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De olho na imprensa

Crime: apoiadores de Bolsonaro usam outdoors para fazer campanha antecipada na Bahia

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Imagens do pré-candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSC-RJ) estão sendo espalhadas em  outdoors por  diversas cidades do  Brasil, configurando eleitoral campanha antecipada.

Na Bahia, as peças publicitárias foram flagradas, até agora, em Salvador, Feira de Santana e Entre Rios.

Conforme apurado pelo Mídia Lampião, um desses outdoors foi instalado nesta terça-feira (28), bairro do Rio Vermelho, na capital baiana, em frente à Praia da Paciência, região  de grande  movimentação de veículos.

Um dos outdoors tem a foto de Bolsonaro, com a bandeira do Brasil e, ao fundo, a frase “O Brasil acima de todos. Deus acima de tudo”. Na outra peça, lê-se “#bolsonaro pela honra, moral e ética”.

Conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), configura como campanha antecipada a divulgação de peças com nomes e imagens de candidatos antes de 45 dias das eleições.

O próprio deputado já postou em sua conta oficial no Twitter as imagens dos outdoors em algumas cidades brasileiras.  Embora não assuma a autoria e  afirme que são iniciativas de populares, os outdoors configuram grave desrespeito às leis eleitorais do país.

Conforme a legislação, “é vedada a propaganda eleitoral mediante outdoors, sujeitando-se a empresa responsável, os partidos, coligações e candidatos à imediata retirada da propaganda irregular e ao pagamento de multa no valor de 5.000 (cinco mil) a 15.000 (quinze mil)”.

Nordeste: Em outros estados como Ceará, Maranhão,Paraíba também tiveram propaganda antecipada. Em outras regiões do país, em Rondônia, por exemplo, o Ministério Público Estadual exigiu a retirada de um outdoor em apoio ao deputado federal e presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) na cidade de Rondonópolis (RO); os promotores eleitorais Reinaldo Antônio Vessani Filho e Wagner Antônio Camilo pediram esclarecimentos por parte dos responsáveis pelo anúncio

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Bahia

 Artigo:Por que não somos todos Somália?

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A Somália sofreu no último sábado (14) um dos atentados mais violentos da história. Na segunda-feira, o Twitter ferveu de questionamentos sobre a baixa cobertura midiática e a pouca comoção em torno das mais de 500 vítimas (entre mortos e feridos) do ataque ao centro da capital Mogadíscio. Representantes de ONGs, jornalistas e acadêmicos do mundo todo se perguntaram por que não surgiu rapidamente um “Je suis Somália” ou coisa do tipo.

Infelizmente, porque culturalmente naturalizamos o sofrimento de pobre, preto, muçulmano e africano. Mas ainda que houvesse forte resposta emocional a tamanha violência politicamente motivada, começaríamos a trilhar o caminho de evitar que ela se repetisse? Certamente, seria melhor do que a indiferença. Mas bastaria? Tendo a achar que precisamos de mais do que nossos corações; precisamos analisar, com a cabeça, como a violência sistêmica, objetiva e perene, se converte em banhos de sangue. Qual o efeito que cada modalidade de violência tem sobre nós e por quê.

A pouca manifestação solidária que houve seguiu um padrão de tentar formar uma corrente solidária pela via da exclusão. Como se, incapazes de sentir empatia genuína pelo sofrimento daquelas pessoas histórica e ideologicamente construídas como sub-humanas, tentássemos estabelecer, na repulsa pelo assassino, a ligação com a vítima. Nas declarações de condenação da comunidade internacional – que, via de regra, chegaram com dois dias atraso, como se a empatia também tirasse folga no fim de semana – abunda a palavra “bárbaro”.

Embora hoje, associemos o termo a violento, desumano e cruel, “bárbaro” tem uma etimologia reveladora: vem do grego bárbaros, que quer dizer “estrangeiro”. Ou seja, bárbaro é sempre o “outro”, nunca nós mesmos. Ao atribuir este adjetivo a um atentado ou seu perpetrador, inconscientemente (ou não), o colocamos fora da comunidade humana; ele incorpora a figura do “outro” que, como tal, não é digno de identificação e, logo, empatia. Ou seja, esta comoção opera em chave negativa: a solidariedade com a vítima brota da negação da humanidade do algoz.

Será que o algoz é “outro” de fato? Ou criar o outro é o recurso psicológico que temos para lidar com a violência absoluta e, assim, nos abstermos de procurá-la dentro de nós mesmos? Não estou evocando uma solidariedade cristã do tipo “ame seu inimigo” a quem perpetrou tão covarde ato de violência contra civis inocentes. Estou dizendo que precisamos buscar meios de solidariedade positiva com as vítimas. E talvez, por culpa de anos de desconstrução da humanidade dessas pessoas, ela não venha pela via emocional. Talvez precisemos construir caminhos intelectuais de desenvolvimento da empatia.

