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Brasil

VITÓRIA DA CONQUISTA: Estudantes rasgam outdoor de vereador que pede intervenção militar

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Preso na greve da PM, o ex-policial David Salomão, hoje vereador pelo PTC, espalhou campanha em apoio à intervenção dos militares e ato revoltou a comunidade da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, UESB. Detido em 2012, o vereador chamou os estudantes de “criminosos” 

Em resposta à “Intervenção”, outdoor exibiu as mensagens: “Não à Ditadura” e “Ditadura nunca mais!”

Em meio a pregações cada dia mais rotineiras de uma suposta intervenção militar para salvar o Brasil da corrupção, o vereador de Vitória da Conquista, David Salomão (PTC), deflagrou uma campanha – não se sabe se financiada pelo próprio ou com dinheiro público da Câmara Municipal – para engrossar o coro pela volta dos militares. Um desses outdoors estampava o apelo aos milicos bem próximo da entrada principal da Uesb, por onde passam diariamente centenas de estudantes e professores. Insultada com a incitação em letras garrafais de um regime que ceifou vidas, torturou e empurrou muitos brasileiros para o exílio, a comunidade acadêmica reagiu e rasgou, na última quarta, 4, o pleito estúpido do vereador.

Um dos presentes no protesto foi o advogado e professor do curso de Direito da instituição, Ruy Medeiros. Torturado pelo regime militar, Ruy – um dos mais respeitados professores da universidade – cobrou um posicionamento oficial da Câmara Municipal. Em seu perfil na rede social Facebook, o vereador do PTC, ao estilo MBL/Olavo de Carvalho, reiterou a defesa da intervenção e chamou – sem um autoexame de consciência, evidentemente – os docentes de “doutrinadores”. Religioso, Salomão foi preso em 2012 após telefonemas interceptados pela Justiça flagrarem ele planejando “queimar carretas e viaturas” durante a greve da PM daquele ano.

G1-BA dá palanque para vereador se defender

Em mensagens interceptadas pela Justiça, David Salomão avisa que vai “queimar viatura” e incendiar “duas carretas”

Preso em 2012 por incitar a quebra da lei e da ordem, o vereador David Salomão invocou em sua defesa, sem invocar o seu passado, “vandalismo” dos professores e dos estudantes. “São marginais”, esbravejou o ex-policial. Além de entusiasta do regime militar e admirador de Jair Bolsonaro (condenado por injúria racial na última segunda, 2), Salomão atacou em sua página no Facebook o que chamou de “ditadura esquerdista”. Mas, ao estilo “o meu passado me condena”, Salomão foi filiado ao PCdoB, agremiação da qual foi expulso por “comportamento (durante a greve da PM) não condizente com a linha do partido”, segundo o então presidente estadual da legenda, Daniel Almeida. Por sua conduta em 2012, até mesmo a subseção local da OAB cogitou sua expulsão dos quadros da Ordem (ele também é advogado).

Mesmo com esse histórico desabonador, ao G1 Salomão posou de bom moço e prometeu processar estudantes e professores: “Defendo a liberdade de expressão e tive a minha liberdade violada. Eles agiram como verdadeiros ditadores. Fui alvo de criminosos”. A desvairada declaração passou desapercebida pelos editores do G1, uma vez que foi justamente o regime aclamado pelo vereador, e alvo do veemente protesto dos estudantes, que baixou AIs (Atos Institucionais) e Decretos-Leis cerceando a liberdade de expressão de artistas e instituindo a censura prévia à imprensa.

O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) da Uesb divulgou nota em que repudia a mensagem do vereador por esta fazer “uma apologia à volta do vergonhoso regime de exceção o qual, além de macular nossa história, apresenta uma visão político-social que não reconhece a pluralidade de ideias, base em que se assenta a Uesb em sua missão educativa”.

ASSISTA AO VÍDEO:

Com informações: Megarádio VCA, Blog do Anderson, G1, Blog do Fábio Sena   

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Bahia

A ditadura ataca agora a UFMG, por Luis Nassif

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A notícia, agora de manhã, de que a Polícia Federal invadiu a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) levando em condução coercitiva o reitor e a vice-reitora, em uma operação sintomaticamente denominado de “Esperança Equilibrista”, comprova o avanço político do estado de exceção.

A operação visa apurar desvios no Memorial da Anistia, construído pela UFMG.

Assim como no caso da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) repete-se a combinação de PF, Controladoria Geral da União (CGU) e Tribunal de Contas da União (TCU).

Há anos o Memorial padece de problemas burocráticos.

Problemas administrativos, que demandam análises administrativas, são transformados em casos policiais, para que se infunda o terror nas universidades, último reduto da liberdade de pensamento no país, depois que a Lava Jato se incumbiu de desmontar o PT e a reforma trabalhista investiu contra as centrais sindicais.

A história do Memorial é bonita.

Todo o país que passou por ditaduras tem movimentos emblemáticos representando a luta contra a repressão. O Brasil teve mais de 50 mil pessoas anistiadas, reconhecidas como perseguidas pela ditadura e não tinha nenhum monumento.

A Comissão de Anistia, quase dez anos atrás, lançou o projeto de Memorial da Anistia, com verbas do Ministério da Justiça e parceria com UFMG. A ideia seria reformar o Coleginho e ali fazer uma exposição permanente. E, ao lado, um prédio para ser o acervo da Comissão de Anistia.

Os problemas ocorreram quando se analisaram as condições do Coleginho, cuja estrutura, antiga, não suportaria as reformas. Foi planejado, então, a construção de um prédio ao lado, que abrigaria o acervo e a própria Comissão de Anistia.

