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Na luta!

CAMAÇARI: Mesmo com cortes de salários, professores mantêm greve

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Apesar de mais uma atitude perseguidora do prefeito de Camaçari, Elinaldo Araújo (DEM), que mandou cortar o salário dos professores grevistas, a categoria decidiu manter a greve, exigindo cumprimento das leis Federal e Municipal do piso salarial, além de condições dignas de trabalho. A decisão foi tomada em assembleia extraordinária, realizada nesta sexta-feira (01), um dia após o corte do pagamento. De acordo com informações passadas durante a assembleia, apesar de a greve ter começado no dia 10 de agosto, a prefeitura descontou todas as faltas geradas por paralisações, desde janeiro, quando os professores iniciaram a campanha salarial.

Mesmo com corte de ponto, professores mantiveram a greve na última sexta

Revoltada com a situação, a professora Nildete Reis, funcionária da rede pública de Camaçari há 23 anos, criticou a postura do governo. “Nós estamos em greve por causa da intransigência desse governo. Entregamos nossa pauta de reivindicações em janeiro. Eles pediram 100 dias para analisar as contas, depois mais 20 dias e até hoje a situação vem se arrastando”, relatou.

 

De acordo com a professora Valdelane de Jesus, a prefeitura tem se recusado a dialogar com a categoria. “É com muita tristeza que nós, professores deste município, vivenciamos esse momento. Um momento de extrema truculência e arbitrariedade por parte desse governo. Nós professores sempre nos mantivemos abertos ao diálogo, inclusive flexibilizando nossa pauta: propomos um acordo plurianual, com parcelamento do reajuste, onde o governo pagaria a primeira parte do reajuste em dezembro de 2017 e a segundo parcela em janeiro de 2018. Mas, infelizmente, estamos lidando com um governo que não quer diálogo, que só quer oprimir os professores”, lamentou.

Os docentes lotaram a assembleia na manhã desta sexta, 1

A professora ainda criticou o aumento de cargos comissionados, lembrando que, por ser um polo industrial, Camaçari possui uma das mais altas arrecadações do estado. “Nós professores queremos estar nas nossas salas, dando aula. Quem não quer professor em sala é a prefeitura, que oferece zero de reajuste, em um município com uma arrecadação milionária, com secretários que ganham mais que o presidente da república, com uma folha onde o número de cargos comissionados dobrou em apenas 7 meses de gestão. Nós não podemos aceitar que Camaçari tem dinheiro para tudo isso, mas não tem para pagar um reajuste mínimo ao professor”, completou Valdelane.

 

Além da pauta salarial, os professores também reclamam da falta de estrutura nas escolas e da falta de material didático. “Segundo a secretária de Educação, tinha um recurso liberado de R$ 6 milhões para compra de material e melhoria da merenda escolar, mas, na prática, não temos sentido nada disso”, relatou Marcia Novaes, secretária geral do Sindicato dos Professores (Sispec). Desde o início da gestão do DEM, segundo o sindicato, nas escolas de Camaçari faltam piloto para o professor escrever no quadro, caderneta para registro da vida escolar dos estudantes, a merenda é de péssima qualidade (em algumas escolas as crianças consomem apenas mingau todos os dias). Segundo informações do Sindicato, falta também segurança: algumas escolas, como o complexo CAIC, estão sendo invadidas por usuários de drogas e até por animais, já que o alambrado está destruído.

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Bahia

CUT e demais centrais convocam greve nacional contra reforma da Previdência e em defesa dos direitos

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A CUT e demais centrais – Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central, CSB, Intersindical, CGTB e CSP-Conlutas – decidiram realizar, no dia 5 de dezembro, uma Greve Nacional em Defesa da Previdência e dos Direitos.

A nova proposta de desmonte da Previdência Social apresentada pelo governo do ilegítimo Michel Temer (PMDB-SP) e que deve ser votada no dia 6 de dezembro, é mais perversa que a anterior. E, ao contrário da propaganda do governo, não corta privilégios, como as altas aposentadorias dos parlamentares, ataca apenas a classe trabalhadora que terá de trabalhar mais, ganhar menos e, se quiser receber o valor integral da aposentadoria, contribuir durante 40 anos, sem ficar nenhum período desempregado.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, o desmonte da Previdência agrava ainda mais a situação dos trabalhadores que já foram duramente atacados com o desmonte da CLT.

“A reforma Trabalhista legalizou o bico e muitos trabalhadores perderam os direitos e, em muitos casos, receberão menos do que um salário mínimo. Se já estava quase impossível contribuir para se aposentar, imagine com essa nova proposta de reforma da Previdência”, diz Vagner.

O secretário-Geral da CUT, Sérgio Nobre, lembra que a reforma Trabalhista pode ficar ainda pior, tendo em vista as mais de 800 emendas apresentadas à MP de Temer que altera a nova lei trabalhista aprovada este ano. “Imagine somar a essa tragédia a possibilidade de trabalhar a vida inteira e não se aposentar”.

É por isso que a greve nacional deve contar com o apoio, mobilização e participação de todos/as trabalhadores/as. “Todo brasileiro independentemente da categoria tem motivo de sobra para cruzar os braços e ir às ruas no dia 5 de dezembro. Todos sofremos com o desmonte da previdência”, argumenta Sérgio.

