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Brasil

Em entrega de título de cidadão, João Dória é “ovacionado” em Salvador

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Cerca de 250 pessoas estiveram presentes no escracho contra o prefeito de São Paulo, João Dória

Não foi a receptividade que ele esperava. Nem mesmo os fogos de artifícios que estouraram para ensaiar uma suposta boas vindas ao agraciado da noite, o prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB-SP), foram capazes de abafar a ira dos cerca de 250 manifestantes que se concentraram em frente ao prédio da Câmara Municipal na noite desta segunda, 7, em Salvador. Discursos inflamados da população em geral falavam da vinculação de Dória com uma rica família de usineiros do recôncavo (ele é um dos descendentes), da passagem do prefeito pela Embratur (onde teria proposto incluir a “miséria nordestina” como atrativo turístico) e também da sua gestão como prefeito da maior cidade do Brasil.

 

Às 18h:30min, os acessos ao prédio onde João Dória iria receber a condecoração (a sede da Câmara) estavam completamente cercados com grades de proteção e com vários policiais que, além da guarnição, revistavam alguns poucos interessados em assistir o cerimonial de entrega da comenda. A expectativa aumentava a cada veículo que aportava em frente à Câmara e pudesse trazer a bordo o “homenageado”. A cada desembarque, a frustração cedia rapidamente espaço para a ira, já que eram, em sua maioria, alguns dos vereadores responsáveis pela designação honorífica. Ironia ou não, a estátua do primeiro-governador-geral do Brasil, Thomé de Souza, fica posicionada de costas para o Paço da Câmara de Salvador, e voltada para o famoso Elevador Lacerda, cartão-postal da capital brasileira nos tempos da colônia.

Por volta das 19h:30min, chegou a informação de que João Dória estaria ali ao lado, mais exatamente na sede da Prefeitura de Salvador, onde o seu colega e aliado, ACM Neto (DEM), fazia as honras e, possivelmente, estendera-lhe um felpudo tapete vermelho (nos bastidores, comenta-se que um dos planos do prefeito de Salvador é ser candidato à vice-presidente na chapa com Dória; o outro, é largar a Prefeitura e aventurar-se ao governo do estado).

ACM Neto e João Dória segundos antes de serem atingidos por ovos

Para a surpresa de todos, minutos depois, uma imensa comitiva de homens engravatados cobriu as escadas do Palácio Thomé de Sousa (a sede da Prefeitura) e começou a mover-se em direção à Câmara. Mas o fato é que entre o destino e a comitiva, que tinha entre os seus membros o ministro da Secretaria de Governo de Michel Temer, Antonio Imbassahy (que retornou à Câmara na semana passada para votar contra o prosseguimento da denúncia contra Michel Temer), havia uma massa furiosa – afinal, foi Dória, o homenageado pela Câmara, que chamou trabalhadores de vagabundos durante a greve geral de 28 de abril, além de ser um dos mais ardorosos defensores das reformas trabalhista e previdenciária. Não deu outra! A visita de Dória à Salvador iria lhe render capas e manchetes em todo o país. Mas não pela sua condecoração, que, diga-se de passagem, não lhe renderia metade das manchetes. E sim pela ovada que o prefeito de São Paulo, acostumado aos mimos da classe média paulistana e da imprensa local a ele submissa (a última capa da “Isto É” é apenas a expressão do mais sincero pensamento da imprensa paulista), iria receber e acertar em cheio o seu sempre bem-comportado penteado (veja no vídeo 1). Nem os guarda-chuvas foram capazes de deter os ovos arremessados contra a comitiva – todos nela são ardorosos defensores de Michel Temer, o presidente mais impopular desde Sarney. A comitiva teve que bater em retirada.

