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Professores municipais repudiam divulgação de lista com salário dos docentes

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APLB quer esclarecimentos sobre lista com salários de professores

 

Professores municipais estão indignados com o vazamento da lista com salários dos profissionais. A divulgação dos dados, que ainda não teve informações sobre sua origem, aconteceu justamente em meio as manifestações promovidas pela categoria, que protesta pelo piso salarial e também denuncia o descaso da gestão de ACM com a rede de ensino.

Lista com nome e salário de professores vazou pelas redes sociais. SMED negou ter sido a autora dos vazamentos

 

Os protestos e denúncias dos professores contra a prefeitura de Salvador ganharam destaque nas últimas semanas. Durante as mobilizações, vieram à tona problemas ainda desconhecidos pela população como falta de merenda escolar, fardamento, materiais, além de outros aspectos que afetam diretamente as condições de trabalho dos profissionais. E em meio aos conflitos, surge uma lista com 64 páginas expondo os salários de diversos profissionais de educação.

Em contato com o Mídia Lampião(ML), Marcos Barreto, professor e diretor de Formação da APLB-Sindicato afirmou que a entidade está ciente do acontecimento e repudiou a ação.  “A gente tem conhecimento, mas não há como identificar a origem da lista. A APLB repudia esse tipo de publicação sobretudo durante as ações da campanha salarial. Isso visa mais uma vez colocar a opinião pública contra o professor”, explicou.

Sindicato dos professores cobra explicações; entidade fala em perseguição política

Marcos falou ainda que mesmo sem ter provas da origem da lista, esses dados não podem ser obtidos pelos professores e muito menos pelo sindicato. “Para ter acesso a essa informações daquele modo é necessário um login e senha e os professores e sindicato normalmente não obtém. Então quem são as pessoas que tiveram contato com o sistema para gerar um relatório de 64 páginas com dados pessoais, profissionais e que podem gerar transtornos na vida de qualquer um?”

Para o membro da APLB existe sim uma perseguição contra os profissionais municipais de educação. “O executivo municipal alega que a categoria ganha muito bem e a pergunta que fazemos é o seguinte compare o salário de um professor e de qualquer outro profissional concursado na prefeitura que tenha a mesma titularidade e vai ver que o professor ganha bem abaixo. Porque perseguir o professor? Perseguir a atividade docente? E querer responsabilizar o professor pela precarização da educação?”

Mas a APLB declarou que está analisando as medidas que podem ser tomadas mediante esta situação. “Nosso departamento jurídico está estudando o caso, mas nós não temos como acusar alguém especificamente. Estamos pedindo explicações formais juntos aos órgãos competentes que tem acesso as informações. Esse ato que é antiético. Mas que os professores entenderam isso como uma provocação e estão agindo mais firmemente na campanha salarial”.

APLB entendeu o vazamento como uma provocação e o departamento jurídico da entidade estuda medidas cabíveis contra os autores do vazamento

 

Para a professora Manuela Cristina, funcionária municipal há seis anos, a gestão municipal não colabora para a valorização da categoria.  “Se o professor de Salvador ganhasse tanto quanto o prefeito fala, não precisaríamos trabalhar 60 horas e fazer vários extras, como muitas que conheço fazem. Temos especialistas, mestres e doutores na Rede, gente muito qualificada e que é desrespeitada por essa gestão direitista que junto com o governo golpista de Temer, tem destruído a educação pública.”

 

Secretaria Municipal de Educação– Em resposta ao ML a Smed negou que seja a causadora do vazamento da lista. E ressaltou ainda que em cumprimento a Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011) está disponível através do Portal da Transparência (www.transparencia.salvador. ba.gov.br). Onde se encontra dados sobre aplicação dos recursos municipais, tais como Receitas, Despesas, Lei de Responsabilidade Fiscal, Planejamento, Demonstrações Contábeis, remuneração de todos Servidores ativos e inativos, entre outros.

A Mídia Lampião entrou em contato com a OAB, mas até o fechamento da matéria eles não responderam.

 

Assista o vídeo da professora Manuela Cristina falando sobre o vazamento da lista:

 

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Professores municipais deflagram greve

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Efeito da má gestão da Secretaria Municipal de Educação de Salvador, os docentes da rede municipal de ensino deflagraram greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira, 11. A categoria pede um reajuste salarial de 12,41%, já que, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), há 3 anos a categoria não recebe nenhum reajuste. Eles pedem também aumento do tíquete alimentação de 10% e melhores condições de trabalho.

De acordo com com a diretora-administrativa da APLB, Elza Melo, além dos reajustes, há também reivindicação pela mudança de nível dos docentes e a eleição de diretores.

“Há quatro anos que não acontece a mudança de nível, ou seja, o professor se especializa, se aprimora, mas continua recebendo como graduado. Os encargos estão acumulados e não há nenhuma menção de pagar”, afirmou ela, acrescentando que “entre os pedidos majoritários está também as eleições para os nossos diretores. Aqueles que ocupam os cargos agora foram por indicação e não eleitos por nós. Já tem um ano que não ocorre eleições. Isso não é democracia”.

Conforme a dirigente, houve uma rodada de negociação com a prefeitura nesta terça, 10, mas não houve acordo entre as partes. “Eles até deram uma contraproposta de 2,5% de reajuste no salário, mas não queremos isso”, afirmou.

Prefeitura se posiciona

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Educação (Smed) informou que orientou o funcionamento normal das unidades de ensino e que compreende o movimento como precipitado, já que a negociação está em andamento.

A prefeitura ainda disse que existe “proposta de aumento real para a categoria e que a valorização dos professores é uma política implementada desde o início da primeira gestão de ACM Neto. Um exemplo disso é o aumento registrado na média salarial da categoria, que passou de R$ 4.826,71 para R$ 6.431,13, representando um incremento de 33,24%”.

