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Centenário da Revolução Russa é tema de seminário em Salvador e Cachoeira

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O Grupo de Pesquisa e Estudos Marxistas (GEPM) realiza — em conjunto com a APUR, ANDES, ASSUFBA , ABECS e outros grupos e entidades — nos dias 29, 30 e 31 de agosto de 2017, o seminário nacional ‘100 anos da Revolução Russa – Tudo que é sólido se desmancha no ar?’. O evento ocorre no auditório do Quarteirão Leite & Alves, no Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL), em Cachoeira.

Além das atividades em Cachoeira, foi programado para terça-feira (29) pré-lançamento do livro ‘A revolução das Mulheres’, obra organizada pela doutora Graziela Schneider Urso, e Mesa de debate do seminário ‘100 anos da Revolução Russa – Tudo que é sólido se desmancha no ar?’. A atividade ocorre no campus da UFBA, em São Lázaro, Salvador.

O seminário nacional objetiva reunir pesquisadores, professores, estudantes, alunos e membros da comunidade acadêmica e extra-acadêmica com a finalidade de homenagear, debater e fomentar o pensamento reflexivo sobre os eventos que culminaram com a Revolução Russa de 1917, o estabelecimento do socialismo na União Soviética (URSS) e o reflexo desse processo político no capitalismo atual.

Programação do seminário ‘100 anos da Revolução Russa – Tudo que é sólido se desmancha no ar?’

Dia 29/08/2017 (terça-feira), Salvador

— Das 14 horas às 17 horas: pré-abertura, com o lançamento do livro ‘A revolução das Mulheres’, obra organizada pela doutora Graziela Schneider Urso, professora e membro do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher (NEIM) da UFBA, e editado pela Boitempo. O evento de lançamento da obra é mediado pela doutora Maíra Kubík Mano, jornalista, professora da UFBA, e pesquisadora do Centro de Estudos e Pesquisas em Humanidades. Além do lançamento da obra, ocorre Mesa de Debate do seminário ‘100 anos da Revolução Russa – Tudo que é sólido se desmancha no ar?’. A atividade ocorre no campus da UFBA, em São Lázaro, Salvador.

Dia 29/08/2017 (terça-feira), Cachoeira

— Das 19 horas às 22 horas: sessão do filme sobre a Revolução Russa, seguido de debate com o professor Gabriel Ávila, doutor em História pela Universidade Federal de Minas Gerais. A atividade ocorre em Cachoeira.

Dia 30/08/2017 (quarta-feira), Cachoeira

— Das 8 horas às 9 horas: Cerimônia de Abertura – solenidade com entidades e representações (Andes, Assufba, Apur, Movimento Negro Unificado, FAE- Fórum Anarquista Especifista da Bahia, Movimento Estudantil, Diretor do CAHL/UFRB, Representação Quilombola, Grupos de Pesquisa);

— Das 9 horas às 10 horas:  Atividade Cultural – Filarmônica de São Félix

— Das 10 horas às 12 horas:  Mesa 1 — ‘A Revolução Russa em geral: história e contexto’, 1ª palestrante, professor Luís Eduardo Acosta (Serviço Social, UFRJ/Vice-Presidente Nacional do Andes), 2ª palestrante, professor Carlos Zacarias Sena Júnior (História, UFBA); debatedora, professora Heleni Duarte Ávila (Serviço Social e Representante Sindical da APUR, UFRB); coordenador da Mesa 1, professor Bruno Durães (Ciências Sociais, UFRB)

— Das 13:30 horas às 15 horas:  Oficina sobre ARTE e Revolução – Título: Construtivismo Russo na Prática (oficineirxs: Vaneza Melo e Rony Bonn)