                                                                              Brucutus do prefeito atacam manifestantes

O tucano Dória foi atingido na cabeça por um ovo arremessado contra a comitiva

Enquanto a comitiva batia em retirada e procurava abrigo no edifício da Prefeitura, uma imensa confusão se formou na porta do Paço da Câmara Municipal. Brucutus, a mando do prefeito segundo os manifestantes, atacaram o “Nanotrio” pertencente ao “Coletivo de Ação Fora Temer” – minutos antes, uma suposta representante da SUCOM (órgão local de fiscalização) tentou, sem sucesso, confiscar o aparelho móvel de som, que é inspirado no trio-elétrico. Ao menos mais dois manifestantes foram agredidos, inclusive o advogado Daniel Andrade, que teve um forte ferimento numa das pernas. Somente após um cordão feito por policiais, que, a bem da verdade, não atacaram nenhum dos manifestantes (afinal, o direito à livre manifestação é constitucional!), a comitiva, sob forte escolta, conseguiu adentrar às pressas no edifício da Câmara, mas não sem os mais intensos protestos dos manifestantes.

Dória certamente não imaginava uma “recepção” tão calorosa. O prometido escracho foi devidamente realizado. O prefeito de São Paulo, que em sete meses de gestão comprou briga com grafiteiros, ciclistas, atacou a região conhecida como “cracolândia” e foi acusado de acordar moradores de rua num frio de 7° graus com jatos de água fria, viu que o Brasil não começa e não termina na Avenida Paulista. E que, diferente do que pensa o ciclo mais íntimo que lhe rasga elogios regados a champagnes e vinhos, o Brasil é muito mais complexo do que ele imagina.

Vídeo 1:

Vídeo 2 (Mídia Lampião):

Escracho contra o prefeito de São Paulo, João Doria.

Publicado por Mídia Lampião em Segunda, 7 de agosto de 2017

 

 

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Bahia

Racismo Ambiental é tema de minidoc lançado pelo Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação

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Minidoc retrata a realidade do quilombo do Quingoma, a 3km do centro de Lauro de Freitas

Dar visibilidade às vozes das populações que lutam diariamente por dignidade, justiça ambiental e enfrentam nos seus cotidianos a ausência do poder público, a discriminação da mídia tradicional e de outras instituições. Contribuir para que outras versões da história sejam difundidas para que as populações historicamente silenciadas possam ecoar seus gritos de resistência. Estes são os principais objetivos do minidoc Racismo Ambiental: um olhar a partir do Quilombo do Quingoma, lançado nas redes sociais no dia 03 de julho pelo Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação (CBCom).

Costurado pelas entrevistas de Dona Ana, liderança quilombola do Quigoma, e do geógrafo baiano Diosmar Filho, o minidoc convida para a discussão do conceito do racismo ambiental a partir da realidade do Quingoma. Localizado a 3km do centro de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, o quilombo foi reconhecido oficialmente em 2013 pela Fundação Cultural Palmares. Parte das terras se transformaram numa reserva indígena Kariri Xocó. Cerca de 600 famílias quilombolas e indígenas vivem, hoje, no Quingoma, num total de 3500 pessoas.

No minidoc, os entrevistados alertam para o processo de estratificação social que a comunidade vem passando ao longo dos anos. Dona Ana denuncia as tentativas que a população local vem sofrendo de retirada de suas terras, bem como descaso com saúde, saneamento básico, entre tantos outros setores que garantem direitos fundamentais a qualquer cidadão e cidadã. Imagens do Quilombo e das atividades realizadas por lá também compõem o minidoc que está disponível nas redes sociais do CbCom: www.instagram.com.br/cbcom.coletivo e www.facebook.com.br/cbcom2015.

Realização – A realização desse vídeo foi fruto de uma parceria com a Purpose e executado pelo CBCom – Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação, com o objetivo de ampliar o debate sobre questões ambientais a partir de coletivos de mídia livre. O vídeo foi produzido por Alex Hercog, Bruna Hercog, Everton Nova e Mirian Fonseca. Contém fotografias do Coletivo Aquilombar e trilha sonora da banda Pirombeira.

“Sabemos que essa luta pela sobrevivência dos quilombos é invisibilizada pela grande mídia, por isso é fundamental a mobilização de coletivos de comunicação para pautar esse debate e contribuir com o processo de resistência das comunidades”, afirmou Alex Hercog.

Mais sobre o tema – Infelizmente, os problemas vivenciados pelo Quingoma não é uma exclusividade desta comunidade. Por todo o Brasil, comunidades quilombolas e indígenas, assim como as populações urbanas que se espalham pelas periferias dos grandes centros urbanos vivenciam negações de direitos, injustiças ambientais e situações cotidianas de racismo ambiental. No Mapa de Conflitos envolvendo Justiça Ambiental e Saúde no Brasil

(https://www.conflitoambiental.icict.fiocruz.br/) é possível ter uma dimensão desse cenário de exclusão e discriminação. O Mapa é uma iniciativa da Fundação Osvaldo Cruz (FIOCRUZ).

