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“Sim, Eu Posso” alfabetiza 233 trabalhadores Sem Terra no extremo sul da Bahia

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O método cubano de alfabetização tem avançado na popularização do acesso à leitura e escrita, combatendo as desigualdades sociais e os altos índices de analfabetismo no Brasil.

O método cubano “Sim, Eu Posso” tem sido um instrumento importante de alfabetização para jovens e adultos, assentados e acampados de Reforma Agrária em toda Bahia. Porém, é no extremo sul do estado que o processo de escolarização toma grandes proporções, erradicando o analfabetismo em 11 áreas do MST.

Fruto desse processo, no próximo sábado (18), às 15h, o Assentamento Paulo Kageyama, localizado em Eunápolis, será palco da formatura de 29 turmas, que resultou na alfabetização de 233 trabalhadores e trabalhadoras Sem Terra.

O “Sim, Eu Posso” tem avançado na popularização do acesso à leitura e escrita, combatendo as desigualdades sociais e os altos índices de analfabetismo no Brasil. De acordo com o último senso levantado pela Escola Popular de Agroecologia e Agrofloresta Egídio Brunetto, divulgado em 2015, o extremo sul baiano possui mais de 20% da população adulta e idosa não alfabetizada nas áreas de Reforma Agrária. Esse percentual soma-se ao vergonhoso dado brasileiro, onde mais de 13 milhões de jovens e adultos não sabem ler ou escrever.

Implementação

Em 2011 as primeiras turmas fora

m construídas através da “Campanha de Erradicação do Analfabetismo”, que se somou ao projeto “Assentamentos Agroecológicos”. A campanha marca o início de um processo de luta permanente pelo direito a educação no campo e a partir da agroecologia, um debate que também se apresentou com força na época, dinamizou a aprendizagem ao unir o modelo produtivo ás relações sociais, com foco na alfabetização. Desde então, as turmas com o método cubano cresceram e se espalharam por toda região.

A direção do MST na Bahia avalia de maneira positiva os resultados do “Sim, Eu Posso” e acredita que a formatura será mais um espaço para legitimar o processo de escolarização dos trabalhadores Sem Terra e apontar a construção de novas turmas até erradicar, por definitivo, o analfabetismo nos assentamentos e acampamentos de todo estado.

 Com informações do Coletivo de Comunicação do MST na Bahia

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Bahia

VÍDEO: nos EUA, Bolsonaro chama estudantes de “idiotas úteis”, “imbecis” e “massa de manobra”

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Bahia

Marta diz que proibição de baleiros não é solução e acentua a desigualdade: “criminaliza o trabalhador informal”

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Líder do PT na Câmara de Salvador, a vereadora Marta Rodrigues disse, nesta segunda-feira (8), que a decisão de proibir a entrada de baleiros nos ônibus de Salvador não vai resolver a questão da segurança nos ônibus, e sim intensificar a desigualdade social na capital baiana.

“Impõe mais dificuldade e restrição para o trabalhador informal, que vive um grave cenário de desemprego na capital”, afirmou.

Segundo ela, a relação que está sendo feita do número de assaltos com os baleiros não tem fundamento nem está nos registros das ocorrências. “Os casos de assalto são por diversas razões. A vulnerabilidade do sistema de transporte é um recorte da nossa realidade, impedir o trabalhador informa de trabalhar parece mais uma faxina étnica, excluir os baleiros dos ônibus e criminalizar um trabalhador”, disse.

A vereadora do PT destaca o respeito ao Sindicato dos Rodoviários, categoria que, segundo ela, vem sofrendo com o descaso da prefeitura e do empresariado em relação às condições de trabalho. “Os rodoviários vivem sob pressão constante de cumprimento de metas, dirigem mais do que a carga horária num trânsito caótico, sofrem ameaças cotidianamente, e passam por situações de risco. Eles são vítimas como todos. Precisamos encontrar uma saída para todos os trabalhadores”, ressaltou.