— Das 13:30 horas às 15 horas:  Mesa 2 — ‘Revolução Russa e a Greve Geral de 1917 no Brasil’, 1ª palestrante, professor Aldrin Castellucci (História, UNEB); 2º palestrante, Carlos Baqueiro (Anarquista e Petroleiro); coordenador da Mesa 2, Job Paulo filho (estudante de História e membro da FAE/BA Fórum Anarquista Especifista);

— Das 15 horas às 17:30 horas:  Mesa 3 — ‘A Arte e a Revolução Russa’, 1º palestrante, professor Antônio Câmara (Ciências Sociais, UFBA); debatedor, professor Silvio Benevides (Ciências Sociais, UFRB); coordenadora da Mesa 3, professora Rosana Soares (Artes Visuais, UFRB);

— Das 18:30 horas às 21 horas:  Mesa 4 — ‘A revolução Russa e o protagonismo das mulheres’, 1ª palestrante, professora Sofia Manzano (UESB); 2º palestrante, professora Maíra Kubik (NEIM, UFBA); 3ª palestrante, professora Graziela Urso (USP); debatedora, professora Rosenária Ferraz (Serviço Social, UFRB); coordenador da Mesa 4, professora Henrique Sena (Coordenador do Curso de História – UFRB);

— Das 21 horas às 21:30 horas: lançamento do livro ‘A revolução das mulheres’, organizado pela professora Doutora Graziela Urso, editado pela Boitempo.

— Das 21:30 horas às 22 horas: atividade cultural, através da apresentação de Larissa Neres, violão e voz.

Dia 31/08/2017 (quinta-feira), Cachoeira

— Das 8 horas às 9 horas: Atividade Cultural (Participação do Ator Badinho)

— Das 9 horas às 12 horas:  Mesa 5 — ‘Revolução Russa e as lutas anticoloniais na África e na América Latina’, 1ª palestrante, professor Ronaldo Barros (Filosofia, UFRB e Membro do MNU); 2ª palestrante, professor Bas’ilele (Campus dos Malês, UNILAB); 3ª palestrante, professor Diogo Valença (Coordenador da Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFRB); coordenador da Mesa 5, Edcarlos Ribeiro Bomfim (Estudante de Ciências Sociais, UFRB.).

— Das 13:30 horas às 15 horas:  Mesa 6 — ‘Revolução Russa: socialistas, proletários, campesinos, anarquistas e outros grupos’, 1ª palestrante, professor Milton Pinheiro (UNEB); 2º palestrante, professor Eurelino Coelho (UEFS); 3ª palestrante Leila Maria (Estudante de História/UFRB e Membro da FAE – Fórum Anarquista Especifista); debatedor da Mesa 6: Antônio Bomfim Moreira (ASSUFBA/Sindicato); e coordenador da Mesa 6, Aristeu Souza (Estudante de Artes Visuais, CAHL/UFRB)

— Das 16 horas às 18:30 horas: Exibição de filme “O ENCOURAÇADO POTEMKIN” com o  Prof.º Roberto Duarte (UFRB) e Prof.º Gabriel Ávila (UFRB);

— Das 19 horas às 21 horas:  Mesa 7 (mesa de encerramento) — ‘A Revolução Russa ontem e hoje’, 1ª palestrante, professor Jorge Almeida (Ciência Sociais, UFBA), 2º palestrante, Pascoal Carneiro (Presidente da CTB Bahia, Central dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil); coordenadora da Mesa 7, professora Silvia Pereira (Serviço Social, UFRB, representante do CRESS);

— Das 21 horas às 22 horas: encerramento com atividade cultural, através da apresentação de Larissa Neres, violão e voz.

Síntese da agenda do evento

O que

— Seminário ‘100 anos da Revolução Russa – Tudo que é sólido se desmancha no ar?’

Quando:

— 29, 30 e 31 de agosto de 2017.