A situação do Quingoma é um exemplo clássico de racismo ambiental praticado contra comunidades negras. O conceito de “racismo ambiental” vem ganhando força a partir dos anos 2000 e se aplica às políticas e ações que prejudicam o meio ambiente afetando, diretamente, comunidades e etnias mais vulneráveis a partir de seu recorte racial. Na prática, comunidades quilombolas, indígenas, terreiros e populações ribeirinhas sãos as mais afetadas por essa prática.

 

MAIS INFORMAÇÕES

 Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação (CBCom)

www.instagram.com.br/cbcom.coletivo
www.facebook.com.br/cbcom2015

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Bahia

Justiça absolve Geddel do crime de obstrução de Justiça

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O juiz Vallisney de Souza, da Justiça Federal de Brasília, absolveu por falta de provas o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB-BA) da acusação de obstrução de Justiça.

Após a decisão, a defesa de Geddel divulgou uma nota (leia a íntegra ao final desta reportagem) na qual afirmou que a absolvição “estabelece a verdade e faz justiça” ao ex-ministro.

Atualmente preso em razão de outro processo, Geddel virou réu em agosto de 2017 após ter sido acusado pelo Ministério Público Federal de tentar atrapalhar investigações sobre desvios no fundo de investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS).

Em julho do ano passado, o ex-ministro da Secretaria de Governo chegou a ser preso, por decisão de Vallisney de Souza, em razão das suspeitas de que atrapalhava o andamento das investigações da Operação Cui Bono.

Entenda o caso
Segundo o Ministério Público, diante das negociações do operador financeiro Lucio Funaro para fechar acordo de delação premiada, Geddel passou a atuar para atrapalhar as negociações.

O ex-ministro do presidente Michel Temer fez, conforme o Ministério Público, contatos telefônicos com a esposa de Lúcio Funaro, Raquel Albejante Pita, na intenção de ameaçá-la.

 

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Bahia

CANDIDATOS VENENOSOS: deputados que disputam reeleição liberam agrotóxicos na comida do povo brasileiro

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Comissão Especial do PL 6299/2002, o PL DO VENENO aprova o texto do relator que revoga a atual lei de agrotóxicos. Nela se não for decidido sobre o registro de uma substância em 24 meses ela está automaticamente autorizada. Também foi mudada a proibição de substância que causam câncer, má formação congênita, esterilização e outras doenças por proibição de produtos que tenha *riscos inaceitáveis*, ou seja, existem riscos aceitáveis para essas doenças.

Em resumo, a comissão dominada pela bancada ruralista da base de apoio ao Temer, aprovou uma lei que permite que os agrotóxicos banidos em outros países possam ser usados aqui.

Votaram A FAVOR do PL do Veneno
Adilton Sachetti (PRB/MT)
Alberto Fraga (DEM/DF)
*Alceu Moreira (MDB/RS)*
Cesar Halum (PRB/TO)
*Covatti Filho (PP/RS)*
Fabio Garcia (DEM/MT)
Geraldo Resende (PSDB/MS)
Junji Abe (MDB/SC)
*Luis Carlos Heinze (PP/RS)*
Luiz Nishimori (PR/PR)
Marcos Montes (PSD/MG)
Nilson Leitão (PSDB/MT)
Prof. Victorio Gali (PSL/MT)
Sergio Souza (MDB/PR)
Tereza Cristina (DEM/MS)
Valdir Colatto (MDB/SC)
Zé Silva (SD/MG)

Votaram CONTRA o PL do Veneno
Alessandro Molon (PSB/RJ)
*Bohn Gass (PT/RS)*
Edmilson Rodrigues (PSOL/PA)
Ivan Valente (PSOL/SP)
Jandira Feghali (PCdoBRJ)
Julio Delgado (PSB/MG)
Nilto Tatto (PT/SP)
Padre João (PT/MG)
Subtenente Gonzaga (PDT/MG)

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