelo Psol, Sônia Guajajara, a presidente da Federação Democrática Internacional de Mulheres (FDIM), Lorena Peña, o filósofo do Congo Godefroid Ka Mana Kangudie, dentre outras lideranças.

De acordo com Anne Sena, membro do grupo facilitador do FSM 2018, o Fórum visa criar e discutir as formas de resistência às manobras que tentam impedir os processos democráticos, a participação popular e os direitos conquistados. “É um evento amplo e de grande importância para organizações sociais, pois nele serão repactuadas as diretrizes que vão guiar, nos próximos dois anos, uma luta de resistência”.

Coletiva

A programação do FSM conta com cerca de 1.300 atividades, entre mesas redondas, palestras, oficinas e assembleias. Nesta terça, antes da marcha de abertura, integrantes do Coletivo Brasileiro do Fórum Social Mundial 2018 e do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial darão uma coletiva de imprensa, às 11h, no auditório do Pavilhão de Aulas Reitor Felipe Serpa (antigo PAF I), em Ondina.

Na quarta, 14, às 9h, será realizado o Tribunal Popular para Julgamento dos Crimes de Feminicídio contra as Mulheres Negras, no auditório do Instituto Federal da Bahia (Ifba). À tarde, a partir das 14h, a Marcha das Mulheres Contra o Racismo tomará as ruas do centro de Salvador, com concentração no Campo Grande. No mesmo horário, será realizada a Assembleia Mundial da Juventude, no Acampamento Intercontinental das Juventudes, que será montado no Parque de Exposições de Salvador.

Na quinta. 15, o ponto alto será o ato em Defesa da Democracia, no Estádio de Pituaçu, às 17h. O evento contará com as presenças dos ex-presidentes Lula, Dilma, Lugo (Paraguai) e Mujica (Uruguai). Na sexta, 16, ocorre a Assembleia Mundial dos Povos, Movimentos e Territórios em Resistência, às 14h, no Acampamento dos Povos Indígenas, no Centro Administrativo da Bahia (CAB).

O último dia do evento será marcado pela Ágora dos Futuros, que contará com a apresentação dos resultados das atividades do FSM, na Praça das Artes, campus de Ondina da Ufba, e discussã de possíveis atividades para o próximo Fórum em 2020.

Forum Social Mundial –Um espaço de encontro para debates organizado por movimentos sociais de muitos continentes e que tem como objetivo elaborar alternativas para uma transformação social global. Essa é a descrição do Fórum Social Mundial, realizado pela primeira vez na Bahia – embora já tenha ocorrido uma versão parcial do Fórum, (Nordeste, em 2009).

Uma nova edição do evento – que teve início em 2001, na cidade de Porto Alegre – será realizada em Salvador, entre 13 e 17 de março deste ano. A expectativa é que cerca de 50 mil pessoas participem das atividades do FSM. Desta vez, o evento de caráter mundial busca criar resistências às manobras que tentam asfixiar os processos democráticos e a participação popular, retirando direitos duramente conquistados.

Com a maior parte das atividades concentradas no Campus de Ondina da Universidade Federal da Bahia (Ufba), o encontro conta, ainda, com atividades em territórios temáticos como o Parque do Abaeté, em Itapuã; e o Parque São Bartolomeu, no Subúrbio Ferroviário.

Para Paulo Costa Lima, professor da Escola de Música da Ufba, receber o Fórum na instituição representa uma grande oportunidade de discutir e fazer reverberar seus temas de pesquisa e extensão, numa perspectiva internacional.

“Conhecimento implica em troca, em conversas e debates, e o Fórum é justamente um espaço de encontro e de reforço dessa esperança de transformação positiva da economia e da sociedade global, por um futuro com mais equidade, paz e produtividade saudável”, diz o professor, acrescentando que a realização do evento em Salvador representa a culminância de um longo processo de inúmeros eventos preparatórios em todos os continentes.

A Ufba possui vários grupos de pesquisa envolvendo professores, alunos e colaboradores que trabalham discutindo sobre movimentos sociais. A partir daí surgiu a ideia de criar um projeto que tivesse a cara do FSM, cujo tema é “Ufba, Movimentos Sociais e Desafios da Contemporaneidade”, coordenado pela Pró- Reitoria de Extensão — PROEXT/Ufba.

A universidade criou trabalhos envolvendo a realização de mesas, sessões temáticas, intervenções artísticas e oficinas, levando à seleção de 202 atividades, através de inscrições que foram feitas no site do Fórum Social Mundial.

A programação inclui a abertura da Exposição de Fotos Índios Korubo: Vale do Javari, de Sebastião Salgado (Dia 12, 17h, na Reitoria); a Abertura das atividades da Ufba no FSM 2018, com homenagens aos Professores e Pesquisadores Eméritos Sonia Andrade e Zilton Andrade (Medicina/Patologia).

