Connect with us

Bahia

O MEDO COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO DE UMA INVASÃO RACISTA: UM RIO DE MEDO

Postado

em

Jocivaldo dos Anjos¹

“Se vocês estão a fim de prender o ladrão podem voltar pelo mesmo caminho. O ladrão está escondido lá embaixo atrás da gravata e do colarinho”. Bezerra da Silva.

 

Bezerra bradou lá do Alto da Colina. Sagrada! O poeta do morro sabia das coisas. Desta indagação ficam alguns questionamentos: Se o Rio não está entre as cidades mais violentas conforme o Mapa da Violência; se no Morro não se produz a pasta base; se são pelas fronteiras que as “drogas” entram; se combatendo o morro somente toca numa pontinha do efeito da iceberg; se; se; se… se todas estas informações são públicas e qualquer pessoas que conhecem pouco do assunto sabem (e quem ordena a invasão sabe muito) o que justifica esta invasão descabida, desastrosa, perniciosa e amedrontadora nos Morros do Rio de Janeiro? Muita coisa pode contribuir para esta arribada. Dentre elas, por exemplo, está a educação pelo medo. Demonstrar para as pessoas que “o crime não compensa” como nos velhos tempos.

No tempo da escravidão (explicita e legal) não servir às ordens do senhor de escravizados era um crime. Desta forma chicoteava-se é matava-se em praça pública para servir de exemplo para os demais. Mas, há um pano de fundo que merece uma reflexão. Quem é que diz o que é o crime? (Se é o crime ou o creme e quem não deve não teme). Não, Racionais MCS’s, referência de nossa geração. Entre o povo preto e empobrecido deste Brasil de base escravocrata e autoritária, quem não deve teme. E teme muito. O fato de ser preto ou preta já se é um temor. As chances de apanhar, sofrer assedio e morrer é uma regra. E, se a isso se somar o local de moradia, o sexo e a idade… aumenta. E aumenta muito.

Crime é uma qualificação do ilícito definido por um congresso de “inimputáveis”. Desta forma o crime deve servir para quem não faz parte da corte. Marx chamava a isso de Comitê da Burguesia. A Casa Grande. Quica daríamos um nome mais astucioso nos dias de hoje. Invadir os invadidos é a linha. A orientação. A pegada. A caça. A Caça não na Senzala, mas nos Quilombos. Nos Quilombos que resistiu a expulsão quando da “libertação” e depois e continuou na luta e na labuta. Onde se construiu habitações sobre as plantas ali existentes: as favelas.
Em meio a uma “crise econômica “se investe o equivalente a seis anos de investimentos sociais para controlar o que? Para controlar quem? Para domesticar quais corpos? Para colonizar quais mentes? Para disputar hegemonia com quem? Perguntar não ofende. Ou ofende?
Os grandes criminalistas do país apontam que está forma de ação por invasão dos territórios já foram testados em outros lugares e foi um fracasso. Apontam que a linha de ação deve ser outra. Ocupar com a presença do Estado apontando a saída (pela porta) pelo acesso e não apontando o despenhadeiro da janela como solução. Com a aplicação de políticas sociais e de desenvolvimento como um todo. Com construções endógenas. Com participação. Com segurança, de fato. Não uma pseudosegurança. Que nem serve pra Inglês ver. Lembremo-nos o quê é que servia para ingleses verem, né? Era a gente. Depois de tanto tempo avançamos. Mas, ainda não chegamos. Chegaremos?

A mente escravocrata não consegue observar a porta como uma saída para favelado. Desta forma a política segregacionista, conservadora, escravagista segue sendo a máxima desta nação. Segue sendo a cor que pinta este país como um modelo de gestão pública (com poucas interrupções) a não ser seguido. Segue a caravana – ou melhor, a caravana não segue. A ideia da invasão é acabar com a Caravana que segue ao caminho do Leblon, Ipanema, Copacabana… para que “estes suburbanos feito mulçumanos” não assistem mais o asfalto e a orla. É isso. É o medo de um lado como orientação para um não fazer. É o medo de outro lado pelo “bem viver”. “Não há gente tão insana, nem caravana do Arauá”. Sigamos!

