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Na Bahia, Lula inicia caravana pelo Nordeste

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A Bahia é o primeiro Estado do país a participar do “Lula Pelo Brasil”, projeto que tem início nesta quinta-feira (17) e será realizado na região Nordeste durante os meses de agosto e setembro. Realizada na capital baiana, além dos municípios de Cruz das Almas, São Francisco do Conde e Feira de Santana, a excursão do ex- presidente tem o intuito de promover debates e observar os destinos do País, após Temer assumir a Presidência.

Com a participação da Fundação Perseu Abramo, que recentemente lançou o projeto Programa Brasil em Movimento, que visa criar estratégias futuras para o país, o projeto também utilizará o contexto dos avanços que foram alcançados no Brasil durante o governo do PT.

Everaldo Anunciação, presidente do PT na Bahia. Foto: Divulgação

O presidente do PT na Bahia, Everaldo Anunciação, disse que “a Bahia já está pronta para receber nosso melhor presidente. Esse encontro vem sendo aguardado com ansiedade pelos mais diversos setores da sociedade baiana, que esperam poder iniciar um aprofundar o diálogo sobre a resistência e a superação do desmonte que está sendo promovido por Temer em todas as áreas”.

Em Salvador, a programação começa na quinta-feira (17), às 16h, com a participação de Lula na comitiva do governador Rui Costa durante embarque no metrô da estação de Pituaçu até o Campo da Pólvora, onde terá a recepção de Lula, ás 17h. Em seguida, a partir das 18h, será realizado o ato político, na Arena Fonte Nova.

Já na sexta-feira (18), Lula segue para o município de Cruz das Almas, a 140 quilômetros da capital baiana. No município, o ex- presidente recebe, a partir das 10h, o título de Honoris Causa na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Durante a tarde, a partir das 14h, Lula participa do Festival de Juventude.
Ainda no mesmo dia, Lula e comitiva seguem para o município de São Francisco do Conde, distante a 81 quilômetros de Salvador, onde participa de um ato político, a partir das 20h na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab).

No sábado (19), o ex-presidente encerra a programação pela Bahia, na cidade de Feira de Santana, a 116 quilômetros da capital. Na “princesinha do sertão”, terá um ato em defesa da agricultura familiar e reforma agrária, a partir das 11h.

Oposição– A perseguição ao ex- presidente Lula continua. De acordo com o deputado federal Robinson Almeida (PT), o prefeito ACM Neto utilizou como laranja o vereador de Salvador, Alexandre Aleluia (DEM), para entrar na justiça contra o título de Doutor Honoris Causa, concedido pela UFRB (Universidade Federal do Recôncavo), ao próprio criador da instituição. Segundo ele, não há nenhuma ilegalidade no ato, já que Lula é citado como grande incentivador na maior expansão do ensino superior e técnico na história do país. Durante a gestão Lula, foram criadas ao todo 18 universidades federais e 422 escolas técnicas no Brasil. Dessa forma, o petista tem sido alvo de muitas homenagens em universidades de todo mundo.

Robinson Almeida, deputado federal (PT). Foto: Divulgação

Para Robinson, a iniciativa da oposição só demonstra quanto o retorno do presidente petista amedronta o grupo. “A ação do grupo de Neto revela o medo de enfrentar Lula na próxima eleição presidencial. O DEM, que perdeu quatro eleições consecutivas para presidente, participa do golpe em curso no Brasil. Neto defende Temer e todas suas malditas Reformas. Sabe que o povo quer Lula de volta pra consertar todos os desmandos e ataques aos direitos dos trabalhadores e do povo brasileiro”, disse o parlamentar.

 

 

Confira programação completa:

Quinta-feira (17)

Abertura da caravana
Salvador
16h – Visita ao Metrô, com comitiva do Governador, Rui Costa (PT). Lula percorrerá o trajeto Pituaçu – Campo da Pólvora.
17h – Ato político na Arena Fonte Nova – lançamento do Fórum Social Mundial, lançamento do livro “O Processo Lula”, apresentação do programa “Brasil em Movimento e anúncio do Memorial da Democracia, a ser criado no Forte do Barbalho.
Sexta-feira(18)

Cruz das Almas
10h – recebe o título de Doutor Honoris Causa na Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB)
14h30 – Participa do Festival da Juventude de Cruz das Almas
São Francisco do Conde
20h –Cerimônia na Câmara Municipal sobre a Universidade da Integração da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab).

