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Bahia

Após três dias, Caravana Lula encerra passagem pela Bahia em Feira de Santana

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Uma maratona. O ex-presidente Lula encerrou neste sábado a sua passagem pelo primeiro dos nove estados da região Nordeste, por onde, nos próximos dias, ele será a atração principal da “Caravana Lula Pelo Brasil”. Com o intuito de acompanhar de perto a realidade dos brasileiros e promover debates e traçar propostas de melhorias, a Caravana passou por quatro cidades baianas: Salvador, Cruz das Almas, São Francisco do Conde e Feira de Santana.

O ex-presidente seguiu de metrô da Estação Pituaçu até a Estação Campo da Pólvora, onde desembarcou para se dirigir até a Arena Fonte Nova

Recepcionado com bastante euforia no Aeroporto de Salvador, na última quinta-feira (17), por militantes e parlamentares, Lula começou a passagem pela capital baiana acompanhado do governador do Estado, Rui Costa (PT). Do aeroporto, Lula seguiu até a Estação do Metrô Pituaçu, de onde embarcou com destino à estação Campo da Pólvora, onde uma multidão de admiradores lhe aguardava.

Já na Fonte Nova, após essa recepção calorosa, o ex-presidente discursou. Falou sobre os ataques da oposição. “A minha história eles não vão apagar porque ela já está na cabeça de milhões de brasileiros. Eu tenho orgulho de ter vivido neste país o período mais exitoso da política”, disse.

A estação do metrô Campo da Pólvora, em Nazaré, ficou abarrotada de admiradores do ex-presidente

Lula destacou ainda o que motivou a criação da Caranava. “Por isso que eu resolvi voltar a andar pelo país, porque eu não quero falar de eleição que eu nem posso. Eu quero andar para aprender com o povo o que está acontecendo nesse país”.

A atividade contou ainda com o lançamento do quinto período do Memorial da Democracia, um museu virtual que tem como intuito disponibilizar conteúdos dinâmicos sobre a história do país desde a Colônia até o século 21, mostrando a busca de democracia com justiça social. Também estavam presentes no evento, o diretor do Instituto Lula, Paulo Okamotto, o jornalista Franklin Martins, o ex-presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli e o governador da Bahia, Rui Costa (PT).

Enquanto os apoiadores do ex-presidente se acomodavam na parte interna da Arena Fonte Nova, um pequeno grupo ligado ao MBL tentou inflar o boneco conhecido como “pixuleco”. O episódio gerou revolta entre os apoiadores do ex-presidente e o boneco inflável acabou sendo rasgado. Cinco manifestantes ligados ao MBL foram presos; um deles estava portando arma de fogo.

Cruz das Almas– Após conceder entrevista à Rádio Metrópole, Lula seguiu na manhã de ontem para a cidade de Cruz das Almas, onde foi recebido por uma multidão. Lá, recebeu simbolicamente o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). A concessão foi suspensa após o vereador do DEM, Alexandre Aleluia, entrar com um pedido de liminar que foi acatado pelo juiz Evandro Reimão dos Reis, da 10.ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária da Bahia.

Em Cruz, Lula participou do IV Encontro da Juventude local

Ainda em Cruz, o ex-presidente participou IV Encontro da Juventude, que reuniu uma multidão. Lula conheceu um garoto de dois anos batizado com seu nome, Luiz Inácio Lula da Silva. Ele também conheceu a história da assistente social, remanescente de quilombo, Sirlene, que falou sobre sua história de vida ao ingressar no ensino superior, no ano de 2013, e atualmente cursar doutorado na UFBA. “Quero dizer o quanto o seu governo e as políticas que foram criadas transformaram a minha vida e a de milhões de brasileiros. Políticas de inclusão social, que se iniciaram em seu governo e finda-se agora com o golpe arquitetado e sofrido pela presidenta Dilma”, disse Sirlene.

O ex-presidente foi patrono da segunda turma do bacharelado de Humanidades da UNILAB, em São Francisco do Conde

Já era noite quando, em São Francisco do Conde, Lula chegava para a terceira cidade baiana a participar da Caravana. O ex-presidente foi o patrono da segunda turma do curso de Humanidades da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab). A Unilab, assim como a UFRB, foi criada durante o governo de Lula, respectivamente nos anos de 2010 e 2005.

Feira de Santana- Na cidade de Feira de Santana, conhecida como “princesinha do sertão”, Lula encerrou a participação da caravana na Bahia, neste sábado (19). Em café com prefeitos de todo o Estado, o ex-presidente falou das alternativas para o desenvolvimento econômico.

“A União, o estado e o município precisam trabalhar juntos. E só tem um jeito das coisas melhorarem, ou você tem um governador tipo Rui (governador da Bahia) que mesmo em época de crise ele pega o pouquinho que tem e tenta repartir de forma igualitária e a economia volta a crescer para crescer a renda e o salário. Você cresce o PIB e para de discutir contenção e começa a falar de investimento e as coisas começam a melhorar”.

