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Política

Desprestigiado e desmoralizado; centrão “exige” saída de Imbassahy

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À procura de um partido, após os caciques tucanos da Bahia o limarem do PSDB local, o deputado federal António Imbassahy agora é alvo de outro pedido de retirada: o de ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República. Integrantes do chamado Centrão, composto por parlamentares de partidos como PP, PR e PSD já não despacham com o ainda ministro e cobram a sua exoneração imediata, segundo reportagem da Folha de São Paulo.

Ao lado de Temer, Antonio Imbassahy (PSDB) foi exonerado para votar contra a investigação do presidente golpista pedida pela Procuradoria Geral da República (PGR)

Integrante da ala aecista (do senador Aécio Neves), que está cada vez mais enfraquecida no PSDB, Imbassahy também não é bem quisto entre os colegas João Gualberto e Jatahy Magalhães. O convite para deixar o tucanato baiano já foi feito nas entrelinhas, o que já levou o ex-prefeito de Salvador a procurar abrigo com o deputado federal Benito Gama, hoje presidente estadual do PTB e antigo companheiro dos tempos de Carlismo.

Tanto na Bahia, como em Brasília, as portas da rua estão à serventia de Imbassahy.

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Destaque

Povo Negro: ‘O cenário em Salvador e no Brasil é grave e precisamos nos aquilombar’, diz Marta

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A edil criticou o baixo orçamento para a Secretaria de Reparação previsto para 2019, muito aquém da publicidade institucional

 

A líder da oposição na Câmara de Salvador, vereadora Marta Rodrigues (PT), disse, nesta terça-feira (20), Dia da Consciência Negra, quando se homenageia durante todo mês de novembro Zumbi dos Palmares, não há muito o que comemorar no Brasil e em Salvador, mas há muita luta para organizar. “No país, o cenário é horrível com a candidatura de um presidente declaradamente racista. Mas estaremos ainda mais organizados e precisamos nos aquilombar”, disse.

“Há uma tentativa de elitização do Centro Antigo em Salvador, de expulsão de moradores de rua, pessoas pobres de bairros da classe média, para atender os turistas e o empresariado que não leva em conta a vida e a rotina dos moradores.  Vide o Projeto Revitalizar”, diz a petista.

Segundo ela, a população negra residente na capital baiana  também tem sofrido no governo de ACM Neto uma série de impactos nas políticas públicas, com ações e projetos da prefeitura elitistas e gentrificadores – desde a construção do PDDU.  “Sempre retomo esse assunto pois ele é grave. No PDDU, de mais de 500 páginas, apenas um parágrafo trata da questão racial em uma cidade como a maioria da população negra. O PDDU também não incorpora raça/cor na territorialização das suas políticas ou projetos”, diz.

“Vamos precisar estar em constantes reuniões, ainda mais vigilantes, debatendo o tempo todo”, diz.

A petista criticou também o orçamento da prefeitura para a Secretaria Municipal de Reparação previsto para 2019, de 5.749 milhões. “Um valor insignificante diante das demandas e do fato  de estarmos na cidade  com 80% da população sendo negra. Enquanto isso, o previsto para publicidade institucional é de 61.100.000,00 para 2019.  Quais são as prioridades dessa prefeitura?”. Segundo Marta, enquanto o orçamento pra publicidade  institucional subiu mais de R$ 11 milhões, o da Reparação subiu pouco mais de quinhentos mil”, destacou.

Marta lembra, ainda, de projetos do prefeito que tentam espaços da cidade.  “Há uma tentativa de elitização do Centro Antigo, de expulsão de moradores de rua, pessoas pobres de bairros da classe média, para atender os turistas e o empresariado que não leva em conta a vida e a rotina dos moradores.

A política elitista de ACM Neto, segundo ela, atende e acompanha o mesmo modelo do governo do presidente ilegítimo Michel Temer e do presidente eleito Bolsonaro, a quem o prefeito apoiou abertamente.

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Brasil

PETROBRAS NA MIRA DOS ENTREGUISTAS

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Parlamentares do PT criticaram duramente o anúncio – noticiado pela imprensa como indicação de Paulo Guedes – do economista Roberto Castello Branco como futuro presidente da Petrobras no governo de Jair Bolsonaro. Professor da Fundação Getúlio Vargas é oriundo da Universidade de Chicago, principal centro do pensamento neoliberal no âmbito acadêmico. Castello Branco disse, em artigo publicado na Folha de São Paulo em junho passado, que é “urgente a necessidade de se privatizar não só a Petrobras, mas outras estatais”.

Para o líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), a indicação deixa claro o viés entreguista do futuro governo e gera um evidente conflito de interesses. “Se isso for confirmado, teremos um flagrante conflito de interesses, pois é uma afronta você colocar na direção de uma das maiores empresas do mundo no seu setor alguém que é notoriamente favorável à venda dessa empresa”, diz Pimenta.

“Castello Branco não está sendo escolhido para ser o presidente, mas sim o coveiro da quinta maior empresa brasileira e uma das maiores petrolíferas do mundo. Seria como colocar para presidir a Ford uma pessoa que quer vender a Ford para a Volkswagen”, complementa o líder.

