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Brasil

APOLOGIA AO REGIME MILITAR: À luz do dia, faixas em Salvador pedem intervenção das Forças Armadas

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Faixas e pichações em muros têm virado rotina em todo o país. Em Salvador, pichações na Av. Paralela e na Av. ACM pedem a volta do regime que ceifou a vida de dezenas de inocentes 

Após a banalização da política e dos políticos por parte de setores do judiciário e da mídia, apelos para intervenção do exército no país têm se tornado constantes.

Pregação em plena luz do dia ocorre livre de qualquer incômodo

Em plena luz do dia, faixas na Av. ACM, em Salvador, fazem abertamente apologia a um regime que, em outros países da América Latina, como a Argentina, seus líderes foram condenados e presos.
Mas não para por aí. Na mesma avenida, cujo nome de batismo vem de um dos colaboradores do regime militar (ACM), se vê pichações clamando pela intervenção das Forças Armadas na vida nacional e, por conseguinte, interrupção do regime democrático. 


De 1964 a 1985, sob o regime militar, o Brasil viu o seu presidente ser derrubado, a imprensa censurada, pessoas sendo torturadas e mortas, dentre outras atrocidades. O país só viria sair do regime que ficaria conhecido como ditadura militar 21 anos depois e voltaria a ter o direito de votar para presidente apenas em 1989.

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Brasil

PETROBRAS NA MIRA DOS ENTREGUISTAS

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Parlamentares do PT criticaram duramente o anúncio – noticiado pela imprensa como indicação de Paulo Guedes – do economista Roberto Castello Branco como futuro presidente da Petrobras no governo de Jair Bolsonaro. Professor da Fundação Getúlio Vargas é oriundo da Universidade de Chicago, principal centro do pensamento neoliberal no âmbito acadêmico. Castello Branco disse, em artigo publicado na Folha de São Paulo em junho passado, que é “urgente a necessidade de se privatizar não só a Petrobras, mas outras estatais”.

Para o líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), a indicação deixa claro o viés entreguista do futuro governo e gera um evidente conflito de interesses. “Se isso for confirmado, teremos um flagrante conflito de interesses, pois é uma afronta você colocar na direção de uma das maiores empresas do mundo no seu setor alguém que é notoriamente favorável à venda dessa empresa”, diz Pimenta.

“Castello Branco não está sendo escolhido para ser o presidente, mas sim o coveiro da quinta maior empresa brasileira e uma das maiores petrolíferas do mundo. Seria como colocar para presidir a Ford uma pessoa que quer vender a Ford para a Volkswagen”, complementa o líder.

Segundo a presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), a escolha equivale a colocar a raposa tomando conta do galinheiro. “Vai para a Petrobras quem defende sua privatização! É a entrega do Brasil ao sistema financeiro internacional”, afirmou Gleisi em sua conta no Twitter, na qual também sugeriu o documentário “A doutrina do choque”, da jornalista canadense Naomi Klein, para se entender o que pode acontecer com o Brasil.

Para o deputado Enio Verri (PT-PR), que também é economista, a indicação de Castello Branco é questionável tanto no aspecto econômico quanto no político. “Do ponto de vista econômico, é temerário deixar nas mãos da iniciativa privada um setor estratégico e tão vital para economia de qualquer país como o petrolífero. Dos 20 países com as maiores reservas de petróleo no mundo, a maioria absoluta tem estatais no controle do uso dessas reservas. Essa é a regra global. Por que o Brasil teria que abrir mão do controle de um bem tão fundamental para o nosso desenvolvimento?”, indaga Verri, que é economista e professor licenciado da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

“Do ponto de vista político, nós sabemos que o interesse do governo Temer e do futuro governo Bolsonaro é entregar as nossas riquezas para um punhado de multinacionais estrangeiras cujo único objetivo é garantir os lucros dos seus acionistas. Por isso nós vamos lutar para que isso não ocorra, especialmente porque temos um nível absurdo de desigualdade social para combater”, completou o parlamentar.

Paulo Pimenta garante que a bancada petista no Congresso Nacional vai lutar para barrar a privatização da Petrobras. “Nós vamos lutar e mobilizar a sociedade brasileira para denunciar e impedir que se concretize essa intenção do consórcio Temer/Bolsonaro de entregar a nossa maior empresa e a nossa maior riqueza, o pré-sal, para as multinacionais do petróleo”, declarou o líder.

Palestra – Num evento da Fundação Getúlio Vargas em novembro de 2017, Castello Branco, que é diretor do Centro de Estudos em Crescimento e Desenvolvimento dessa instituição, expôs em detalhes e sem máscaras o seu pensamento privatista. Assista à palestra dele aqui, a partir de 1’08”.

No artigo na Folha de SP, o economista considera “inaceitável manter centenas de bilhões de dólares alocados a empresas estatais em atividades que podem ser desempenhadas pela iniciativa privada”, esquecendo que foi a Petrobras que desenvolveu a tecnologia para descobrir e explorar o pré-sal e é a empresa no mundo que melhor domina a extração de petróleo em águas profundas.

 

Por: Rogério Tomaz Jr./ PT Câmara.