Sábado(19)
Feira de Santana
9h – Café da manhã com prefeitos da região
11h- Ato público com entidades de trabalhadores do campo (FETRAF, FETAG, MST)
14h- Almoço com o governador Rui Costa

 

Foto de destaque: Ricardo Stuckert

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Os sentidos da democracia no capitalismo financeiro

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Democratizar é a palavra de ordem. Em todos os espaços. Desde associação de bairro ou rural se fala em democratizar os espaços para que mais gente participe. Se é nas escolas falamos em democratizar para que haja mais grêmios escolares e também haja eleições diretas para a escolha dos diretores e vices. Já estamos quase em vias de pedir eleições diretas para elegermos os professores. Já elegemos os nossos representantes para as câmaras municipais, assembleias estaduais e câmara federal, além do executivo (prefeitos, governadores e presidentes) por sufrágio universal (voto direto e secreto).

Há em cursos campanhas para que se tire a discricionariedade do presidente da república em indicar os ministros do supremo e tenhamos eleições diretas para elegermos os representantes que serão “intérpretes ou aplicadores“ mor das normas jurídicas nacional. É mais do que comum falar em democracia em nosso país. Mais do que comum. É bonito. Todo mundo gosta. Ninguém é contra e festeja-se sempre que ela ocorrer. Daí, merece uma pergunta. O que democratizamos e para quem democratizamos? Me lembro do Alexis de Tocqueville… mas, não entrarei nos acadêmicos e cita-los. Para desdizer a des-democracia da ABNT sobre as produções da ciência. E, que, eu também concordo.

Com tanta democracia não elegemos um presidente ou governadores negros, apesar de muitos negros se regozijarem com a festa da democracia e defendê-la com unhas e dentes. Elegemos uma mulher presidentA, mas a democracia direta que a levou permitiu que a democracia representativa a tirasse. Não precisa de crime na democracia para ser punido. Afinal, ela é a democracia democrática. É nesta democracia que já chegamos a mais de 700 mil pessoas encarceradas. É nesta democracia que uma cor, a branca, é a maior beneficiária dela. Além de homens serem, de citadinos serem, de adultos serem… li recentemente que contra a democracia somente mais democracia. Não sei. Mas, também não sou contra a democracia. Mas…

Ontem foi eleição do Esporte Clube Bahia, meu time. Meu time do coração está celebrando a democracia. Agora vai. Agora incorporado pelo espírito de Tocqueville celebra mais uma faceta da nossa democracia. E, quando vemos o resultado da democracia não me parece que a sua representatividade democratiza a representação. Vejam somente quem foi eleito.

Será que quando falamos de democracia estamos democratizando para quem sempre já ocupou os espaços com ou sem democracia? Será que se esta democracia representar uma ruptura com quem manda (com ou sem democracia) ela ainda se sustentará e será defendida? Será que conseguiremos democratizar a cor, o gênero, as orientações, os locais de moradia, as categorias, as frações classe por esta democracia que tanto defendemos? É possível de falar em democracia numa sociedade que tem seus rumos definidos por quem tem mais? E quem tem mais somente está disposto a debater e aplicar a democracia se não for mexer nos seus mais. E olhem que é muito mais. Para encerrar: o que estamos democratizando quando vamos para as ruas defender tanto a democracia? Democracia para que e para quem? Sigamos!

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Imbassahy  formou com ACM Neto e Geddel o tripé do golpe na Bahia, diz Florence

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O vice-líder da oposição no Congresso Nacional, o deputado federal Afonso Florence (PT-BA) comenta sobre a saída do Antonio Imbassahy (PSDB-BA) da Secretaria de Governo. “Consumou-se, a já anunciada, troca na Secretaria de Governo do governo Temer, caiu Imbasshy, assumiu Carlos Marum (PMDB-MS). A substituição já tinha sido anunciada, mas Imbassahy conseguiu se manter mais alguns dias no cargo”,  afirma.

De acordo com Florence, “­­­alçado ao posto por ser do PSDB e por seu histórico de serviços prestados ao Carlismo, o desgaste de Imbassahy junto à base de Temer era grande, ele não conseguiu articular nada, ao ponto de ter sido caracterizado pelo vice-presidente da Câmara, o deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), como “um incompetente” “um zero à esquerda”, um “merd…”. Noticia-se que ele só não caiu antes porque Temer gosta dele”.

