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Bahia

A Integração do Sistema de Transporte da RMS (ônibus x metrô) e o respeito ao direito de ir e vir das pessoas

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 Por Apio Vinagre – Advogado licenciado, atualmente Secretário de Controle Interno de Lauro de Freitas e editor do Blog Espaço de Sobrevivência

O que deveria se consolidar como um gol de placa dos governantes, no que tange à mobilidade urbana tem se traduzido em motivo de revolta e de críticas a governantes baianos. É de se lamentar que não tenha havido sensibilidade e apreço ao principal motivo de existir do poder público, que é servir bem ao público, respeitando seus direitos e lhes garantido o pleno exercício da cidadania.

Depois de muito debate e de embates políticos entre o Governo do Estado da Bahia e a Prefeitura de Salvador, “finalmente” se chegou a uma decisão quanto à integração entre ônibus da capital e da Região Metropolitana de Salvador, com o sistema metroviário de Salvador e Lauro de Freitas. Entretanto, o que deveria funcionar como elemento de celebração pelos milhares de cidadãos e cidadãs, principalmente da RMS, passou a ser motivo de críticas, mobilização e até de protestos por parte dos mesmos.

Isso por que a decisão de obrigar a todos os ônibus, que transitam no eixo paralelo à Linha 2 do Metrô, notadamente os oriundos da Região Metropolitana, a ter seu ponto final na Estação Mussurunga, respeitadas as opiniões divergentes do que ora expressamos, não observou aspectos mínimos de capacidade técnica operacional do sistema e muito menos da segurança dos usuários do sistema afetada de forma nítida por esta decisão. Senão vejamos:

Ao se definir de forma unilateral (poder público) que a Estação Mussurunga, do Metrô, seria o ponto de direcionamento de tamanha massa humana, era de se esperar que a estrutura de atendimento dos usuários visando a aquisição e recarga dos cartões de passagem atendesse à demanda com folga, aspecto que de forma cristalina não existe naquela estação, uma vez que  apenas dois guichês foram consolidados e não é raro chegarmos lá e verificarmos apenas um em funcionamento.

A situação pode ser contraditada pelos gestores do sistema com a informação de que foram disponibilizadas máquinas eletrônicas para que o usuário faça o chamado autoatendimento, porém, para ilustrar a realidade, no último sábado (07), das diversas máquinas existentes apenas duas operavam e mesmo assim, sem todas as suas funcionalidades ativas, como a de se pagar a recarga com cartão de débito, apesar de possuir acoplado o equipamento para tal.

Esta deficiência, somada ao grande fluxo, natural do direcionamento do fluxo para aquela estação obviamente gera um congestionamento de pessoas formando filas enormes e que acabam, somando-se ao outro problema estrutural daquele ponto de embarque e desembarque, tem feito do ato de ir e vir de metrô a partir de mussurunga, um verdadeiro inferno.

Foto: skyscrapercity

Como se sabe, a estrutura de passarela disponível para os usuários do sistema, na maioria das estações do metrô Salvador x Lauro de Freitas ainda é a das passarelas antigas de Salvador, com verdadeiras gambiarras adaptadas para dar um “jeitinho” de levar os usuários às estações. Numa estação onde o fluxo é pequeno, acaba por não se notar os problemas dessa solução adotada, mas, quando se fala da realidade que hoje se enfrenta, principalmente na estação de Mussurunga, além da formação de um verdadeiro amontoado de pessoas por sobre a passarela, chama a atenção de quem tem um mínimo de preocupação com a segurança e integridade física das pessoas a perguntar: Quem pagará a conta ou se responsabilizará por um eventual acidente com vítimas neste equipamento? Quem assina o laudo de capacidade daquela passarela para suportar a imensa carga que se direcionou para a mesma com a medida adotada, segundo fontes, pela Prefeitura de Salvador? Como se dá, nestas condições, a garantia de acessibilidade às Pessoas com deficiência que se desloquem para aquela estação? São perguntas que precisam ser respondidas por quem de direito.

Sou um entusiasta do Metrô Salvador x Lauro de Freitas. Participei da comissão que envolvia as administrações de Salvador, Lauro de Freitas e Governo do Estado, que em 2011/2012 discutiu diversos aspectos relativos ao modal, entretanto, este entusiasmo e expectativas positivas quanto à imensa contribuição que esta obra traz para o Estado da Bahia, não me tira a preocupação quanto à qualidade e principalmente a segurança dedicada aos milhares de baianos e baianas que acreditam e esperam ter no Metrô um desafogar de anos e anos de sofrimento perante o sistema de transporte de massas de Salvador e RMS.