Homenagens

A instituição também fará uma homenagem ao Centenário do Mestre Didi (Dia 13, 14h30, na Reitoria); haverá uma mesa com o tema ‘A Universidade e a Educação no Contexto da Resistência Democrática’ com presenças de Boaventura de Souza Santos e reitores de Universidades Brasileiras, incluindo o Reitor da Ufba, João Carlos Salles.

Já a Escola de Dança sediará encontros do movimento Hip-Hop e Danças de Rua, em nível nacional, envolvendo diversos eventos. O Campus de Ondina receberá todas essas atividades, acolhendo a instalação de tendas, uma Feira de Economia Solidária, além de intervenções artísticas.

Além de enriquecer a educação do estado, o FSM também traz a proposta de uma solução para os problemas da sociedade. Coordenador da organização Vida Brasil, sediada em Salvador, e diretor estadual da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong /Bahia), Damien Hazard, diz que considera o FSM um grande evento.

“O planeta está passando por uma fase de transição, e nem os governos de forma geral nem o mercado estão oferecendo repostas à altura das necessidades do planeta e da humanidade. O FSM é o poder de expressão, urgente e necessário, de um outro mundo possível”, explica Hazard, que também é membro do Grupo Facilitador do Coletivo Brasileiro do FSM 2018.

Uma das entidades que estará presente no Fórum, o Grupo Vida Brasil (entidade sem fins lucrativos), promove a defesa dos direitos e o exercício da cidadania do idoso, valorizando o envelhecimento e a qualidade de vida, além de prestar serviços gratuitos e de qualidade às pessoas com idade igual ou superior a 60 anos.

O grupo atua junto à organização de pessoas com deficiência para consolidar a ideia e a prática de um FSM acessível e inclusivo, com a participação de pessoas com deficiência. “Estamos convidando pessoas com deficiência de outros países, principalmente africanos”, diz Damien Hazard.

Segundo ele, estarão presentes, por exemplo, representantes dos movimentos de pessoas com albinismo, da região Oeste Africana (Mauritânia, Níger e Benin), que irão trocar experiências com integrantes da Associação de Pessoas com Albinismo da Bahia (APALBA).

Destaques

Para esta edição do FSM 2018, a novidade é união de eixos (veja ao lado), lemas e bandeiras com o intuito de contribuir ao processo de mobilização e articulação das resistências entre si, que são abertos e podem ser propostos por redes, plataformas, organizações e movimentos sociais.

Entre os eixos temáticos do FMS 2018, um dos pontos altos é a Assembleia Mundial das Mulheres. O encontro tem o intuito de assegurar que as mulheres com outras agendas políticas no Fórum estejam liberadas para debater questões de gênero e pautas feministas como a criminalização do aborto, o feminicídio, combate à violência da mulher, o machismo, entre outros, trazendo como tema principal ‘Feminismos e Luta das Mulheres’.

Acontecerá, também, a tradicional Marcha de Abertura no dia 13 de março, que conta também com a presença de jovens negros da Universidade da Integração da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab). O percurso tem como ponto de partida a praça do Campo Grande e segue até a Praça Castro Alves.

No final da caminhada, um palco será montado para apresentações culturais, performance artísticas e musicais, buscando estimular organizações, coletivos, redes e pessoas a expressarem suas lutas.

As inscrições para participantes e organizações no FSM 2018 estão abertas no site oficial do evento até o dia 10 de março e no local durante os dias de programação. Já as inscrições para as modalidades: Participante, Comitê e Grupo de Trabalho, Entidade, Atividades, Inscrições Solidárias e Casos Especiais foram encerradas no dia 20 de fevereiro.

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Bahia

ELEITORES DA BAHIA CHEGOU A HORA DA DEGOLA POLÍTICA

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Pedimos a todos vocês para enterrar a carreira política dos Deputados Federais, que fizeram muito mal ao povo da Bahia eles se elegeram com seu voto e votaram o tempo todo contra você. Eles votaram CONTRA os direitos do povo e dos trabalhadores:

1 – Pela terceirização ampla e pela Reforma trabalhista, que acabou com a Consolidação das Leis do Trabalho – CLT,

2-Pela isenção de 40 trilhões para as petroleiras estrangeiras, dinheiro que seria para desenvolver o Brasil;

3- Pelo congelamento de investimentos na saúde e educação por 20 anos,

4- Salvaram Temer da investigação do STF por duas vezes, apesar das provas do crime (as malas de dinheiro gravado pela própria  Polícia  Feferal),

5- Apoiam o governo que está acabando com os programas sociais.