Para a Bahia, mais do que uma vitória, foi um alívio. Imbassahy elegeu-se prefeito de Salvador em 1996 numa memorável campanha em que prometeu construir o Metrô “de” Salvador. A obra foi paralisada, logo no seu início, por fortes denúncias de corrupção. Está foi sua maior antes de assumir a Secretaria de Governo de Temer.

“Imbassahy formou com ACM Neto e Geddel o tripé do golpe na Bahia. Ao lado de Temer, cumpriu papel central na perseguição à Bahia perpetrada por ACM Neto. Com sua queda sobra, como liderança do golpe na Bahia, ACM Neto com sua relação umbilical com Temer”, destaca Afonso.

 O parlamentar acrescenta ainda “nossas posições são opostas às deles. Vamos continuar a lutar contra a retirada de direitos, em especial esta reforma da previdência. Vamos apoiar a apuração isenta das denúncias de corrupção. Vamos continuar a cobrar a aplicação de recursos para a atenção básica na saúde de Salvador, a pior entre os municípios da Bahia”, finaliza.

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Bahia

A ditadura ataca agora a UFMG, por Luis Nassif

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A notícia, agora de manhã, de que a Polícia Federal invadiu a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) levando em condução coercitiva o reitor e a vice-reitora, em uma operação sintomaticamente denominado de “Esperança Equilibrista”, comprova o avanço político do estado de exceção.

A operação visa apurar desvios no Memorial da Anistia, construído pela UFMG.

Assim como no caso da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) repete-se a combinação de PF, Controladoria Geral da União (CGU) e Tribunal de Contas da União (TCU).

Há anos o Memorial padece de problemas burocráticos.

Problemas administrativos, que demandam análises administrativas, são transformados em casos policiais, para que se infunda o terror nas universidades, último reduto da liberdade de pensamento no país, depois que a Lava Jato se incumbiu de desmontar o PT e a reforma trabalhista investiu contra as centrais sindicais.

A história do Memorial é bonita.

Todo o país que passou por ditaduras tem movimentos emblemáticos representando a luta contra a repressão. O Brasil teve mais de 50 mil pessoas anistiadas, reconhecidas como perseguidas pela ditadura e não tinha nenhum monumento.

A Comissão de Anistia, quase dez anos atrás, lançou o projeto de Memorial da Anistia, com verbas do Ministério da Justiça e parceria com UFMG. A ideia seria reformar o Coleginho e ali fazer uma exposição permanente. E, ao lado, um prédio para ser o acervo da Comissão de Anistia.

Os problemas ocorreram quando se analisaram as condições do Coleginho, cuja estrutura, antiga, não suportaria as reformas. Foi planejado, então, a construção de um prédio ao lado, que abrigaria o acervo e a própria Comissão de Anistia.

Os valores, de R$ 19 milhões, eram perfeitamente compatíveis com a nova estrutura proposta. Foram abertas três sindicâncias, no Ministério da Justiça, do Ministério Público Federal e na própria UFMG apenas para apurar se houve imperícia no projeto para o Coleginho, que não levou em conta suas condições.

Com o impeachment, não houve sequer nomeação do novo presidente da Comissão de Anistia, e as obras foram paralisadas.

Este ano, foi realizada uma audiência pública em Belo Horizonte, na qual se solicitou à UFMG que terminasse o projeto. E foi recusado pela óbvia falta de verbas que assola as universidades federais.

A invasão da UFMG e a condução coercitiva de oito pessoas mostram três coisas.

A primeira, é que não há um fato apurado e um suspeito preso. Monta-se o velho circo de prender várias pessoas, infundir terror na comunidade, e obter confissões sabe-se lá por quais métodos. A segunda é que a morte do reitor da UFSC não mudou em nada os procedimento.

Têm-se uma PF incapaz de solucionar o caso do helicóptero transportando 500 quilos de cocaína, soltando o piloto e liberando o veículo em prazo recorde e, agora, a investida política contra a segunda universidade. A terceira, é que o nome dado à operação – “Esperança Equilibrista” – é claramente uma provocação aos setores de direitos humanos.

Esse monstro está sendo diretamente alimentado pelo Ministro Luís Roberto Barroso, do STF, que se transformou no principal inspirador da segunda onda repressiva dos filhotes da Lava Jato.

Vamos ver quem são as vozes que se levantarão para denunciar mais esse ataque.

Com informações do GGN

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