1. Jocivaldo dos Anjos é Mestre em Gestão Pública.

Comentário do Facebook

Bahia

AO VIVO: #DiálogosCapitais – Curitiba/PR: Bancos públicos sob ataque: desafios, riscos e perspectivas

Publicado

em

Comentário do Facebook
Continue lendo

Bahia

RIO “ATERRADO” NO ITAIGARA

Publicado

em

Máquinas do deputado João Gualberto, dono do Hiper ideal, que comprou terreno público vendido por ACM Neto, aterraram ontem, 5, um dos rios que passa pelo Itaigara, cometendo assim um grande crime ambiental. Esse povo não vai aprender nunca com as tragédias ambientais. Por onde as águas daquele bairro vão escoar em caso de enchentes?

Via Messias Lula da Silva

Comentário do Facebook
Continue lendo

Bahia

LANÇAMENTO DO LIVRO PARA ONDE VAI A POLÍTICA BRASILEIRA?

Publicado

em

PARA ONDE VAI A POLÍTICA BRASILEIRA?
BREVE ENSAIO SOBRE A CRISE DE REPRESENTAÇÃO E O PÓS-IMPEACHMENT

O público interessado em entender o país encontrará no livro Para onde vai a
política brasileira? perguntas e respostas instigantes sobre os últimos acontecimentos
que marcam a crise política atual. As manifestações de junho de 2013, a Operação
Lava Jato, as eleições presidenciais de 2014, os protestos antipetistas de 2015 e o
impeachment da presidenta Dilma Rousseff são narrados de forma meticulosa pelo
autor, apresentando informações de bastidores e o que foi debatido pela imprensa,
dando um caráter objetivo e factual às análises apresentadas ao longo da obra. Tratase
de um jovem cientista político, professor e pesquisador baiano com vasta presença
em palestras, conferências, escritos em jornais, blogs e redes sociais, que oferece
novos pontos de debate sobre a política, em especial, sobre os rumos da esquerda
brasileira e do lulismo, enquanto fenômeno de representação eleitoral nos últimos
anos. Ao dialogar com os fatos, o autor oferta ao público leitor análises para quem não
vivencia a vida acadêmica e tem como ponto forte o intenso diálogo com outras obras
lançadas nos últimos anos no calor da crise política brasileira.

A escolha do autor pelo tema do livro acompanha a sua trajetória de cientista
político: busca lançar luzes sobre o futuro da política democrática no país e as raízes
das disputas societárias que não serão facilmente capturadas por uma
representatividade do sistema político decorrente das eleições de 2018. A política
brasileira tem um encontro marcado nos próximos anos com a sua definição de
república e democracia dentro do sistema político e pelas ruas do país.

O leitor ou a leitora encontrará nas páginas deste livro uma ampla
reconstituição dos fatos políticos dos últimos anos, uma viagem sobre a crise política
brasileira em diálogo com o que virá pela frente: teremos um avanço da democracia
com a construção de um novo pacto de classes, assim como fez o varguismo e o
lulismo? Ou estaremos diante de um retrocesso que fragiliza a nossa democracia e a
sociedade civil ao ponto de criarmos perigos autoritários enquanto uma armadilha
civilizatória consonante com o nosso passado colonial? Para onde vai a política
brasileira?

AUTORES
Cláudio André de Souza – Graduado, mestre e doutor em Ciências Sociais
pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Cláudio André de Souza é professor de
Ciência Política da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia AfroBrasileira
(UNILAB), campus dos Malês (BA) e professor colaborador do Programa de
Pós-Graduação em Políticas Sociais e Cidadania da Universidade Católica do Salvador
(UCSAL). Atualmente pesquisa temas relacionados à democracia, partidos políticos,
representação, participação, protestos e movimentos sociais.

 

SOBRE A EMPRESA
Localizada na cidade de Curitiba, Paraná, a Editora Appris, conta com
aproximadamente sete anos de existência. A empresa atua no ramo de publicação de
obras técnicas e científicas nas mais variadas áreas do conhecimento. Com a
experiência de seus editores, que estão há mais de 27 anos no mercado editorial, a
Appris possui um catálogo com mais de 2 mil obras publicadas e, número esse que
cresce com uma média de 60 lançamentos por mês.

CONTATO
Empresa: Appris Editora & Livraria;
Departamento: Comunicação e Marketing;
Responsável pelo Departamento: Sara Coelho
E-mail: marketing@editoraappris.com.br, Telefone: (41) 3156-4731

Comentário do Facebook
Continue lendo

TV Lampião

Facebook

Mais acessados