Dali, o ex-presidente partiu para o ato em Defesa das Políticas Públicas para o Semiárido e Agricultura Familiar. No encontro, os trabalhadores falaram sobre a jornada de trabalho enfrentada pela classe. Foi destacada a importância dos agricultores para o desenvolvimento do país e do fortalecimento da economia. Em agradecimento ao compromisso e políticas públicas criadas durante o seu governo, os agricultores entregaram à Lula uma placa em homenagem e uma cesta com produtos produzidos na região.

Presente durante o ato, a senadora e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, destacou a importância e as dificuldades agora enfrentadas pelos trabalhadores. “O povo brasileiro não está feliz com esse Governo que está aí. Durante o governo de Lula fizemos avanços na agricultura familiar, porque até então parecia inexistir. Eu tenho que homenagear a todos os agricultores, porque são os tentáculos da economia. E sei o que enfrentam a cada dia de labuta e não é fácil”.

Lula encerrou sua passagem pela Bahia na manhã deste sábado em Feira de Santana em atividade com agricultores familiares e trabalhadores rurais. Ele criticou a reforma da previdência, que muda as regras da aposentadoria rural

O presidente Lula encerrou a Caravana na Bahia destacando os principais objetivos do projeto. “Essa caravana tem como objetivo tentar conversar com o povo, os movimentos sociais para aprender e começar a preparar um programa de futuro. O nosso programa não será baseado em pesquisa eleitoral e sim cada estado vai fazer o seu baseado no que o povo demanda. O Brasil tem jeito. Esse país é um país extraordinário”, disse o ex-presidente.

A Caravana Lula Pelo Brasil segue agora para Sergipe e prossegue até o dia 6 de setembro, onde o ex-presidente encerra o ciclo de viagens no Maranhão. A maratona está longe de acabar.

 

Fotos: Mídia Lampião/Mídia Ninja

 

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Os sentidos da democracia no capitalismo financeiro

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Democratizar é a palavra de ordem. Em todos os espaços. Desde associação de bairro ou rural se fala em democratizar os espaços para que mais gente participe. Se é nas escolas falamos em democratizar para que haja mais grêmios escolares e também haja eleições diretas para a escolha dos diretores e vices. Já estamos quase em vias de pedir eleições diretas para elegermos os professores. Já elegemos os nossos representantes para as câmaras municipais, assembleias estaduais e câmara federal, além do executivo (prefeitos, governadores e presidentes) por sufrágio universal (voto direto e secreto).

Há em cursos campanhas para que se tire a discricionariedade do presidente da república em indicar os ministros do supremo e tenhamos eleições diretas para elegermos os representantes que serão “intérpretes ou aplicadores“ mor das normas jurídicas nacional. É mais do que comum falar em democracia em nosso país. Mais do que comum. É bonito. Todo mundo gosta. Ninguém é contra e festeja-se sempre que ela ocorrer. Daí, merece uma pergunta. O que democratizamos e para quem democratizamos? Me lembro do Alexis de Tocqueville… mas, não entrarei nos acadêmicos e cita-los. Para desdizer a des-democracia da ABNT sobre as produções da ciência. E, que, eu também concordo.

Com tanta democracia não elegemos um presidente ou governadores negros, apesar de muitos negros se regozijarem com a festa da democracia e defendê-la com unhas e dentes. Elegemos uma mulher presidentA, mas a democracia direta que a levou permitiu que a democracia representativa a tirasse. Não precisa de crime na democracia para ser punido. Afinal, ela é a democracia democrática. É nesta democracia que já chegamos a mais de 700 mil pessoas encarceradas. É nesta democracia que uma cor, a branca, é a maior beneficiária dela. Além de homens serem, de citadinos serem, de adultos serem… li recentemente que contra a democracia somente mais democracia. Não sei. Mas, também não sou contra a democracia. Mas…

Ontem foi eleição do Esporte Clube Bahia, meu time. Meu time do coração está celebrando a democracia. Agora vai. Agora incorporado pelo espírito de Tocqueville celebra mais uma faceta da nossa democracia. E, quando vemos o resultado da democracia não me parece que a sua representatividade democratiza a representação. Vejam somente quem foi eleito.

Será que quando falamos de democracia estamos democratizando para quem sempre já ocupou os espaços com ou sem democracia? Será que se esta democracia representar uma ruptura com quem manda (com ou sem democracia) ela ainda se sustentará e será defendida? Será que conseguiremos democratizar a cor, o gênero, as orientações, os locais de moradia, as categorias, as frações classe por esta democracia que tanto defendemos? É possível de falar em democracia numa sociedade que tem seus rumos definidos por quem tem mais? E quem tem mais somente está disposto a debater e aplicar a democracia se não for mexer nos seus mais. E olhem que é muito mais. Para encerrar: o que estamos democratizando quando vamos para as ruas defender tanto a democracia? Democracia para que e para quem? Sigamos!

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Imbassahy  formou com ACM Neto e Geddel o tripé do golpe na Bahia, diz Florence

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O vice-líder da oposição no Congresso Nacional, o deputado federal Afonso Florence (PT-BA) comenta sobre a saída do Antonio Imbassahy (PSDB-BA) da Secretaria de Governo. “Consumou-se, a já anunciada, troca na Secretaria de Governo do governo Temer, caiu Imbasshy, assumiu Carlos Marum (PMDB-MS). A substituição já tinha sido anunciada, mas Imbassahy conseguiu se manter mais alguns dias no cargo”,  afirma.