Conforme o órgão municipal, com a greve, 142 mil estudantes são os principais prejudicados com o movimento, além de compreender o ato como “político partidário”.

Assembleia

Ainda de acordo com Elza , a greve foi avisada aos alunos. Uma carta direcionada aos pais e estudantes foi disponibilizada no site do sindicato da categoria (confira a íntegra logo abaixo). No dia 16 de maio, os professores paralisaram as atividades por 24h.

 

matéria com informações do jornal A TARDE

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Racismo Ambiental é tema de minidoc lançado pelo Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação

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Minidoc retrata a realidade do quilombo do Quingoma, a 3km do centro de Lauro de Freitas

Dar visibilidade às vozes das populações que lutam diariamente por dignidade, justiça ambiental e enfrentam nos seus cotidianos a ausência do poder público, a discriminação da mídia tradicional e de outras instituições. Contribuir para que outras versões da história sejam difundidas para que as populações historicamente silenciadas possam ecoar seus gritos de resistência. Estes são os principais objetivos do minidoc Racismo Ambiental: um olhar a partir do Quilombo do Quingoma, lançado nas redes sociais no dia 03 de julho pelo Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação (CBCom).

Costurado pelas entrevistas de Dona Ana, liderança quilombola do Quigoma, e do geógrafo baiano Diosmar Filho, o minidoc convida para a discussão do conceito do racismo ambiental a partir da realidade do Quingoma. Localizado a 3km do centro de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, o quilombo foi reconhecido oficialmente em 2013 pela Fundação Cultural Palmares. Parte das terras se transformaram numa reserva indígena Kariri Xocó. Cerca de 600 famílias quilombolas e indígenas vivem, hoje, no Quingoma, num total de 3500 pessoas.

No minidoc, os entrevistados alertam para o processo de estratificação social que a comunidade vem passando ao longo dos anos. Dona Ana denuncia as tentativas que a população local vem sofrendo de retirada de suas terras, bem como descaso com saúde, saneamento básico, entre tantos outros setores que garantem direitos fundamentais a qualquer cidadão e cidadã. Imagens do Quilombo e das atividades realizadas por lá também compõem o minidoc que está disponível nas redes sociais do CbCom: www.instagram.com.br/cbcom.coletivo e www.facebook.com.br/cbcom2015.

Realização – A realização desse vídeo foi fruto de uma parceria com a Purpose e executado pelo CBCom – Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação, com o objetivo de ampliar o debate sobre questões ambientais a partir de coletivos de mídia livre. O vídeo foi produzido por Alex Hercog, Bruna Hercog, Everton Nova e Mirian Fonseca. Contém fotografias do Coletivo Aquilombar e trilha sonora da banda Pirombeira.

“Sabemos que essa luta pela sobrevivência dos quilombos é invisibilizada pela grande mídia, por isso é fundamental a mobilização de coletivos de comunicação para pautar esse debate e contribuir com o processo de resistência das comunidades”, afirmou Alex Hercog.

Mais sobre o tema – Infelizmente, os problemas vivenciados pelo Quingoma não é uma exclusividade desta comunidade. Por todo o Brasil, comunidades quilombolas e indígenas, assim como as populações urbanas que se espalham pelas periferias dos grandes centros urbanos vivenciam negações de direitos, injustiças ambientais e situações cotidianas de racismo ambiental. No Mapa de Conflitos envolvendo Justiça Ambiental e Saúde no Brasil

(https://www.conflitoambiental.icict.fiocruz.br/) é possível ter uma dimensão desse cenário de exclusão e discriminação. O Mapa é uma iniciativa da Fundação Osvaldo Cruz (FIOCRUZ).

A situação do Quingoma é um exemplo clássico de racismo ambiental praticado contra comunidades negras. O conceito de “racismo ambiental” vem ganhando força a partir dos anos 2000 e se aplica às políticas e ações que prejudicam o meio ambiente afetando, diretamente, comunidades e etnias mais vulneráveis a partir de seu recorte racial. Na prática, comunidades quilombolas, indígenas, terreiros e populações ribeirinhas sãos as mais afetadas por essa prática.

 

MAIS INFORMAÇÕES

 Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação (CBCom)

www.instagram.com.br/cbcom.coletivo
www.facebook.com.br/cbcom2015

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Justiça absolve Geddel do crime de obstrução de Justiça

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O juiz Vallisney de Souza, da Justiça Federal de Brasília, absolveu por falta de provas o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB-BA) da acusação de obstrução de Justiça.

Após a decisão, a defesa de Geddel divulgou uma nota (leia a íntegra ao final desta reportagem) na qual afirmou que a absolvição “estabelece a verdade e faz justiça” ao ex-ministro.

Atualmente preso em razão de outro processo, Geddel virou réu em agosto de 2017 após ter sido acusado pelo Ministério Público Federal de tentar atrapalhar investigações sobre desvios no fundo de investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS).

Em julho do ano passado, o ex-ministro da Secretaria de Governo chegou a ser preso, por decisão de Vallisney de Souza, em razão das suspeitas de que atrapalhava o andamento das investigações da Operação Cui Bono.

Entenda o caso
Segundo o Ministério Público, diante das negociações do operador financeiro Lucio Funaro para fechar acordo de delação premiada, Geddel passou a atuar para atrapalhar as negociações.

O ex-ministro do presidente Michel Temer fez, conforme o Ministério Público, contatos telefônicos com a esposa de Lúcio Funaro, Raquel Albejante Pita, na intenção de ameaçá-la.

 

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