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Brasil

OPINIÃO: Por que o povo não se levanta pelos direitos trabalhistas?

Postado

em

por Jadson Oliveira

 

Um governo e um Congresso de maioria corrupta aprovam leis que acenam com a volta da escravidão. Uma Justiça partidarizada condena Lula. E os brasileiros não se mexem para defender seus interesses e seu amado presidente. É a hora de ler ‘A Formação da Mentalidade Submissa”.

De Salvador-Bahia – Uma das minhas irmãs, Rubia Oliveira, aflita com o desfecho do golpe que derrubou Dilma Rousseff e a desorientação dos brasileiros, escreveu no Facebook:

“Tá uma loucura. O povo tá louco ou totalmente perdido, não distingue uma coisa da outra. Parabéns pela competência da direita. Eles conseguiram e o povo perdeu”.

Creio que Rubia deveria ter guardado seu desabafo para a semana passada. Uma semana do pós-golpe realmente arrasadora:

Primeiro, o governo de Michel Temer, o ilegítimo, conseguiu entregar uma das encomendas fundamentais para o grande empresariado, os verdadeiros donos do poder: desmontou a rede de direitos conquistados a duras penas desde a década de 40 do século passado. Uma mostra do quanto a elite é saudosista da escravidão.

E o povo trabalhador não se mexeu, não foi para as ruas – pelo menos na proporção da gravidade do acontecimento. Como se dissesse: “Isso não é comigo, é lá coisa deles”.

Segundo, uma Justiça partidarizada conseguiu, finalmente, a primeira condenação de Lula, no caso do famoso Triplex do Guarujá, que não é de Lula, mas deveria ser. Os procuradores e o juiz não precisaram apresentar provas, isso não importa, já que neste caso a Justiça tem lado.

E o povo trabalhador não se mexeu, não foi para as ruas defender seu tão amado presidente, certamente o líder popular mais importante dos 500 anos de história brasileira. Como se pensasse: “Isso não é comigo, é lá coisa deles”.

Terceiro, uma sobremesa do banquete da semana: a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados indica ao plenário que Temer não é corrupto. Veremos no plenário. (Este caso, porém, não depende bem do povo, já que os donos do golpe e do poder – capital financeiro, Rede Globo e aliados – estão brigando entre si).

É hora, então, de indagações essenciais:

Por que os trabalhadores aceitam que tirem seus direitos?

Por que os explorados aceitam (muitos até aplaudem) a tirania dos exploradores?

Por que pobres votam em ricos? (Muitos, ingenuamente, dizem até que é melhor porque assim não precisam roubar).

Por que, por exemplo, a maioria dos baianos de Salvador vota num garoto herdeiro milionário (ACM Neto)?

Por que, outro exemplo, a maioria dos paulistanos vota num rico empresário, que se diz não político, e sim gestor (Dória)?

É o caso, portanto, de realçar a “competência da direita”, como faz Rubia Oliveira. E tentar compreendê-la.

A maior façanha das classes dominantes

Acredito, Rubia, que esta é a maior façanha das classes dominantes: fazer com que o povo trabalhador – as classes dominadas – apoie os dominadores. E pense e aja contra seus próprios interesses.

E muitas vezes – este é o cume da competência – os dominadores não precisam nem apelar para a ajuda da repressão policial. A dominação é introduzida na mente, através da ideologia, do cultivo de valores (ou antivalores).

Conheço um livro que dá uma tremenda contribuição para se entender esta estupenda “mágica”: ‘A Formação da Mentalidade Submissa’, do professor espanhol Vicente Romano. Pelo que sei, não há edição brasileira. Tive acesso a uma em espanhol quando estive na Venezuela e descobri depois uma edição portuguesa (em português de Portugal).

Por enquanto, direi pouco sobre o conteúdo do livro, pois o artigo está se alongando em demasia. Voltarei a ele.