Veja quem são eles:

✝ Antonio Imbassahy- PSDB

✝ Elmar Nascimento-  DEM

✝ Artur Maia – PPS

✝ Benito Gama – PTB

✝ Cacá  Leão –  PP

✝ Claudio Cajado – DEM

✝ Erivelton Santana PEN

✝  João Carlos Bacelar – PR

✝  José Carlos Aleluia – DEM

✝ José Carlos Araújo  – PR

✝ José Rocha – PR

✝ Jutahy Júnior – PSDB

✝ Márcio Marinho – PRB

✝ – Mario Negromonte Jr – PP

✝  Pastor Luciano Braga – PRB

✝ Paulo Azi –  DEM

✝  Paulo Magalhães – PSD

✝  Roberto Brito – PP

✝ – Ronaldo Carletto- PP

✝  Tia Eron – PRB

✝  irmão Lázaro  – PSC

✝ Joao Gualberto-PSDB

Entre nessa campanha para não reeleger esses traidores!Compartilhe.

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Bahia

Taís, a mulher que surtou quando a gasolina foi a R$ 2,80 no governo Dilma, sumiu

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Agora que a gasolina já chega a R$ 5,00, grupos da internet perguntam: onde está Taís Helena Galon Borges?

https://www.facebook.com/MidiaLampiao/videos/630680443935774/

Para quem não se lembra, recomendo o vídeo abaixo. Ele foi muito divulgado quando Dilma Rousseff era presidente.

No vídeo, Taís parece surtada em um posto de gasolina. Grita para que os motoristas não abasteçam. E alerta para o caos: os caminhoneiros parariam e faltaria comida na mesa dos brasileiros.

Na rede social, há um perfil dela. É gerente administrativa e mora em Caxias do Sul. Assim se define:

“Profissional dinâmica, comunicativa, fácil relacionamento interpessoal, capaz de trabalhar em equipe, dedicada ao trabalho, atualizada na sua área de competência e focada em resultados.”

Nos dias que antecederam o golpe, parecia revoltada. Hoje, como a maioria das pessoas que foram à rua protestar naqueles dias, permanece em silêncio.

Óbvio que nunca foi contra a corrupção nem em defesa da Petrobras.

Era ódio.

Ódio ao PT.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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Bahia

Atingidos na Bahia fazem vigília em frente ao Fórum

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Atingidos pela Barragem de Baraúnas, realizaram na última sexta-feira (04 de maio), uma vigília em frente ao Fórum Serventuário Edgar Godofredo Cardoso, no município de Piatã na Bahia. A vigília foi em solidariedade a dois atingidos que foram intimados a comparecer em audiência de conciliação com a Companhia de Engenharia de Recursos Hídricos da Bahia (CERB).

O protesto foi organizado pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), com o objetivo de denunciar a desapropriação de terras das famílias atingidas através de liminar feita pela empresa, criminalizando e individualizando um conflito que atinge centenas de famílias e necessita de um tratamento coletivo para a questão.

A CERB pretende desapropriar duas áreas para a construção de casas no qual os atingidos seriam remanejados, no entanto as famílias afirmam que não foram consultados sobre esse tipo de compensação e se estariam satisfeitos com a proposta da empresa. Além disso, não sabem quem serão os beneficiados ou mesmo como será a estrutura das casas.

 “Eu só saio da minha terra se for para outra igual ou melhor. Minha família vive aqui a mais de 200 anos. A CERB não pode vir aqui e tomar nossas terras” se indigna Dona Madalena de Oliveira, de 72 anos, que mostra um documento de seu bisavô datado de 1832.

Ainda segundo os atingidos, a empresa tem afirmado que as famílias estão sobre terras devolutas o que não lhes garante reassentamento rural, e desrespeita seu modo de vida comunitário e camponês, ignorando os direitos das famílias que possuem a posse das áreas.

“Eu aqui produzo de tudo, gado, cabra, palma, tenho minha horta, tenho minhas galinhas, minha casa. Meu pai deixou para mim e meus irmãos, somos mais de 40 pessoas que dependemos dessa terra. A CERB diz que não produzimos nada, que não temos direito a nada” se emociona Ênio dos Santos.

A Barragem de Baraúnas está sendo construída no município de Seabra, mas atinge também o município de Boninal, na região da Chapada Diamantina. A obra teve sua ordem de serviço assinada pelo Governador Rui Costa em março de 2017 e está estimada em R$ 92 milhões, oriundos de parceria do Governo Federal, através do Ministério da Integração Nacional e do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS), e tem por objetivo abastecer a cidade de Seabra.

“Também queremos desenvolvimento, queremos que nossas vidas melhorem, que possamos viver com dignidade com novas casas e terras de qualidade. Vamos seguir lutando para que o estado da Bahia abra um canal de diálogo conosco garantindo os direitos dos atingidos e uma negociação justa”, concluiu Moisés Borges militante do MAB.

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