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Bahia

MP da privatização da água é barrada na Câmara dos Deputados

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Parlamentares da oposição e entidades do setor do saneamento conseguiram impedir votação nesta terça-feira (13/11)

 

Os movimentos em defesa da água conquistaram importante vitória nesta terça-feira (13/11), ao impedir a votação da Medida Provisória 844/18, conhecida como MP da privatização da água. A obstrução dos partidos da oposição, impediu que a medida entrasse em votação durante a sessão deliberativa extraordinária de hoje.

“Essa é a primeira grande derrota do consórcio Temer/Bolsonaro; a obstrução da oposição, em especial a do PT, foi que organizou essa grande vitória”, comemorou o deputado federal Afonso Florence, que integrou a comissão mista responsável por avaliar a MP 844 e esteve à frente das negociações com os líderes do governo, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e André Moura (PSC-SE), e o ministro das cidades Alexandre Baldy.

Após sucessivas rodadas de negociação entre governo e oposição, não foi possível chegar a uma proposta de consenso e foi mantida a obstrução. Como a medida perde a validade na próxima segunda-feira (19/11) e o governo reconheceu que não conseguiria derrubar a obstrução posta pelo PT, resolveu sequer ler a MP.

Ao longo dos últimos meses, entidades que atuam no setor do saneamento como a Associação Brasileira de Empresas Estaduais de Saneamento (AESB), Associação Brasileira de Serviços Municipais de Saneamento (ASSEMAE), a  Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), a Frente Nacional de Prefeitos (FNP), a Associação Brasileira de Municípios (ABM) e a Federação Interestadual de Sindicato de Engenheiros (Fisenge), trabalharam pela derrubada da MP.

A medida também enfrentou oposição de governadores. Vinte e dois deles assinaram documento contrário à MP 844, o que contribuiu muito para mobilização pela derrubada.

Na avaliação dos especialistas, a medida traria aumento de tarifas e diminuição da qualidade dos serviços. Entre os pontos polêmicos, estava o Artigo 10-A, dispositivo que acabava com o subsídio cruzado. Na legislação vigente, esse mecanismo permite que empresas de saneamento invistam nos municípios pequenos, e equilibrem sua tarifa a partir da receita obtida nos municípios superavitários.

Para isso, a medida obrigava a abertura de chamada pública para empresas privadas, para prestação do serviço de água e esgoto. “Assim, nos grandes municípios, as empresas privadas é que operariam os sistemas  e aumentariam a tarifa buscando lucro. Nos pequenos municípios as empresas estaduais continuariam operando, sem a possibilidade de usar o subsídio cruzado, e as tarifas também seriam majoradas”, explicou Florence.

Toda essa disputa foi acompanhada de perto pelo grupo de transição de Bolsonaro.  Agora, esta importante derrota do governo Temer coloca em alerta o governo Bolsonaro que quer aprovar, ainda este ano, algumas das suas medidas impopulares, como a Reforma da Previdência.

Fotos: Gustavo Bezerra / PT na Câmara

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Brasil

Marta Rodrigues critica falta de respostas sobre morte de Marielle e condena ato do MBL na UFBA

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Líder da oposição na Câmara de Salvador, a vereadora Marta Rodrigues (PT) lembrou que nesta quarta-feira (14) o assassinato da vereadora Marielle Franco completou oito meses sem respostas para a sociedade sobre a autoria e os mandantes do crime. Segundo ela, está nítido que há um desinteresse em elucidar por completo este episódio que atentou contra a democracia, num país onde apenas 6% dos casos de homicídios são elucidados. “Não basta sermos vítimas do feminicídio, nós mulheres temos que enfrentar o descaso com as investigações destes crimes. O assassinato de Marielle chocou o mundo inteiro e ainda assim não temos uma resposta. Essa é a realidade que todas as mulheres e seus familiares, infelizmente, convivem no dia a dia”, afirmou a edil.

“Há uma política de apagar a memória dos mortos no país, principalmente do povo negro”, disse Marta.

 

 

Vereadora Marta Rodrigues é líder da oposição na Câmara de Salvador

 

 

Para a petista, todos aqueles que lutam por justiça social devem estar em vigília constante no cenário de fascismo e retrocesso que se vislumbra. “A Anistia Internacional divulgou nesta quarta um documento apontando questões graves sem respostas, incoerências e contradições da investigação, mostrando-se ‘chocada’ com a condução”, pontuou.

A vereadora de Salvador repudiou, também, a ação de um pequeno grupo do MBL, na última terça-feira (13), que tentou descontruir o memorial em homenagem às mulheres mortas pelo feminicídio, instalado no Campus da UFBA de Ondina por estudantes da instituição durante o Fórum Social Mundial em março deste ano.

“Como se não bastasse, este grupo desrespeitou mais uma vez a memória de Marielle e de todas as vítimas do feminicídio. O memorial é um espaço onde concentramos luto e luta contra esses crimes. O machismo está cotidianamente tentando nos desestabilizar”, declarou.

A tentativa, filmada pelos próprios integrantes do MBL e postada na fanpage do movimento, foi impedida por estudantes que estavam no local. De mãos dadas, eles formaram uma roda em volta do memorial para protege-lo. “Um dos integrantes do MBL cita o memorial como um cemitério e diz que ‘essa Marielle tá morta mas roda mais do que ônibus de rota’ e diz que iria enterrar lá o caixão do PT’. Um movimento como este, que sobrevive do desrespeito às vítimas das desigualdades e do discurso de ódio, não merece nenhuma credibilidade”, ressaltou.

 

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TV Lampião

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