Onde

— Dia 29, das 14 horas às 17 horas, pré-abertura no Campus da UFBA, em São Lázaro, Salvador;

— Dia 29, das 14 horas às 17 horas, sessão do filme sobre a Revolução Russa e debate, na UFRB, em Cachoeira;

— Dias 30 e 31, com programação diversificada, abrangendo manhã, tarde e noite, as atividades ocorrem no auditório e nas salas de aula do Quarteirão Leite & Alves, Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL), da UFRB, em Cachoeira.

Sites do seminário

Confira site do GEPM: https://www2.ufrb.edu.br/gepm/

Confira site do evento: https://100anosdarevolucaorussablog.wordpress.com/

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Professores municipais deflagram greve

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Efeito da má gestão da Secretaria Municipal de Educação de Salvador, os docentes da rede municipal de ensino deflagraram greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira, 11. A categoria pede um reajuste salarial de 12,41%, já que, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), há 3 anos a categoria não recebe nenhum reajuste. Eles pedem também aumento do tíquete alimentação de 10% e melhores condições de trabalho.

De acordo com com a diretora-administrativa da APLB, Elza Melo, além dos reajustes, há também reivindicação pela mudança de nível dos docentes e a eleição de diretores.

“Há quatro anos que não acontece a mudança de nível, ou seja, o professor se especializa, se aprimora, mas continua recebendo como graduado. Os encargos estão acumulados e não há nenhuma menção de pagar”, afirmou ela, acrescentando que “entre os pedidos majoritários está também as eleições para os nossos diretores. Aqueles que ocupam os cargos agora foram por indicação e não eleitos por nós. Já tem um ano que não ocorre eleições. Isso não é democracia”.

Conforme a dirigente, houve uma rodada de negociação com a prefeitura nesta terça, 10, mas não houve acordo entre as partes. “Eles até deram uma contraproposta de 2,5% de reajuste no salário, mas não queremos isso”, afirmou.

Prefeitura se posiciona

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Educação (Smed) informou que orientou o funcionamento normal das unidades de ensino e que compreende o movimento como precipitado, já que a negociação está em andamento.

A prefeitura ainda disse que existe “proposta de aumento real para a categoria e que a valorização dos professores é uma política implementada desde o início da primeira gestão de ACM Neto. Um exemplo disso é o aumento registrado na média salarial da categoria, que passou de R$ 4.826,71 para R$ 6.431,13, representando um incremento de 33,24%”.

Conforme o órgão municipal, com a greve, 142 mil estudantes são os principais prejudicados com o movimento, além de compreender o ato como “político partidário”.

Assembleia

Ainda de acordo com Elza , a greve foi avisada aos alunos. Uma carta direcionada aos pais e estudantes foi disponibilizada no site do sindicato da categoria (confira a íntegra logo abaixo). No dia 16 de maio, os professores paralisaram as atividades por 24h.

 

matéria com informações do jornal A TARDE

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Racismo Ambiental é tema de minidoc lançado pelo Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação

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Minidoc retrata a realidade do quilombo do Quingoma, a 3km do centro de Lauro de Freitas

Dar visibilidade às vozes das populações que lutam diariamente por dignidade, justiça ambiental e enfrentam nos seus cotidianos a ausência do poder público, a discriminação da mídia tradicional e de outras instituições. Contribuir para que outras versões da história sejam difundidas para que as populações historicamente silenciadas possam ecoar seus gritos de resistência. Estes são os principais objetivos do minidoc Racismo Ambiental: um olhar a partir do Quilombo do Quingoma, lançado nas redes sociais no dia 03 de julho pelo Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação (CBCom).

Costurado pelas entrevistas de Dona Ana, liderança quilombola do Quigoma, e do geógrafo baiano Diosmar Filho, o minidoc convida para a discussão do conceito do racismo ambiental a partir da realidade do Quingoma. Localizado a 3km do centro de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, o quilombo foi reconhecido oficialmente em 2013 pela Fundação Cultural Palmares. Parte das terras se transformaram numa reserva indígena Kariri Xocó. Cerca de 600 famílias quilombolas e indígenas vivem, hoje, no Quingoma, num total de 3500 pessoas.

