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ABRE-TE SÉSAMO: Dinheiro tinha dono. E era de Geddel, sim!

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Conforme previsão do Mídia Lampião, Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) foi preso menos de 72 horas depois da apreensão da fortuna em “apartamento-esconderijo” na Graça

Polícia Federal vasculhou a casa da mãe do ex-ministro, que fica no mesmo edifício onde ele mora no Jardim Apipema, em Salvador

O ex-ministro golpista, Geddel Vieira Lima, foi preso por volta das 7 horas da manhã desta sexta-feira, 8, no bairro Jardim Apipema, em Salvador. Após muita cautela na checagem da propriedade do dinheiro, a Polícia Federal (PF) descobriu digitais do cacique do PMDB na fortuna encontrada na última terça e que já é considerada a maior apreensão em dinheiro vivo da história do país. Após a montagem de uma estrutura de cassino, segundo o jornal conservador O Estado de São Paulo, foram necessárias 14 horas para contar a montanha de dinheiro escondida num apartamento que estava “emprestado” ao irmão do peemedebista, Lúcio Vieira Lima, que também é deputado federal pelo PMDB. Além do mandado de prisão preventiva de Geddel Vieira Lima, o juiz da 10ª Vara Federal, Vallisney de Souza, expediu outro mandado de prisão para Gustavo Ferraz, aliado de Geddel e suspeito, segundo O Globo, de auxiliá-lo na destinação e acomodação das malas de dinheiro.

O chefe da Codesal, Gustavo Ferraz (à direita), também foi preso na manhã desta sexta, 8. Ele é acusado de auxiliar Geddel a esconder as malas e caixas de dinheiro no “apartamento-esconderijo”. Gustavo foi nomeado ao posto em janeiro por ACM Neto, que avalizou o indicado de Geddel

Gustavo Ferraz foi nomeado em janeiro deste ano, ainda segundo o diário carioca, para o cargo de chefe da Codesal pelo prefeito de Salvador, ACM Neto, do DEM (Ferraz tinha função estratégica na Prefeitura de ACM Neto). Segundo a Folha de São Paulo, Geddel escondeu o rosto com uma pasta ao sair do seu endereço conduzido por agentes da PF. De acordo com a publicação, o ex-ministro de Temer será levado para o Aeroporto de Salvador e de lá partirá rumo à carceragem da Polícia Federal em Brasília. O seu destino final poderá ser novamente o presídio da Papuda, onde terá, espera-se, uma estada mais longa.

Ladrão graúdo, porém amador

De cabeça raspada, Geddel chorou em audiência de custódia em julho deste ano em Brasília. MPF chamou-o de “criminoso habitual”

Não seria preciso ser nenhum Sherlock Holmes para descobrir a quem pertencia o tesouro perdido encontrado na “caverna do (novo) Ali Babá” Geddel Viera Lima. O apetite voraz e insaciável do ex-ministro golpista – não à toa apelidado “boca de jacaré”, percevejo de gabinete (Itamar Franco), etc. – por propina fica, com a apreensão de uma fortuna equivalente a um prêmio de Mega-Sena acumulada em um apartamento que servia de esconderijo, claramente comprovado.

Por outro lado, o amadorismo do ex-ministro de Temer é de envergonhar qualquer aspirante à Al Capone. Isso porque o local escolhido pelo insaciável puxador de verbas para esconder o produto do roubo ficara a menos de 1km de sua residência, no nobre bairro do Jardim Apipema. O segundo fato a mostrar a total displicência do rechonchudo gatuno de paletó foi deixar vestígios na cena do crime. Dispensar o uso de luvas no contato com a montanha de dinheiro proveniente de ilícitos mostra que, embora as gordas fatias abocanhadas não permitam dizer, o novo custodiado da Polícia Federal é tão amador quanto o mais principiante batedor de carteiras.