Direi só que nosso Vicente Romano (infelizmente já morreu) fala dos diversos fatores que fazem a cabeça do povo: os meios de comunicação de massa (destaque para a TV, a disseminação da violência e do medo e o entretenimento), o sistema educacional (destaque para o ensino da Economia), a produção cultural, o bombardeio das mensagens publicitárias, as religiões.

A gente das esquerdas costuma comentar que “as pessoas, infelizmente, não têm consciência de seus direitos, de seus interesses…”

Vicente Romano fala da “falsa consciência”: “As pessoas aceitam as coisas porque ignoram que existem alternativas e até que extremos os governos violentam os seus interesses, ou ainda porque não identificam até que ponto saem prejudicadas pelos interesses que julgam ser os seus”.

Mais: “As preferências das pessoas podem ser produto de um sistema econômico, político e cultural contrário aos seus interesses e que estes apenas são por elas legitimamente identificados, quando se encontrem em condições de escolha livre e capacitada”.

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Bahia

Obra do BRT de Salvador vai derrubar centenas de árvores e população

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Corredor de ônibus na capital baiana gera polêmica ao prever o sacrifício de 579 árvores, muitas delas centenárias, próximo às avenidas Juracy Magalhães Jr. e ACM

A implantação do BRT de Salvador voltou a ser criticada por parte da população, técnicos ambientais e urbanísticos. Iniciada no dia 29 de março, a obra deve sacrificar 579 árvores entre as avenidas Juracy Magalhães Jr. e ACM, de acordo com um levantamento feito pelo grupo Salvador Sobre Trilhos. 

Pelas redes sociais circula um abaixo-assinado que, até o final da manhã da última segunda-feira (2), havia coletado mais de 13,5 mil assinaturas, pedindo que os vegetais sejam preservados ao longo do trajeto do BRT que pretende ligar a Rodoviária à Estação da Lapa. A petição reclama ainda que a obra vai “tapar os rios” Lucaia e Camarajipe.

A Prefeitura esclareceu por meio de nota que, durante a implantação do primeiro trecho do BRT, que irá ligar a região do Parque da Cidade à estação de integração do metrô na área da rodoviária e Shopping da Bahia, serão retiradas 9 árvores que estão mortas, 15 precisão ser podadas, 154 suprimidas e 159 transplantadas. Em função da retirada dos vegetais, haverá uma compensação com o plantio, durante dois anos, de 2 mil mudas de árvores exóticas e nativas da Mata Atlântica, com altura de 2,5 m e diâmetro de, no mínimo, 8 centímetros.

Essa compensação será feita pelo Consórcio BRT, que irá ainda executar o projeto paisagístico para o trecho, com monitoramento da Prefeitura. As árvores transplantadas e plantadas terão como destino o Parque da Cidade e vias urbanas da cidade, o que será definido pela Secretaria Municipal de Cidade Sustentável e Inovação (Secis).

 

Críticas ao projeto

“O metrô já cumpre a função de transportar da Estação da Lapa à Estação Rodoviária. O projeto destrói a natureza e acrescenta muito cimento, deixando tudo muito feio. A alternativa que atende perfeitamente à necessidade é a utilização das vias e dos ônibus já existentes, em faixas exclusivas de ônibus com monitoramento eletrônico total pelo sistema BHLS. O custo seria consideravelmente inferior, preservando assim as 579 árvores e os rios tão necessários para a natureza da cidade de Salvador”, defende o texto do abaixo-assinado.

Em entrevista à Tribuna da Bahia, o coordenador do S.O.S Vale Encantado, Virgílio Machado, comentou sobre a análise de um arquiteto que define o sistema BRT como ultrapassado, havendo outras possibilidades como o VLT, uma rede de veículos leves sobre trilhos, que causaria menos danos ao meio ambiente. Ele também comentou a gravidade de retirar árvores centenárias da Juracy Magalhães, considerada uma das avenidas mais arborizadas da cidade.