A partir da semana que vem, diz Sérgio, vamos realizar amplas mobilizações nas bases – assembleias, atos, debates e outras atividades – para alertar, informa e mobilizar a classe trabalhadora do País sobre a importância da participação na greve que é contra a reforma da Previdência Social e pelos direitos.

Com informações da CUT da Bahia

 

 

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Bahia

MST e MPA denunciam incêndio criminoso no Acampamento União, em Ponto Novo

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MST e MPA denunciam incêndio criminoso no Acampamento União, em Ponto Novo

De acordo com a coordenação do acampamento, essa intimidação traz prejuízos não apenas às famílias acampadas, mas para toda população da região e ao eco sistema regional.

 

Na noite deste último domingo (26), o Acampamento União, localizado numa área abandonada da empresa Sito Barreiras, em Ponto Novo, no norte da Bahia, foi incendiado.

A área é ocupada por 100 famílias do MST e do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), que denunciam o caráter criminoso do incêndio, cujo objetivo, segundo as organizações é coibir a luta, intimidar os trabalhadores e obrigar a saída das famílias.

As chamas só foram contidas pelos acampados com auxílio do corpo de bombeiros da cidade de Senhor do Bonfim, município vizinho, e ninguém ficou ferido. Porém, na manhã desta segunda-feira (27) novas áreas foram incendiadas e o fogo começou atingir a produção agrícola das famílias e a reserva ambiental.

De acordo com a coordenação do acampamento, essa intimidação traz prejuízos não apenas às famílias acampadas, mas para toda população da região e ao eco sistema regional.

A área de 2 mil hectares foi ocupada no dia 16 de outubro, durante a Jornada Nacional de Lutas em defesa da Reforma Agrária, que mobilizou milhares de famílias Sem Terra em todo Brasil.

Na Bahia, com a ocupação da área, o MST reivindicou uma pauta antiga junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que vai desde o processo de desapropriação de áreas históricas à garantia de direitos básicos nos assentamentos, como estradas, crédito para produção e assistência técnica.

Paralelo a isso, o processo de desapropriação do Sítio Barreira foi parte fundamental da pauta de reivindicação, que neste caso, foi construída pelas famílias do MST e do MPA. O Incra já foi notificado sobre a ocupação da área e as famílias aguardam um retorno do órgão do público para dá início aos tramites burocráticos, como vistoria e emissão de laudos.

Mesmo diante dos incêndios, que visam intimidar a luta pela terra na localidade, as famílias continuam resistindo e sem previsão de saída.

Fonte: Por Coletivo de Comunicação do MST na Bahia

Da Página do MST

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Bahia

MP fará audiência pública sobre situação dos rios em Correntina

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O debate será no próximo dia 1º de dezembro, no Ginásio de Esportes de Correntina, a partir das 9h da manhã, com participação da população

O tema da preservação dos rios de Correntina e de toda Bacia Hidrográfica do Rio Corrente será debatido no próximo dia 1º de dezembro em Correntina. Isso porque o Ministério Público da Bahia realizará uma audiência pública para debater a situação hídrica da região. Com início marcado para as 9h, o debate ocorrerá no Ginásio de Esportes da cidade.

O evento será aberto para toda população, autoridades, produtores, associações e movimentos sociais como objetivo de buscar caminhos para garantir a preservação das nascentes e impedir a exploração abusiva da vazão dos rios. A audiência pública será mais uma demonstração de força do povo e também a reafirmação de que o problema hídrico não é apenas uma bandeira dos ribeirinhos, mas também de toda população do Território da Bacia, que conta com 11 municípios.

A situação da crise hídrica na Bacia do Corrente, principalmente, no rio Arrojado, foi pauta de uma reunião realizada pelo governador Rui Costa no último dia 22. A procuradora-geral de Justiça da Bahia, Ediene Lousado, as promotoras de Justiça Cristina Graça e Luciana Khoury e vários secretários estaduais participaram da reunião.

Algo que chamou à atenção foi a constatação por fotografias de que que existem captações de água clandestina dos rios, causando impactos enormes na vazão. Para impedir a prática, o governo do Estado solicitou prazo de 90 dias para fazer uma fiscalização rigorosa para diagnosticar melhor o problema. Além disse criou um grupo de trabalho para o qual o Ministério Público foi convidado a participar e agora faz parte.

O governador tem se empenhado em buscar soluções para os problemas ambientais da região e para isso está realizado reuniões consecutivas para criar um plano de ações para aperfeiçoar a gestão das águas da bacia. Durante a reunião foi uma proposta de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que define a regularidade das outorgas para grandes lavouras da região.

O tema ganhou repercussão nacional após um grupo de 500 a 800 pessoas invadirem e destruírem equipamentos, máquinas agrícolas e todo sistema de captação de água das fazendas Igarashi e Curitiba, no Distrito do Rosário, em Correntina. Para os manifestantes, a redução da vazão do rio Arrojado é causada pela enorme quantidade de água que a lavoura retirar do rio. Segundo informações da Polícia Civil que investiga o caso, o prejuízo causado foi de aproximadamente R$ 50 milhões.

Dias depois, foi realizada uma manifestação pelas ruas de Correntina que reuniu mais de 12 mil pessoas em defesa dos rios da região. Desde então, o tema tem estado na pauta do governo municipal e também do governador Rui Costa, em busca de soluções para o problema e pacificar o conflito.

Com informações do site www.matutar.com.br

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