Os valores, de R$ 19 milhões, eram perfeitamente compatíveis com a nova estrutura proposta. Foram abertas três sindicâncias, no Ministério da Justiça, do Ministério Público Federal e na própria UFMG apenas para apurar se houve imperícia no projeto para o Coleginho, que não levou em conta suas condições.

Com o impeachment, não houve sequer nomeação do novo presidente da Comissão de Anistia, e as obras foram paralisadas.

Este ano, foi realizada uma audiência pública em Belo Horizonte, na qual se solicitou à UFMG que terminasse o projeto. E foi recusado pela óbvia falta de verbas que assola as universidades federais.

A invasão da UFMG e a condução coercitiva de oito pessoas mostram três coisas.

A primeira, é que não há um fato apurado e um suspeito preso. Monta-se o velho circo de prender várias pessoas, infundir terror na comunidade, e obter confissões sabe-se lá por quais métodos. A segunda é que a morte do reitor da UFSC não mudou em nada os procedimento.

Têm-se uma PF incapaz de solucionar o caso do helicóptero transportando 500 quilos de cocaína, soltando o piloto e liberando o veículo em prazo recorde e, agora, a investida política contra a segunda universidade. A terceira, é que o nome dado à operação – “Esperança Equilibrista” – é claramente uma provocação aos setores de direitos humanos.

Esse monstro está sendo diretamente alimentado pelo Ministro Luís Roberto Barroso, do STF, que se transformou no principal inspirador da segunda onda repressiva dos filhotes da Lava Jato.

Vamos ver quem são as vozes que se levantarão para denunciar mais esse ataque.

Com informações do GGN

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Bahia

Manuela D’Ávila teme novo golpe de Temer

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Pré-candidata do PC do B à Presidência da República, a deputada estadual pelo Rio Grande do Sul e ex-deputada federal, Manuela D’Ávila passou a segunda-feira (4) em Salvador, onde participou de uma série de atividades, que foram de entrevistas a sites e emissoras de rádio a um almoço com o governador Rui Costa (PT) e um encontro com a militância do seu partido no fim do dia, no Sheraton Hotel da Bahia, onde estava acompanhada por expoentes comunistas no Estado como os deputados federais Davidson Magalhães, Daniel Almeida e Alice Portugal, além da vereadora Aladilce Souza e da secretária do governo estadual, Olívia Santana.

Em conversa com o Mídia Lampião, a parlamentar gaúcha disse temer um novo golpe do atual presidente da República, Michel Temer, que acena para a adoção de um sistema parlamentarista ou semipresidencialista.

“Torço muito para que este governo acabe em 2018, com eleições diretas, para que nenhuma saída fora de um pleito seja construído. Há esse risco, pois são saídas para projetos como os de Temer, que não tem votos. Ele dá uma isenção de R$ 1 trilhão às grandes petroleiras do mundo e tenta destruir a indústria do petróleo nacional”, disse.

D’Ávila também se mostrou otimista quanto à formação de uma bancada de melhor qualidade nas eleições do ano que vem para o Congresso Nacional. “Eu espero que o povo puna esses que estão aí e não renove esses mandatos de deputados e senadores que votaram a favor de algo chamado jornada intermitente de trabalho, que não deixa o trabalhador sequer ir ao banheiro”, desejou.

Sobre a eleição presidencial, a comunista disse que é preciso olhar mais para o futuro. “Tenho a expectativa que para 2018 a gente tenha um processo eleitoral que discuta o País e não semeie o ódio. Senão perderemos a chance de termos um debate”, analisou.

A estratégia da candidatura do PC do B, segundo a deputada, é buscar responder os problemas do povo. Ela criticou ainda o congelamento de gastos públicos para os próximos 20 anos efalou sobre a dificuldade das mulheres retornarem ao mercado de trabalho após a licença maternidade e sobre a violência que mata 60 mil brasileiros por ano e, destes, 40 mil são jovens entre 15 e 24 anos. “Temos um projeto de retomada do desenvolvimento econômico, garantindo que o câmbio  e os juros estejam a serviço do Brasil e não do mercado internacional”, finalizou.

Manuela D’Ávila disse ainda ser possível dividir o palanque com o governador Rui Costa na Bahia, que tem como principal candidato e cabo eleitoral o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Bahia

OPINIÃO: Erro ou Manipulação?

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Por Robinson Almeida

Não é fácil instituto de pesquisa construir reputação na Bahia. São tantos erros históricos que se duvida da competência e da boa fé daqueles que aferem a opinião pública. O que acontece com pesquisas em nosso estado?

O erro dos institutos pode estar na amostra. A Bahia tem a maior população rural do Brasil. Custa caro e é demorado colher opiniões de quatro milhões de baianos que habitam a Bahia profunda.

Diante disso, opta-se pela aplicação de questionários nas sedes dos municípios, ignorando a roça. A causa do erro técnico se explica por distorções da amostragem entre o urbano e o rural pesquisado.

Mas porque se erra só pra um lado, em favor de candidatos do DEM? Aqui entra a tese da manipulação de resultados. O instituto divulga a opinião de quem o contratou e não a dos pesquisados.

Via de regra, quem contrata pesquisa é veículo de comunicação. Na Bahia existe relação empresarial/familiar/política entre os líderes do DEM e os principais grupos de mídia. Daí, a suspeita de fraude.

Recente pesquisa divulgada pelo Instituto Paraná, contratada pela Rede Record, ligada ao PRB, oposição a Rui e base de ACM Neto, coloca o prefeito na liderança. Erro ou manipulação?

 

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