“São muitas árvores grandes, frondosas. É muito difícil compensar isso para a cidade. A questão dos rios também é muito grave. Apesar de ser muito importante o plantio de novas árvores, elas demoram muito para alcançar um estágio de desenvolvimento. Salvador tem um déficit grande de árvores. Está entre a que tem o menor número por habitantes, dentre as cidades brasileiras”, avaliou.

Para ele, falta mais diálogo entre o poder público e a sociedade civil, de modo a debater as políticas públicas abertamente, se apropriando de estudos de “especialistas que doam seu tempo para fazer análise técnicas por amor à cidade”.

“Não se aproveitam dos institutos de arquitetos, engenheiros, biólogos. Das instituições que produzem conhecimento científico e trazem melhores práticas. Tanto a prefeitura quanto o governo do Estado se fecham e decidem a quatro paredes o que é melhor para a cidade. Obviamente a gente quer uma mobilidade melhor, mas o melhor para cidade é criar consensos. Uma pena que vemos um montante de obras, mas não conseguimos enxergar proposta clara de melhora no urbanismo e na proteção dos recursos naturais.

Já em junho de 2017, o movimento Salvador Sobre Trilhos publicava um artigo (clique aqui para ver), baseado em informações do Ministério das Cidades e da Prefeitura de Salvador, questionando o projeto do BRT Lapa-Rodoviária do Iguatemi, e apontando os altos custos do investimento e os graves impactos ambientais da obra. 

Preservar a natureza

O ambientalista Alberto Peixoto também lamenta a derrubada dos vegetais e faz uma forte crítica à preservação do meio ambiente em toda a cidade. “As ruas estão perdendo o verde. Sabemos que o sistema de transporte é caótico, mas a grande discussão não é a necessidade de fazer. É como fazer, onde vai fazer. É preciso pensar a cidade com responsabilidade, sentar e conversar. Não deve ser uma medida que venha de cima para baixo”, afirmou.

Especialista de Planejamento Urbano e Gestão de Cidades, Hendrik Aquino lembrou, em entrevista à Tribuna, que toda ação humana gera impactos ao meio ambiente e que estudos de impactos são fundamentais, antes e durante a elaboração dos projetos, avaliando o grau de riscos, viabilidades e até revelando melhores soluções.

“Gestores e legisladores não deveriam pensar a cidade de maneira fragmentada, pois muitas vezes uma solução aparentemente muito boa para determinada área, pode trazer danos irreversíveis a outras. Acreditar na melhora da mobilidade, desprezando o meio ambiente, por exemplo, é uma visão imediatista. Os prejuízos a curto, médio e longo prazo, causados pela substituição da fauna e da flora por concreto e aço, refletem diretamente na qualidade de vida”, alertou.

De acordo com Hendrik, “o tamponamento e canalização de rios é também algo que precisa ser revisto, uma vez que abre espaço para maior ocupação com concreto e aço, tornando, aos poucos o ambiente desagradável”. Ele aproveitou ainda para fazer um pedido: “A divulgação dos estudos de impacto poderiam esclarecer muitas dúvidas e, neste sentido, aproveito a oportunidade para solicitá-los a Prefeitura Municipal de Salvador”, finaliza.

 

Matéria: www.mobilize.org.br

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Bahia

MOVIMENTOS E ORGANIZAÇÕES POPULARES OCUPAM REDE BAHIA EM SALVADOR

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Na manhã desta terça-feira, 17 de abril de 2018, após dois anos do golpe midiático-parlamentar e jurídico que realizou o impeachment da Presidenta Dilma, eleita democraticamente, movimentos populares ocupam a sede da Rede Bahia, filiada a Rede Globo, em Salvador. O ato foi organizado pela Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo e faz parte do dia nacional de lutas em “Defesa da democracia e pela liberdade de Lula”.

Além da agenda entreguista e anti-popular realizada pelo congresso e pelo governo Temer nesse período, este ano houve o aprofundamento do golpe com a condenação e prisão política e injusta do ex-Presidente Lula.