Este exercício depende de uma análise um pouco mais profunda das condições somalis – sabendo que não vamos conseguir, sequer minimamente, apreender a complexidade da colcha de retalhos de descaso, imperialismo, colonialismo, racismo, diplomacia falha, crueldade institucional, ganância e hipocrisia que compõe a história recente da Somália (e da África, de forma geral). Trata-se de tentar fazer a solidariedade ultrapassar a comoção inicial para buscar ressignificar intelectual e objetivamente o jogo geopolítico que nos trouxe ao ponto em que estamos agora. Até porque, são grandes as chances de percebermos que o “bárbaro” e sua violência são menos estrangeiros do que parecem.


Por: Gabriel Rocha Gaspar Jornalista e mestre em literatura pela Sorbonne Nouvelle Paris 3
Destroços de explosão na Somália. Foto: Mohamed ABDIWAHAB / AFP

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Bahia

MST recebe o prêmio “Imprensa Bahia” pela luta contra as desigualdades sociais

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Via: Voz do Movimento

O prêmio faz parte das comemorações dos 56 anos de Itamaraju, que reconhece a participação política e social de pessoas físicas e entidades que lutam contra as desigualdades sociais

A luta pela Terra, Reforma Agrária e Transformação Social, protagonizada a 30 anos por trabalhadores e trabalhadoras Sem Terra no estado da Bahia, é reconhecida através do prêmio “Imprensa Bahia” entregue na noite deste último sábado (30), no Lions Club, em Itamaraju, Extremo Sul do estado.

O prêmio faz parte das comemorações dos 56 anos de Itamaraju, que reconhece a participação política e social de pessoas físicas e entidades que lutam contra as desigualdades sociais no município e região. O MST foi homenageado, segundo o prêmio, pela luta contra a concentração da terra e pela produção de alimentos saudáveis.

Evanildo Costa, da direção nacional do Movimento, representou a organização no evento e destacou que a simbologia do prêmio é fruto da luta coletiva em defesa de uma vida digna para classe trabalhadora.

O prêmio, fundado em 1992, pelo jornalista Edmilson Ciriacco, tem premiado e reconhecido em público organizações que se destacam a cada ano em suas atividades.

Para o Movimento, essa homenagem reafirma o caráter popular do projeto de Reforma Agrária defendido e é fruto do processo organizativo colocado em prática desde a ocupação do latifúndio improdutivo às conquistas de escolas, postos de saúde, crédito para produção e implementação agrícola.

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Bahia

Mídia Lampião ganha repercussão em sites nacionais

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Já conhecido dos baianos, o site Mídia Lampião (ML) tem tido repercussão notória na impressa nacional. Com uma proposta inovadora de jornalismo independente na Bahia, o ML tem conquistado seu espaço através da sua credibilidade e tem pautado diversos veículos do país durante a cobertura de fatos importantes.

Durante essa semana, a cobertura do ML em torno da concessão do título de cidadão soteropolitano ao prefeito de São Paulo, João Dória repercutiu em sites nacionais como a Revista Fórum, Conversa Afiada com Paulo Henrique Amorim e Brasil 247. A matéria relatou que a ação, realizada nesta segunda- feira (7) aconteceria sob os protestos da população baiana que repudiou o ato já que político paulista foi convidado a receber a honraria sem ter prestado nenhum serviço relevante para a cidade, o que foge completamente do sentido real da homenagem.

Na matéria foi revelado o escracho que seria realizado pelos movimentos sociais baianos durante a entrega do título e que também ganhou repercussão após ter tido “ovada” dos manifestantes durante o evento.  Os movimentos contrários a ação acreditam que essa foi mais uma articulação do prefeito ACM Neto (DEM), visando uma possível candidatura como vice-presidente na chapa de Dória, nas eleições de 2018.

MN/ML Recentemente o Mídia Lampião (ML) firmou parceria com o Mídia NINJA “Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação”. Em se tratando de dois veículos que seguem linha editorial alternativa e independente, a união propõe fortalecer reciprocamente as duas mídias, com a troca de conteúdos, transmissões ao vivo, assim como troca de experiências técnicas, em coberturas. Durante a Greve Geral, no último dia 30 junho, e nas manifestações do 2 de julho, dia da Independência na Bahia, os veículos tiveram a primeira atuação já em parceria. Os conteúdos gerados pelo site Mídia Lampião dos protestos em todo o Estado foram repercutidos através das redes do Mídia Ninja. Inclusive a cobertura do Mídia Lampião teve destaque ainda no site  Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim.

Mídia Lampião –   Criado no ano de 2016, o Mídia Lampião (ML) é uma rede colaborativa de jornalistas que atua de forma descentralizada através

das mídias sociais e um portal de notícias, como fonte de produção e distribuição de conteúdo alternativo à imprensa tradicional. Marcado pelo ativismo sociopolítico, atua para dar voz e visibilidade à luta dos povos excluídos e minorias em todo país, bem como utiliza a comunicação como ferramenta de educação para diversos segmentos sociais.

 

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