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Os sentidos da democracia no capitalismo financeiro

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Democratizar é a palavra de ordem. Em todos os espaços. Desde associação de bairro ou rural se fala em democratizar os espaços para que mais gente participe. Se é nas escolas falamos em democratizar para que haja mais grêmios escolares e também haja eleições diretas para a escolha dos diretores e vices. Já estamos quase em vias de pedir eleições diretas para elegermos os professores. Já elegemos os nossos representantes para as câmaras municipais, assembleias estaduais e câmara federal, além do executivo (prefeitos, governadores e presidentes) por sufrágio universal (voto direto e secreto).

Há em cursos campanhas para que se tire a discricionariedade do presidente da república em indicar os ministros do supremo e tenhamos eleições diretas para elegermos os representantes que serão “intérpretes ou aplicadores“ mor das normas jurídicas nacional. É mais do que comum falar em democracia em nosso país. Mais do que comum. É bonito. Todo mundo gosta. Ninguém é contra e festeja-se sempre que ela ocorrer. Daí, merece uma pergunta. O que democratizamos e para quem democratizamos? Me lembro do Alexis de Tocqueville… mas, não entrarei nos acadêmicos e cita-los. Para desdizer a des-democracia da ABNT sobre as produções da ciência. E, que, eu também concordo.

Com tanta democracia não elegemos um presidente ou governadores negros, apesar de muitos negros se regozijarem com a festa da democracia e defendê-la com unhas e dentes. Elegemos uma mulher presidentA, mas a democracia direta que a levou permitiu que a democracia representativa a tirasse. Não precisa de crime na democracia para ser punido. Afinal, ela é a democracia democrática. É nesta democracia que já chegamos a mais de 700 mil pessoas encarceradas. É nesta democracia que uma cor, a branca, é a maior beneficiária dela. Além de homens serem, de citadinos serem, de adultos serem… li recentemente que contra a democracia somente mais democracia. Não sei. Mas, também não sou contra a democracia. Mas…

Ontem foi eleição do Esporte Clube Bahia, meu time. Meu time do coração está celebrando a democracia. Agora vai. Agora incorporado pelo espírito de Tocqueville celebra mais uma faceta da nossa democracia. E, quando vemos o resultado da democracia não me parece que a sua representatividade democratiza a representação. Vejam somente quem foi eleito.

Será que quando falamos de democracia estamos democratizando para quem sempre já ocupou os espaços com ou sem democracia? Será que se esta democracia representar uma ruptura com quem manda (com ou sem democracia) ela ainda se sustentará e será defendida? Será que conseguiremos democratizar a cor, o gênero, as orientações, os locais de moradia, as categorias, as frações classe por esta democracia que tanto defendemos? É possível de falar em democracia numa sociedade que tem seus rumos definidos por quem tem mais? E quem tem mais somente está disposto a debater e aplicar a democracia se não for mexer nos seus mais. E olhem que é muito mais. Para encerrar: o que estamos democratizando quando vamos para as ruas defender tanto a democracia? Democracia para que e para quem? Sigamos!

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Imbassahy  formou com ACM Neto e Geddel o tripé do golpe na Bahia, diz Florence

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O vice-líder da oposição no Congresso Nacional, o deputado federal Afonso Florence (PT-BA) comenta sobre a saída do Antonio Imbassahy (PSDB-BA) da Secretaria de Governo. “Consumou-se, a já anunciada, troca na Secretaria de Governo do governo Temer, caiu Imbasshy, assumiu Carlos Marum (PMDB-MS). A substituição já tinha sido anunciada, mas Imbassahy conseguiu se manter mais alguns dias no cargo”,  afirma.

De acordo com Florence, “­­­alçado ao posto por ser do PSDB e por seu histórico de serviços prestados ao Carlismo, o desgaste de Imbassahy junto à base de Temer era grande, ele não conseguiu articular nada, ao ponto de ter sido caracterizado pelo vice-presidente da Câmara, o deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), como “um incompetente” “um zero à esquerda”, um “merd…”. Noticia-se que ele só não caiu antes porque Temer gosta dele”.

Para a Bahia, mais do que uma vitória, foi um alívio. Imbassahy elegeu-se prefeito de Salvador em 1996 numa memorável campanha em que prometeu construir o Metrô “de” Salvador. A obra foi paralisada, logo no seu início, por fortes denúncias de corrupção. Está foi sua maior antes de assumir a Secretaria de Governo de Temer.