Que os gestores públicos envolvidos e a concessionária responsável pelo sistema possam adotar as providências necessárias a garantir efetivamente o direito de ir e vir com qualidade, segurança e principalmente, respeito à dignidade de cada usuário do sistema. Essa é nossa expectativa!

 

 

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AO VIVO: #DiálogosCapitais – Curitiba/PR: Bancos públicos sob ataque: desafios, riscos e perspectivas

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RIO “ATERRADO” NO ITAIGARA

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Máquinas do deputado João Gualberto, dono do Hiper ideal, que comprou terreno público vendido por ACM Neto, aterraram ontem, 5, um dos rios que passa pelo Itaigara, cometendo assim um grande crime ambiental. Esse povo não vai aprender nunca com as tragédias ambientais. Por onde as águas daquele bairro vão escoar em caso de enchentes?

Via Messias Lula da Silva

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LANÇAMENTO DO LIVRO PARA ONDE VAI A POLÍTICA BRASILEIRA?

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PARA ONDE VAI A POLÍTICA BRASILEIRA?
BREVE ENSAIO SOBRE A CRISE DE REPRESENTAÇÃO E O PÓS-IMPEACHMENT

O público interessado em entender o país encontrará no livro Para onde vai a
política brasileira? perguntas e respostas instigantes sobre os últimos acontecimentos
que marcam a crise política atual. As manifestações de junho de 2013, a Operação
Lava Jato, as eleições presidenciais de 2014, os protestos antipetistas de 2015 e o
impeachment da presidenta Dilma Rousseff são narrados de forma meticulosa pelo
autor, apresentando informações de bastidores e o que foi debatido pela imprensa,
dando um caráter objetivo e factual às análises apresentadas ao longo da obra. Tratase
de um jovem cientista político, professor e pesquisador baiano com vasta presença
em palestras, conferências, escritos em jornais, blogs e redes sociais, que oferece
novos pontos de debate sobre a política, em especial, sobre os rumos da esquerda
brasileira e do lulismo, enquanto fenômeno de representação eleitoral nos últimos
anos. Ao dialogar com os fatos, o autor oferta ao público leitor análises para quem não
vivencia a vida acadêmica e tem como ponto forte o intenso diálogo com outras obras
lançadas nos últimos anos no calor da crise política brasileira.

A escolha do autor pelo tema do livro acompanha a sua trajetória de cientista
político: busca lançar luzes sobre o futuro da política democrática no país e as raízes
das disputas societárias que não serão facilmente capturadas por uma
representatividade do sistema político decorrente das eleições de 2018. A política
brasileira tem um encontro marcado nos próximos anos com a sua definição de
república e democracia dentro do sistema político e pelas ruas do país.

O leitor ou a leitora encontrará nas páginas deste livro uma ampla
reconstituição dos fatos políticos dos últimos anos, uma viagem sobre a crise política
brasileira em diálogo com o que virá pela frente: teremos um avanço da democracia
com a construção de um novo pacto de classes, assim como fez o varguismo e o
lulismo? Ou estaremos diante de um retrocesso que fragiliza a nossa democracia e a
sociedade civil ao ponto de criarmos perigos autoritários enquanto uma armadilha
civilizatória consonante com o nosso passado colonial? Para onde vai a política
brasileira?

AUTORES
Cláudio André de Souza – Graduado, mestre e doutor em Ciências Sociais
pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Cláudio André de Souza é professor de
Ciência Política da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia AfroBrasileira
(UNILAB), campus dos Malês (BA) e professor colaborador do Programa de
Pós-Graduação em Políticas Sociais e Cidadania da Universidade Católica do Salvador
(UCSAL). Atualmente pesquisa temas relacionados à democracia, partidos políticos,
representação, participação, protestos e movimentos sociais.

 

SOBRE A EMPRESA
Localizada na cidade de Curitiba, Paraná, a Editora Appris, conta com
aproximadamente sete anos de existência. A empresa atua no ramo de publicação de
obras técnicas e científicas nas mais variadas áreas do conhecimento. Com a
experiência de seus editores, que estão há mais de 27 anos no mercado editorial, a
Appris possui um catálogo com mais de 2 mil obras publicadas e, número esse que
cresce com uma média de 60 lançamentos por mês.

CONTATO
Empresa: Appris Editora & Livraria;
Departamento: Comunicação e Marketing;
Responsável pelo Departamento: Sara Coelho
E-mail: marketing@editoraappris.com.br, Telefone: (41) 3156-4731

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