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ACM Neto corta ponto de professores por participarem de paralisação de advertência

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Decisão de paralisações foi tomada em assembleias da categoria. Prefeito condiciona devolução à aceitação da proposta, considerada ruim pelo sindicato

 

A Prefeitura de Salvador cortou o salário dos professores que participaram das paralisações de 48 horas da categoria. Em campanha salarial, os docentes têm enfrentado uma dura queda de braço com a Prefeitura, que não dá sinais de que vai ceder em relação aos pleitos dos profissionais.

Marcos Barreto, professor e diretor da APLB-Sindicato

 

Marcos Barreto, professor e diretor de Formação da APLB-Sindicato, confirmou a retirada do salário dos professores. “O prefeito cortou de forma autocrática e se ele não devolver, nós não faremos a reposição das aulas”, assegurou. “Nós queremos garantir os dias letivos, mas para isso é necessário que ele devolva o salário dos dois dias que foram retirados”, disse o educador.

Professores municipais durante reunião na sede da APLB, nesta quinta- feira(10)

Após a última rodada de negociações com o Executivo Municipal, na última terça-feira(8), a categoria voltou a se reunir e discutir as propostas ontem, durante reunião realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB).

Segundo Marcos, as propostas foram feitas de forma intransigente pela gestão municipal. “Fizeram as sugestões de forma impositiva e pouco amistosa. A categoria vai dizer se agrada a imposição do Executivo  Municipal ou se rejeita e continua na luta”, afirmou.

Nem mesmo a expressiva participação da categoria na decisão pelas paralisações foi respeitada pela Prefeitura, que cortou o ponto dos trabalhadores e feriu, com isso, o princípio constitucional do direito de greve

Os profissionais defendem o direito de exercer um trabalho digno e também que seus diretos sejam cumpridos. Segundo a APLB, entre as propostas apresentadas pelos educadores estão: a diminuição da proposta de reajuste de 19% para 10%, a concessão de duas referências na tabela salarial que equivale a 2,5% e a mudança de nível dos professores que aguardam a mais de três anos.

“Estamos há dois anos sem aumento e o plano de carreira que é lei eles não estão cumprindo com o que diz a legislação sobre a remuneração do trabalhador de educação. Existe uma tabela que estabelece a remuneração do professor prevista desde 1985, e é a primeira vez que um prefeito de Salvador deixa de cumprir”, explicou Marcos.

Na próxima semana, a categoria volta a se reunir em nova assembléia, ainda sem data definida, para avaliar as propostas feitas pelo executivo municipal. Perguntado sobre os próximos passos daqui por diante, Marcos respondeu: “A assembléia vai ser para analisar as propostas do município e vamos provavelmente elaborar uma nova sugestão que pode ser algo próximo do que a Prefeitura está apresentando ou até mais radical. Vai depender muito do ânimo da categoria, pois a sugestão deles, na prática, não resolve os problemas que estamos enfrentando hoje”.

Docentes realizaram passeatas pelas ruas do centro e atividades de rua nos dias em que decidiram paralisar em protesto por reajuste salarial e melhoria nas condições de trabalho nas escolas; profissionais falam que está faltando até fardamento

Proposta municipal– Segundo informações da APLB, as propostas apresentadas pela gestão municipal são avanço de referência automático com percepção de 2,5% para setembro, pagamento da gratificação de aprimoramento a partir de setembro, estabelecimento de 50 cotas de 20h para licença aprimoramento e liberação de licenças-prêmio, de processos deferidos, para lactantes e aposentandos. Segundo sindicato, a Prefeitura informou que, caso a categoria não aceite, a proposta será completamente retirada, e se for aceita, serão devolvidos os salários cortados em função das paralisações realizadas.

 

Fotos: APLB

 

 

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Professores municipais deflagram greve

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Efeito da má gestão da Secretaria Municipal de Educação de Salvador, os docentes da rede municipal de ensino deflagraram greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira, 11. A categoria pede um reajuste salarial de 12,41%, já que, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), há 3 anos a categoria não recebe nenhum reajuste. Eles pedem também aumento do tíquete alimentação de 10% e melhores condições de trabalho.

De acordo com com a diretora-administrativa da APLB, Elza Melo, além dos reajustes, há também reivindicação pela mudança de nível dos docentes e a eleição de diretores.

“Há quatro anos que não acontece a mudança de nível, ou seja, o professor se especializa, se aprimora, mas continua recebendo como graduado. Os encargos estão acumulados e não há nenhuma menção de pagar”, afirmou ela, acrescentando que “entre os pedidos majoritários está também as eleições para os nossos diretores. Aqueles que ocupam os cargos agora foram por indicação e não eleitos por nós. Já tem um ano que não ocorre eleições. Isso não é democracia”.

Conforme a dirigente, houve uma rodada de negociação com a prefeitura nesta terça, 10, mas não houve acordo entre as partes. “Eles até deram uma contraproposta de 2,5% de reajuste no salário, mas não queremos isso”, afirmou.

Prefeitura se posiciona

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Educação (Smed) informou que orientou o funcionamento normal das unidades de ensino e que compreende o movimento como precipitado, já que a negociação está em andamento.

A prefeitura ainda disse que existe “proposta de aumento real para a categoria e que a valorização dos professores é uma política implementada desde o início da primeira gestão de ACM Neto. Um exemplo disso é o aumento registrado na média salarial da categoria, que passou de R$ 4.826,71 para R$ 6.431,13, representando um incremento de 33,24%”.