De acordo com Florence, “­­­alçado ao posto por ser do PSDB e por seu histórico de serviços prestados ao Carlismo, o desgaste de Imbassahy junto à base de Temer era grande, ele não conseguiu articular nada, ao ponto de ter sido caracterizado pelo vice-presidente da Câmara, o deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), como “um incompetente” “um zero à esquerda”, um “merd…”. Noticia-se que ele só não caiu antes porque Temer gosta dele”.

Para a Bahia, mais do que uma vitória, foi um alívio. Imbassahy elegeu-se prefeito de Salvador em 1996 numa memorável campanha em que prometeu construir o Metrô “de” Salvador. A obra foi paralisada, logo no seu início, por fortes denúncias de corrupção. Está foi sua maior antes de assumir a Secretaria de Governo de Temer.

“Imbassahy formou com ACM Neto e Geddel o tripé do golpe na Bahia. Ao lado de Temer, cumpriu papel central na perseguição à Bahia perpetrada por ACM Neto. Com sua queda sobra, como liderança do golpe na Bahia, ACM Neto com sua relação umbilical com Temer”, destaca Afonso.

 O parlamentar acrescenta ainda “nossas posições são opostas às deles. Vamos continuar a lutar contra a retirada de direitos, em especial esta reforma da previdência. Vamos apoiar a apuração isenta das denúncias de corrupção. Vamos continuar a cobrar a aplicação de recursos para a atenção básica na saúde de Salvador, a pior entre os municípios da Bahia”, finaliza.

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A ditadura ataca agora a UFMG, por Luis Nassif

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A notícia, agora de manhã, de que a Polícia Federal invadiu a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) levando em condução coercitiva o reitor e a vice-reitora, em uma operação sintomaticamente denominado de “Esperança Equilibrista”, comprova o avanço político do estado de exceção.

A operação visa apurar desvios no Memorial da Anistia, construído pela UFMG.

Assim como no caso da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) repete-se a combinação de PF, Controladoria Geral da União (CGU) e Tribunal de Contas da União (TCU).

Há anos o Memorial padece de problemas burocráticos.

Problemas administrativos, que demandam análises administrativas, são transformados em casos policiais, para que se infunda o terror nas universidades, último reduto da liberdade de pensamento no país, depois que a Lava Jato se incumbiu de desmontar o PT e a reforma trabalhista investiu contra as centrais sindicais.

A história do Memorial é bonita.

Todo o país que passou por ditaduras tem movimentos emblemáticos representando a luta contra a repressão. O Brasil teve mais de 50 mil pessoas anistiadas, reconhecidas como perseguidas pela ditadura e não tinha nenhum monumento.

A Comissão de Anistia, quase dez anos atrás, lançou o projeto de Memorial da Anistia, com verbas do Ministério da Justiça e parceria com UFMG. A ideia seria reformar o Coleginho e ali fazer uma exposição permanente. E, ao lado, um prédio para ser o acervo da Comissão de Anistia.

Os problemas ocorreram quando se analisaram as condições do Coleginho, cuja estrutura, antiga, não suportaria as reformas. Foi planejado, então, a construção de um prédio ao lado, que abrigaria o acervo e a própria Comissão de Anistia.

Os valores, de R$ 19 milhões, eram perfeitamente compatíveis com a nova estrutura proposta. Foram abertas três sindicâncias, no Ministério da Justiça, do Ministério Público Federal e na própria UFMG apenas para apurar se houve imperícia no projeto para o Coleginho, que não levou em conta suas condições.

Com o impeachment, não houve sequer nomeação do novo presidente da Comissão de Anistia, e as obras foram paralisadas.

Este ano, foi realizada uma audiência pública em Belo Horizonte, na qual se solicitou à UFMG que terminasse o projeto. E foi recusado pela óbvia falta de verbas que assola as universidades federais.

A invasão da UFMG e a condução coercitiva de oito pessoas mostram três coisas.

A primeira, é que não há um fato apurado e um suspeito preso. Monta-se o velho circo de prender várias pessoas, infundir terror na comunidade, e obter confissões sabe-se lá por quais métodos. A segunda é que a morte do reitor da UFSC não mudou em nada os procedimento.

Têm-se uma PF incapaz de solucionar o caso do helicóptero transportando 500 quilos de cocaína, soltando o piloto e liberando o veículo em prazo recorde e, agora, a investida política contra a segunda universidade. A terceira, é que o nome dado à operação – “Esperança Equilibrista” – é claramente uma provocação aos setores de direitos humanos.

Esse monstro está sendo diretamente alimentado pelo Ministro Luís Roberto Barroso, do STF, que se transformou no principal inspirador da segunda onda repressiva dos filhotes da Lava Jato.

Vamos ver quem são as vozes que se levantarão para denunciar mais esse ataque.

Com informações do GGN

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