Para a vereadora, não existe nada que justifique a proibição dos baleiros. “Em que dado se se tem como base para justificar a proibição de baleiros e concluir que eles são o problema da segurança pública? Não podemos, no afã de resolver um problema, tomar medidas que criminalizem pessoas, que entre passar fome ou vender, escolheram vender”, justifica.

 

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Bahia

Mulheres Sem Terra ocupam fazenda de João de “Deus”

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Na manhã desta quarta-feira (13), mulheres do MST e do MCP (Movimento Camponês Popular) ocuparam a  fazenda Agropastoril Dom Inácio, em Anápolis, entre os distritos de Interlândia e Souzânia, no interior de Goiás.

A área que está sub judice tem em torno de 600 hectares e fica próxima à rodovia GO-433. A ação faz parte da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra que começou na última semana com mobilizações em todo país.

João Teixeira de Farias, conhecido como João de “Deus”, ficou famoso no país e no mundo por oferecer desde 1976 supostos tratamentos mediúnicos.

Em dezembro de 2018 ele foi acusado publicamente de abuso e violência sexual, desde então, mais de 500 mulheres já procuraram a polícia e o Ministério Público de Goiás para denunciar abusos cometidos, que aconteciam em sua maioria, durante os atendimentos na Casa Dom Inácio de  Loyola, em Abadiânia (GO).

Além das denúncias no estado, mulheres de diferentes regiões do Brasil e de mais seis países também relataram abusos.

Na ocasião, o MP declarou ter registros de casos de assédio desde 2010, mas, em 1980, já haviam sido apresentadas acusações contra ele. Um dos primeiros relatos é o da própria filha, Dalva Teixeira, de 45 anos, que declarou em um vídeo ter sofrido abuso  sexual por parte do pai entre os 9 e 14 anos.

Já tendo sido preso preventivamente e depois liberado em dezembro de 2016, João de “Deus” é acusado de estupro, estupro de vulnerável,  violação sexual mediante fraude, estelionato, coação e corrupção de testemunhas.

Além disso, ao longo de sua atuação, ele já foi acusado de charlatanismo, sedução de  menor, atentado ao pudor, contrabando de minério e até assassinato. Influente entre autoridades, em  nenhum dos casos o médium foi julgado culpado.

João do latifúndio

Ninguém sabe ao certo qual o valor da fortuna de João de “Deus”, entre aplicações, empresas, carros, casas, fazendas e latifúndios de monocultivo de gado e soja e um avião Seneca II de seis lugares,  está um garimpo de ouro em Nova Era, Minas Gerais.

João de “Deus” também é conhecido por concentrar lotes, terras improdutivas e terrenos na cidade. Segundo levantamento realizado pela Folha de São Paulo em cartórios da região de Goiás, são 27 registros de imóveis em nome do “João curador”. Destes, 23 estão na área urbana, totalizando 19.725 m², e quatro na zona rural, com 703 hectares, o equivalente a 723 campos de futebol.
Em depoimento formal à polícia, o acusado afirmou ter seis fazendas em Goiás: Crixás, Itapaci,  Anápolis,  São Miguel, Pirenópolis e Abadiânia.

Por esses e tantos outros motivos, as mulheres Sem Terra ocupam hoje um território que é fruto do abuso, do estupro e da violência. Lutamos #PorTodasNós em um Brasil que segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) é o quinto em mortes violentas de mulheres no mundo.

Em um país que em pleno século 21, manda assassinar a sangue frio uma mulher, uma vereadora democraticamente eleita.
É #PorTodasNós que precisamos descobrir quem são os mandantes da execução de Marielle Franco. Quem planejou e contratou a sua morte?

Exigimos saber que grupo político foi capaz de mandar matar uma vereadora. Nosso compromisso é seguir como parte da necessidade da luta permanente do atual momento em que vivemos.

Contra a fórmula perversa de apropriação e concentração de riqueza nas mãos de poucos e a socialização da miséria e desigualdade.Contra o atual governo que ao retirar direitos da mulher, nos oprime, nos violenta e nos mata.
Contra o machismo e o patriarcado. Contra tudo o que nos cala, nos humilha e nos mata, seguimos, por todas nós!

 

Da Página do MST 

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