Segundo a presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), a escolha equivale a colocar a raposa tomando conta do galinheiro. “Vai para a Petrobras quem defende sua privatização! É a entrega do Brasil ao sistema financeiro internacional”, afirmou Gleisi em sua conta no Twitter, na qual também sugeriu o documentário “A doutrina do choque”, da jornalista canadense Naomi Klein, para se entender o que pode acontecer com o Brasil.

Para o deputado Enio Verri (PT-PR), que também é economista, a indicação de Castello Branco é questionável tanto no aspecto econômico quanto no político. “Do ponto de vista econômico, é temerário deixar nas mãos da iniciativa privada um setor estratégico e tão vital para economia de qualquer país como o petrolífero. Dos 20 países com as maiores reservas de petróleo no mundo, a maioria absoluta tem estatais no controle do uso dessas reservas. Essa é a regra global. Por que o Brasil teria que abrir mão do controle de um bem tão fundamental para o nosso desenvolvimento?”, indaga Verri, que é economista e professor licenciado da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

“Do ponto de vista político, nós sabemos que o interesse do governo Temer e do futuro governo Bolsonaro é entregar as nossas riquezas para um punhado de multinacionais estrangeiras cujo único objetivo é garantir os lucros dos seus acionistas. Por isso nós vamos lutar para que isso não ocorra, especialmente porque temos um nível absurdo de desigualdade social para combater”, completou o parlamentar.

Paulo Pimenta garante que a bancada petista no Congresso Nacional vai lutar para barrar a privatização da Petrobras. “Nós vamos lutar e mobilizar a sociedade brasileira para denunciar e impedir que se concretize essa intenção do consórcio Temer/Bolsonaro de entregar a nossa maior empresa e a nossa maior riqueza, o pré-sal, para as multinacionais do petróleo”, declarou o líder.

Palestra – Num evento da Fundação Getúlio Vargas em novembro de 2017, Castello Branco, que é diretor do Centro de Estudos em Crescimento e Desenvolvimento dessa instituição, expôs em detalhes e sem máscaras o seu pensamento privatista. Assista à palestra dele aqui, a partir de 1’08”.

No artigo na Folha de SP, o economista considera “inaceitável manter centenas de bilhões de dólares alocados a empresas estatais em atividades que podem ser desempenhadas pela iniciativa privada”, esquecendo que foi a Petrobras que desenvolveu a tecnologia para descobrir e explorar o pré-sal e é a empresa no mundo que melhor domina a extração de petróleo em águas profundas.

 

Por: Rogério Tomaz Jr./ PT Câmara.

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Bahia

MP da privatização da água é barrada na Câmara dos Deputados

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Parlamentares da oposição e entidades do setor do saneamento conseguiram impedir votação nesta terça-feira (13/11)

 

Os movimentos em defesa da água conquistaram importante vitória nesta terça-feira (13/11), ao impedir a votação da Medida Provisória 844/18, conhecida como MP da privatização da água. A obstrução dos partidos da oposição, impediu que a medida entrasse em votação durante a sessão deliberativa extraordinária de hoje.

“Essa é a primeira grande derrota do consórcio Temer/Bolsonaro; a obstrução da oposição, em especial a do PT, foi que organizou essa grande vitória”, comemorou o deputado federal Afonso Florence, que integrou a comissão mista responsável por avaliar a MP 844 e esteve à frente das negociações com os líderes do governo, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e André Moura (PSC-SE), e o ministro das cidades Alexandre Baldy.

Após sucessivas rodadas de negociação entre governo e oposição, não foi possível chegar a uma proposta de consenso e foi mantida a obstrução. Como a medida perde a validade na próxima segunda-feira (19/11) e o governo reconheceu que não conseguiria derrubar a obstrução posta pelo PT, resolveu sequer ler a MP.

Ao longo dos últimos meses, entidades que atuam no setor do saneamento como a Associação Brasileira de Empresas Estaduais de Saneamento (AESB), Associação Brasileira de Serviços Municipais de Saneamento (ASSEMAE), a  Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), a Frente Nacional de Prefeitos (FNP), a Associação Brasileira de Municípios (ABM) e a Federação Interestadual de Sindicato de Engenheiros (Fisenge), trabalharam pela derrubada da MP.

A medida também enfrentou oposição de governadores. Vinte e dois deles assinaram documento contrário à MP 844, o que contribuiu muito para mobilização pela derrubada.

Na avaliação dos especialistas, a medida traria aumento de tarifas e diminuição da qualidade dos serviços. Entre os pontos polêmicos, estava o Artigo 10-A, dispositivo que acabava com o subsídio cruzado. Na legislação vigente, esse mecanismo permite que empresas de saneamento invistam nos municípios pequenos, e equilibrem sua tarifa a partir da receita obtida nos municípios superavitários.

Para isso, a medida obrigava a abertura de chamada pública para empresas privadas, para prestação do serviço de água e esgoto. “Assim, nos grandes municípios, as empresas privadas é que operariam os sistemas  e aumentariam a tarifa buscando lucro. Nos pequenos municípios as empresas estaduais continuariam operando, sem a possibilidade de usar o subsídio cruzado, e as tarifas também seriam majoradas”, explicou Florence.

Toda essa disputa foi acompanhada de perto pelo grupo de transição de Bolsonaro.  Agora, esta importante derrota do governo Temer coloca em alerta o governo Bolsonaro que quer aprovar, ainda este ano, algumas das suas medidas impopulares, como a Reforma da Previdência.

Fotos: Gustavo Bezerra / PT na Câmara

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