No minidoc, os entrevistados alertam para o processo de estratificação social que a comunidade vem passando ao longo dos anos. Dona Ana denuncia as tentativas que a população local vem sofrendo de retirada de suas terras, bem como descaso com saúde, saneamento básico, entre tantos outros setores que garantem direitos fundamentais a qualquer cidadão e cidadã. Imagens do Quilombo e das atividades realizadas por lá também compõem o minidoc que está disponível nas redes sociais do CbCom: www.instagram.com.br/cbcom.coletivo e www.facebook.com.br/cbcom2015.

Realização – A realização desse vídeo foi fruto de uma parceria com a Purpose e executado pelo CBCom – Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação, com o objetivo de ampliar o debate sobre questões ambientais a partir de coletivos de mídia livre. O vídeo foi produzido por Alex Hercog, Bruna Hercog, Everton Nova e Mirian Fonseca. Contém fotografias do Coletivo Aquilombar e trilha sonora da banda Pirombeira.

“Sabemos que essa luta pela sobrevivência dos quilombos é invisibilizada pela grande mídia, por isso é fundamental a mobilização de coletivos de comunicação para pautar esse debate e contribuir com o processo de resistência das comunidades”, afirmou Alex Hercog.

Mais sobre o tema – Infelizmente, os problemas vivenciados pelo Quingoma não é uma exclusividade desta comunidade. Por todo o Brasil, comunidades quilombolas e indígenas, assim como as populações urbanas que se espalham pelas periferias dos grandes centros urbanos vivenciam negações de direitos, injustiças ambientais e situações cotidianas de racismo ambiental. No Mapa de Conflitos envolvendo Justiça Ambiental e Saúde no Brasil

(https://www.conflitoambiental.icict.fiocruz.br/) é possível ter uma dimensão desse cenário de exclusão e discriminação. O Mapa é uma iniciativa da Fundação Osvaldo Cruz (FIOCRUZ).

A situação do Quingoma é um exemplo clássico de racismo ambiental praticado contra comunidades negras. O conceito de “racismo ambiental” vem ganhando força a partir dos anos 2000 e se aplica às políticas e ações que prejudicam o meio ambiente afetando, diretamente, comunidades e etnias mais vulneráveis a partir de seu recorte racial. Na prática, comunidades quilombolas, indígenas, terreiros e populações ribeirinhas sãos as mais afetadas por essa prática.

 

MAIS INFORMAÇÕES

 Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação (CBCom)

www.instagram.com.br/cbcom.coletivo
www.facebook.com.br/cbcom2015

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Justiça absolve Geddel do crime de obstrução de Justiça

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O juiz Vallisney de Souza, da Justiça Federal de Brasília, absolveu por falta de provas o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB-BA) da acusação de obstrução de Justiça.

Após a decisão, a defesa de Geddel divulgou uma nota (leia a íntegra ao final desta reportagem) na qual afirmou que a absolvição “estabelece a verdade e faz justiça” ao ex-ministro.

Atualmente preso em razão de outro processo, Geddel virou réu em agosto de 2017 após ter sido acusado pelo Ministério Público Federal de tentar atrapalhar investigações sobre desvios no fundo de investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS).

Em julho do ano passado, o ex-ministro da Secretaria de Governo chegou a ser preso, por decisão de Vallisney de Souza, em razão das suspeitas de que atrapalhava o andamento das investigações da Operação Cui Bono.

Entenda o caso
Segundo o Ministério Público, diante das negociações do operador financeiro Lucio Funaro para fechar acordo de delação premiada, Geddel passou a atuar para atrapalhar as negociações.

O ex-ministro do presidente Michel Temer fez, conforme o Ministério Público, contatos telefônicos com a esposa de Lúcio Funaro, Raquel Albejante Pita, na intenção de ameaçá-la.

 

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