“Imbassahy formou com ACM Neto e Geddel o tripé do golpe na Bahia. Ao lado de Temer, cumpriu papel central na perseguição à Bahia perpetrada por ACM Neto. Com sua queda sobra, como liderança do golpe na Bahia, ACM Neto com sua relação umbilical com Temer”, destaca Afonso.

 O parlamentar acrescenta ainda “nossas posições são opostas às deles. Vamos continuar a lutar contra a retirada de direitos, em especial esta reforma da previdência. Vamos apoiar a apuração isenta das denúncias de corrupção. Vamos continuar a cobrar a aplicação de recursos para a atenção básica na saúde de Salvador, a pior entre os municípios da Bahia”, finaliza.

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A ditadura ataca agora a UFMG, por Luis Nassif

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A notícia, agora de manhã, de que a Polícia Federal invadiu a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) levando em condução coercitiva o reitor e a vice-reitora, em uma operação sintomaticamente denominado de “Esperança Equilibrista”, comprova o avanço político do estado de exceção.

A operação visa apurar desvios no Memorial da Anistia, construído pela UFMG.

Assim como no caso da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) repete-se a combinação de PF, Controladoria Geral da União (CGU) e Tribunal de Contas da União (TCU).

Há anos o Memorial padece de problemas burocráticos.

Problemas administrativos, que demandam análises administrativas, são transformados em casos policiais, para que se infunda o terror nas universidades, último reduto da liberdade de pensamento no país, depois que a Lava Jato se incumbiu de desmontar o PT e a reforma trabalhista investiu contra as centrais sindicais.

A história do Memorial é bonita.

Todo o país que passou por ditaduras tem movimentos emblemáticos representando a luta contra a repressão. O Brasil teve mais de 50 mil pessoas anistiadas, reconhecidas como perseguidas pela ditadura e não tinha nenhum monumento.

A Comissão de Anistia, quase dez anos atrás, lançou o projeto de Memorial da Anistia, com verbas do Ministério da Justiça e parceria com UFMG. A ideia seria reformar o Coleginho e ali fazer uma exposição permanente. E, ao lado, um prédio para ser o acervo da Comissão de Anistia.

Os problemas ocorreram quando se analisaram as condições do Coleginho, cuja estrutura, antiga, não suportaria as reformas. Foi planejado, então, a construção de um prédio ao lado, que abrigaria o acervo e a própria Comissão de Anistia.

Os valores, de R$ 19 milhões, eram perfeitamente compatíveis com a nova estrutura proposta. Foram abertas três sindicâncias, no Ministério da Justiça, do Ministério Público Federal e na própria UFMG apenas para apurar se houve imperícia no projeto para o Coleginho, que não levou em conta suas condições.

Com o impeachment, não houve sequer nomeação do novo presidente da Comissão de Anistia, e as obras foram paralisadas.

Este ano, foi realizada uma audiência pública em Belo Horizonte, na qual se solicitou à UFMG que terminasse o projeto. E foi recusado pela óbvia falta de verbas que assola as universidades federais.

A invasão da UFMG e a condução coercitiva de oito pessoas mostram três coisas.

A primeira, é que não há um fato apurado e um suspeito preso. Monta-se o velho circo de prender várias pessoas, infundir terror na comunidade, e obter confissões sabe-se lá por quais métodos. A segunda é que a morte do reitor da UFSC não mudou em nada os procedimento.

Têm-se uma PF incapaz de solucionar o caso do helicóptero transportando 500 quilos de cocaína, soltando o piloto e liberando o veículo em prazo recorde e, agora, a investida política contra a segunda universidade. A terceira, é que o nome dado à operação – “Esperança Equilibrista” – é claramente uma provocação aos setores de direitos humanos.

Esse monstro está sendo diretamente alimentado pelo Ministro Luís Roberto Barroso, do STF, que se transformou no principal inspirador da segunda onda repressiva dos filhotes da Lava Jato.

Vamos ver quem são as vozes que se levantarão para denunciar mais esse ataque.

Com informações do GGN

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