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Política

Artigo: Enfrentamento ao racismo é construção coletiva

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Por Bira Corôa – deputado estadual

A acusação de racismo que envolveu o clássico BA-VI, ocorrido neste domingo (22), em Salvador, nos desperta para, mais uma vez, chamar em causa as discussões e a impunidade dos atos de racismo no futebol brasileiro. Infelizmente, o racismo e suas crueis manifestações são constantes na modalidade esportiva, não por acaso, a que agrega maior números de profissionais negros no país. Somente este ano, na Bahia, vimos o caso das torcedoras baianas que tiveram suas fotos pulverizadas na internet em comparação a torcedoras brancas de um time sulista; os atos racistas de torcedores contra o meio campo Feijão, do Bahia, além das denúncias de Lucas Fonseca, zagueiro do Bahia, que disparou ofensas contra o também zagueiro Kanu, do Vitória. Esses e tantos outros fatos só nos alertam para a compreensão do ódio e crueldade do racismo que nos cerca e atinge toda e qualquer esfera das relações sociais, até mesmo o lazer.

Considero importante destacar também a necessidade de, enquanto corpo social, nos convencermos e encararmos o racismo como um crime, passível a denúncia, trâmites jurídicos e punições de fato. Não podemos abdicar dos instrumentos legais de enfrentamento a esse mal social. Pontuo aqui a decisão do jogador Renê Jr. em não acionar os trâmites judiciais. É básica a compreensão de que uma denúncia feita por uma pessoa pública funciona como mola propulsora para que situações semelhantes também venham à tona, incentivando outras vítimas a sustentar suas denúncias. Entretanto, nos cabe também a compreensão de que não estamos diante de uma decisão simples, sobretudo quando o contexto envolve artistas, celebridades, grandes empresas ou contratos milionários. É uma decisão que rememora e se fundamenta, ainda que silenciosamente, em questões históricas e sociais, as quais silencia a vítima e a envolve numa trama de medos de prováveis retaliações.

Finalizo, mais uma vez, convencido de que o enfrentamento ao racismo não pode ser questão apenas de negros e negras ou de vítimas, mas uma decisão coletiva de uma sociedade que se pretenda constituir como um espaço de justiça, reparação e equidade.

 

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Destaque

Univerão é aberta e Lauro de Freitas e segue até domingo (21)

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Universidade de Verão (Univerão) 2018 tem como tema “Conexões Democráticas para uma Cidade Educadora” e acontecerá de 15 a 21 de janeiro na cidade de Lauro de Freitas. Será um prazer receber a comunidade educativa e participantes em geral dentro da estratégia de ativação dos territórios escolares, visando à construção de uma Cidade Educadora. Confira a programação:

15 de Janeiro
16h , CONFERÊNCIA – ABERTURA DA UNIVERÃO: MESA INSTITUCIONAL; CONFERÊNCIA: UNIVERSIDADE E DEMOCRACIA com: Prof João Carlos Salles e Mediador José Bites de Carvalho, 1000 vagas, CENTRO PANAMERICANO DE JUDÔ.

16 de Janeiro
9h às 12h,
MESA REDONDA: FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA DE PROFESSORES com: Prof Penildon Silva Filho, Luís Dourado e Verônica Domingues , 200 vagas, CENTRO PANAMERICANO DE JUDÔ.

15h às 17h,
COMUNICAÇÃO: DEMOCRACIA EM MOMENTO DE CRISE com Deputado Paulo Teixeira , 200 vagas, CENTRO PANAMERICANO DE JUDÔ.

18h às 20h, MESA REDONDA: DIREITOS HUMANOS E DEMOCRACIA com: Tatau Godinho, Isadora Browne Ribeiro e Marília Lomanto Veloso . 200 vagas, CENTRO PANAMERICANO DE JUDÔ.

17 de Janeiro
9h às 12h, MESA REDONDA: PERSPECTIVA PARA UMA CIDADE EDUCADORA-CONCEITOS, DESAFIOS E PROPOSTAS com: Naomar Almeida Filho, Paulo Gabriel Nacif . 200 vagas, CENTRO PANAMERICANO DE JUDÔ.

14h às 16h, COMUNICAÇÃO: DIÁLOGO SOBRE EDUCAÇÃO INTEGRAL NA REDE PÚBLICA DAS REGIÕES METROPOLITANAS com: Prof Miguel Arroyo . 200 vagas, CENTRO PANAMERICANO DE JUDÔ.

18 de Janeiro
14h às 16h, COMUNICAÇÃO: DESCOLONIZAÇÃO DO CONHECIMENTO NA UNIVERSIDADE com José Jorge de Carvalho , 200 vagas , CENTRO PANAMERICANO DE JUDÔ.

16h – ENTREGA DA COMENDA MILTON SANTOS , 1000 vagas, CENTRO PANAMERICANO DE JUDÔ.

17h às 20h, MESA REDONDA: MULHERES QUE FAZEM: GÊNERO E DIVERSIDADE com: Julieta Palmeira, Joanna Flores, Valdeci Nascimento, Zelinda Barros, Maira Kubick e Nilma Lino Gomes. 200 vagas, CENTRO PANAMERICANO DE JUDÔ.

19 de Janeiro
9h às 12h, MESA REDONDA: UNIVERSIDADE LIVRE PARA UMA CIDADE EDUCADORA com: Jaci Maria Ferraz de Menezes, Edvaldo Mendes Araújo, Silvio Humberto e Kátia Cunha . 200 vagas. CENTRO PANAMERICANO DE JUDÔ.