Conforme o órgão municipal, com a greve, 142 mil estudantes são os principais prejudicados com o movimento, além de compreender o ato como “político partidário”.

Assembleia

Ainda de acordo com Elza , a greve foi avisada aos alunos. Uma carta direcionada aos pais e estudantes foi disponibilizada no site do sindicato da categoria (confira a íntegra logo abaixo). No dia 16 de maio, os professores paralisaram as atividades por 24h.

 

matéria com informações do jornal A TARDE

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Racismo Ambiental é tema de minidoc lançado pelo Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação

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Minidoc retrata a realidade do quilombo do Quingoma, a 3km do centro de Lauro de Freitas

Dar visibilidade às vozes das populações que lutam diariamente por dignidade, justiça ambiental e enfrentam nos seus cotidianos a ausência do poder público, a discriminação da mídia tradicional e de outras instituições. Contribuir para que outras versões da história sejam difundidas para que as populações historicamente silenciadas possam ecoar seus gritos de resistência. Estes são os principais objetivos do minidoc Racismo Ambiental: um olhar a partir do Quilombo do Quingoma, lançado nas redes sociais no dia 03 de julho pelo Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação (CBCom).

Costurado pelas entrevistas de Dona Ana, liderança quilombola do Quigoma, e do geógrafo baiano Diosmar Filho, o minidoc convida para a discussão do conceito do racismo ambiental a partir da realidade do Quingoma. Localizado a 3km do centro de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, o quilombo foi reconhecido oficialmente em 2013 pela Fundação Cultural Palmares. Parte das terras se transformaram numa reserva indígena Kariri Xocó. Cerca de 600 famílias quilombolas e indígenas vivem, hoje, no Quingoma, num total de 3500 pessoas.

No minidoc, os entrevistados alertam para o processo de estratificação social que a comunidade vem passando ao longo dos anos. Dona Ana denuncia as tentativas que a população local vem sofrendo de retirada de suas terras, bem como descaso com saúde, saneamento básico, entre tantos outros setores que garantem direitos fundamentais a qualquer cidadão e cidadã. Imagens do Quilombo e das atividades realizadas por lá também compõem o minidoc que está disponível nas redes sociais do CbCom: www.instagram.com.br/cbcom.coletivo e www.facebook.com.br/cbcom2015.

Realização – A realização desse vídeo foi fruto de uma parceria com a Purpose e executado pelo CBCom – Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação, com o objetivo de ampliar o debate sobre questões ambientais a partir de coletivos de mídia livre. O vídeo foi produzido por Alex Hercog, Bruna Hercog, Everton Nova e Mirian Fonseca. Contém fotografias do Coletivo Aquilombar e trilha sonora da banda Pirombeira.

“Sabemos que essa luta pela sobrevivência dos quilombos é invisibilizada pela grande mídia, por isso é fundamental a mobilização de coletivos de comunicação para pautar esse debate e contribuir com o processo de resistência das comunidades”, afirmou Alex Hercog.

Mais sobre o tema – Infelizmente, os problemas vivenciados pelo Quingoma não é uma exclusividade desta comunidade. Por todo o Brasil, comunidades quilombolas e indígenas, assim como as populações urbanas que se espalham pelas periferias dos grandes centros urbanos vivenciam negações de direitos, injustiças ambientais e situações cotidianas de racismo ambiental. No Mapa de Conflitos envolvendo Justiça Ambiental e Saúde no Brasil

(https://www.conflitoambiental.icict.fiocruz.br/) é possível ter uma dimensão desse cenário de exclusão e discriminação. O Mapa é uma iniciativa da Fundação Osvaldo Cruz (FIOCRUZ).

A situação do Quingoma é um exemplo clássico de racismo ambiental praticado contra comunidades negras. O conceito de “racismo ambiental” vem ganhando força a partir dos anos 2000 e se aplica às políticas e ações que prejudicam o meio ambiente afetando, diretamente, comunidades e etnias mais vulneráveis a partir de seu recorte racial. Na prática, comunidades quilombolas, indígenas, terreiros e populações ribeirinhas sãos as mais afetadas por essa prática.

 

MAIS INFORMAÇÕES

 Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação (CBCom)

www.instagram.com.br/cbcom.coletivo
www.facebook.com.br/cbcom2015

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Justiça absolve Geddel do crime de obstrução de Justiça

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O juiz Vallisney de Souza, da Justiça Federal de Brasília, absolveu por falta de provas o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB-BA) da acusação de obstrução de Justiça.

Após a decisão, a defesa de Geddel divulgou uma nota (leia a íntegra ao final desta reportagem) na qual afirmou que a absolvição “estabelece a verdade e faz justiça” ao ex-ministro.

Atualmente preso em razão de outro processo, Geddel virou réu em agosto de 2017 após ter sido acusado pelo Ministério Público Federal de tentar atrapalhar investigações sobre desvios no fundo de investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS).

Em julho do ano passado, o ex-ministro da Secretaria de Governo chegou a ser preso, por decisão de Vallisney de Souza, em razão das suspeitas de que atrapalhava o andamento das investigações da Operação Cui Bono.

Entenda o caso
Segundo o Ministério Público, diante das negociações do operador financeiro Lucio Funaro para fechar acordo de delação premiada, Geddel passou a atuar para atrapalhar as negociações.

O ex-ministro do presidente Michel Temer fez, conforme o Ministério Público, contatos telefônicos com a esposa de Lúcio Funaro, Raquel Albejante Pita, na intenção de ameaçá-la.

 

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