A Rede Globo teve papel importante na articulação desse golpe, na manipulação da informação, e estamos nas ruas para denunciar que a GLOBO É GOLPISTA e NÃO REPRESENTA O POVO BRASILEIRO!

Convocamos todos e todas que lutam contra o Golpe no Brasil que venham imediatamente para a Rede Bahia

#GloboGolpista #LulaLivre #LulavaleaLuta

Frente Brasil Popular

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Bahia

Chegou a hora de ocupar ruas, praças, escolas, casas e as redes contra prisão de Lula

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Por Lino Filho, jornalista 

Mais do que nunca é hora de ocupar as ruas, as praças, as escolas, as casas, as redes, os bares, as pontes, estradas e qualquer espaço que seja possível e necessário protestar contra a prisão injusta de Lula.

É tempo de denunciar o fechamento do golpe parlamentar que iniciou com o impeachment descabido da presidenta Dilma, primeira mulher a ocupar a cadeira presidencial. Uma mulher eleita democraticamente que teve seu segundo governo prejudicado pela direita corrupta, medíocre e sorrateira.

Prender Lula fecha o golpe, porque tenta impedir de maneira calculada que ele dispute as eleições este ano. Sem isso, seria um golpe sem sentido. Lula lidera as pesquisas mesmo com todos esses ataques que não se iniciaram agora, seguem este líder popular desde que ele atuava no sindicato.

O golpe representa essencialmente a tentativa de controlar a democracia e a vontade da maioria da população. Querem calar a voz e seguir retirando os direitos dos mais pobres. Esse discurso de combate à corrupção mostrou-se que é pura fachada, pois a classe média e a elite branca que bate panela para o Lula, se calou diante das provas REAIS contra Temer, Aécio Neves, e tantos outros. O problema para eles é somente o Lula.

Este é um golpe que entregou o pré-sal, que trouxe uma deforma trabalhista, que quer mudar a previdência, que tentou mudar as regras de fiscalização do trabalho escravo, que congelou por 20 anos os investimentos em saúde, educação e assistência social, sem contar a retirada de tantos diretos em tão pouco tempo, jogando a população pobre de volta aos séculos passados.

Vamos ocupar as ruas, fazer o debate, mas denunciar tudo isso, além de dar nome aos responsáveis. Em primeiro lugar Temer e seus apoiadores (aqui na Bahia além dos deputados que o apoiaram, não se esqueça de Geddel, ACM Neto, José Ronaldo) que aceitaram fazer o papel sujo.

Em segundo lugar a mídia corrupta, muitas vezes pertencente a esses políticos como é o caso da rede Bahia, da família ACM. Mas é preciso denunciar as organizações Globo, a Veja, a Isto É, a Folha de São Paulo, o Estadão, a Record, além de todos que reproduzem com parcialidade o discurso de ódio e a criminalização da esquerda e dos movimentos sociais. Essa mídia que faz um jornalismo asqueroso.

Em terceiro lugar é preciso denunciar o acordão “com Supremo e tudo”. Denunciar os setores do judiciário e do Ministério Público que parecem estar a serviço dos Estados Unidos. O mesmo país que grampeou a presidenta Dilma. Aqui temos uma justiça que importa a legislação de outros países a serviço do capital estradeiro. Sérgio Moro é a representação disso, atuando com escutas ilegais, se posicionando fora dos processos e dirigindo com a Globo os capítulos diários das operações, sem preservar a imagem ou mesmo os direitos garantidos pela Constituição. Um juiz que se mostrou íntimo de uma figura como Aécio, cheio de segredinhos.

É hora de defender a democracia, companheiras e companheiros. Temos muita luta pela frente. Não se constrói um país justo sem luta e dedicação, ainda mais quando a elite se sente dona não só das riquezas, mas também do território político, das mentes e corpos das pessoas.

 

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