17h às 19h, MESA REDONDA: CULTURA, RELIGIÃO E DEMOCRACIA NO COTIDIANO DAS CIDADES com José Jorge de Carvalho, Vilson Caetano de Souza Júnior e Mãe Lucia das Neves , 200 vagas, CENTRO PANAMERICANO DE JUDÔ.

20 de Janeiro
9h às 12h, MESA REDONDA: FÓRUM SOCIAL MUNDIAL NA UNIVERÃO, 100 vagas
CENTRO PANAMERICANO DE JUDÔ.

Vejam as oficinas, minicursos, rodas de diálogo e shows gratuitos em:
www.laurodefreitas.ba.gov.br/univerão/

Todas as atividades são gratuitas e são ofertadas por Instituições Públicas do Estado da Bahia!
Inscrevam-se logo!
Algumas atividades estão com as inscrições esgotadas!

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Bahia

Internet proibida na Educação em Salvador.

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Começamos mal 2018 na Educação em Salvador. Não que alguém estivesse tendo grandes expectativas para este ano como um todo, mas não imaginávamos sermos surpreendidos, já no desabrochar do ano (02.01), com notícias como a que nos ofereceu a Secretaria Municipal de Educação (SMED). Pois quase como primeiro ato do ano a SMED distribuiu um aviso anunciando que 36 sites ou redes sociais haviam sido bloqueados, sendo, portanto, impossibilitados de serem acessados tanto pelo “Órgão central” como pelas “Gerências Regionais e Unidades Escolares”.

Ao ver a extensa lista me perguntei imediatamente: por quê não banir de vez a própria internet na educação em Salvador?

É lamentável que uma Secretaria de Educação tome atitude como essa, proibindo, por exemplo, o muito melhor Telegram e não o seu concorrente WhattsApp. Será que é porque aquele foi desenvolvido por dois irmãos russos?!

Proibiram também o Youtube e não o buscador Google, da mesma empresa Alphabet, e, com isso, outro questionamento: qual o critério para selecionar uns e não outros?

Vivemos um momento de intensa luta política, onde a internet está desempenhando um papel central, estando ela própria no foco dos debates contemporâneos. Conectar a escola à internet e usá-la plenamente é parte imprescindível da formação das juventudes. Essa tem sido nossa maior batalha desde 1995, quando conectamos, na gestão da prefeita Lídice da Matta, a primeira escola municipal à internet, a Novo Marotinho.

Necessário se faz inserir as escolas no mundo contemporâneo, contribuindo para uma formação cidadã plena de todos. Diferente do que quer a SMED, precisamos de mais, e não menos,  conexão e formação para o uso pleno das redes. Esse não é um desafio simples, mas não o enfrentaremos banindo os sites e as redes sociais do espaço educacional.

Aqui na Bahia os deputados estaduais já tentaram fazer o mesmo, mas estivemos presentes combatendo e, graças à nossa luta, esse absurdo não passou.

O mais curioso desta iniciativa da Prefeitura de Salvador (DEM), é que na mesma semana do tal comunicado, matéria aqui em A Tarde anunciava que o MEC, também sob o comando do DEM, preocupado com a baixa conectividade das escolas, havia lançado a Política de Inovação Educação Conectada, afirmando em seu site: “a educação pode ser imensamente beneficiada com a tecnologia”, tendo como meta conectar todas as escolas públicas até 2024.

Obviamente nos perguntamos: para que investir na conexão das escolas à internet, pelo menos em Salvador, se aqui tudo é proibido?

O que passa na cabeça dos gestores municipais, que não entendem nada de Educação, Ciência e Tecnologia, e querem tocar às políticas educacionais de nossa cidade?

Texto do Professor Nelson Pretto…
Publicado em A Tarde

 

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Bahia

Catadores de material reciclável protestam na prefeitura por remuneração e implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos

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Nesta segunda-feira (18), catadores e catadoras de materiais  recicláveis de Salvador realizaram um protesto contra a prefeitura, exigindo remuneração  e a implantação da Política Nacional de  Resíduos Sólidos, conforme estabelece a lei 12405/2010.

Em carta enviada à prefeitura e assinada pelas 17 cooperativas existentes no município, os catadores afirmam que a prefeitura faz propaganda enganosa ao informar que Salvador é uma cidade sustentável.

“Uma cidade sustentável de verdade respeita a atividade das cooperativas e catadores. ACM Neto não paga remuneração nem apoia as cooperativas. Somos responsáveis por devolver toneladas por mês de materiais recicláveis à cadeia produtiva. Fazemos isso sem ajuda da prefeitura.  Neste natal, não temos mais uma vez o que comemorar” afirma Jeane dos Santos, da Rede Nacional de Catadores e da Cooperbrava.

Segundo Joilson Santana, do Centro de Arte e Meio Ambiente, na Península de Itapagipe, a prefeitura gasta um milhão por dia para aterrar resíduos  em aterro de Salvador mas investe  zero  em coleta seletiva.

“Que cidade sustentável seria essa?  A prefeitura precisa respeitar leis e implementar a política nacional. Há vinte anos fazemos coleta de maneira independentes sem remuneração. E a prefeitura fica valorizando as empresas de lixo” destacou.

Ainda conforme os catadores, a luta é para que a prefeitura reconheça as cooperativas em Salvador, pois são elas que devolvem todos meses toneladas de recicláveis pra cadeia produtiva e não recebem nada por isso.

“O prefeito não quer implantar a verdadeira política de cidade sustentável porque é rentável pra ele alimentar financeiramente as empresas que aterram diariamente milhões de resíduos quando boa parte deles não necessitam ir para o aterro e poderiam voltar pra cadeia produtiva. Enquanto isso nosso povo que presta serviço importantíssimo para a população sofre com isso” declarou.

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