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Prefeitura manda e a TV Bahia obedece: Bahia Meio-Dia faz “ao vivo” na chuva para esconder arbitrariedade da Transalvador

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Gestão Neto volta a rivalizar com Rui e tenta “liberar” obra do governo antes da sua inauguração

Foi com o guarda-chuva numa mão e o microfone em outra que Vanderson Nascismento, da TV Bahia, fez um ao vivo (via internet) no acesso ao novo viaduto da Av. Paralela para repercutir o episódio bizarro do último domingo protagonizado pela Prefeitura de Salvador. Tal como a suspensão das linhas de ônibus em suposto atendimento à reivindicação do governo do estado (o Executivo Municipal não apresentou até hoje nenhum documento oficial do governo com tal solicitação), a gestão ACM Neto voltou a provocar o Governo do Estado e “liberou”, à revelia dos responsáveis pela obra (a CCR e o governo estadual), o novo viaduto da Avenida Paralela, que fica na altura do Shopping Paralela e da nova estação do metrô Tamburugy. A situação, que se vista sob o aspecto legal pode ser considerada uma espécie de “vandalismo institucional”, gerou animosidade entre as viaturas da Transalvador e a Polícia Militar. Uma cena patética!

Viatura, ao invés de patrulhar, teve que ficar de prontidão para que a Transalvador (órgão da Prefeitura) não “liberasse” obra não-inaugurada pelo Governo do Estado

Como uma ação milimetricamente calculada, após a intervenção da PM, a Prefeitura disparou uma nota que, no fundo, serviu apenas para lançar uma cortina de fumaça diante do episódio. O fato é que, como supõe-se que não estamos numa “casa de mãe Joana”, a Prefeitura não teria nenhuma autorização para “liberar”, e muito menos “vistoriar”, uma obra que não é de sua responsabilidade. Como não se pode presumir que o atual ocupante do Palácio Thomé de Souza seja inteiramente leigo em matéria de direito, a atitude só pode ser entendida como uma provocação barata (ainda que o seu autor não esteja isento de assumir as consequências de sua atitude irresponsável). O Governo do Estado respondeu, mas optou por uma linha branda (embora tenha mais do que motivos para protestar face a tal descalabro).

Subversão das funções executivas

A gestão Neto segue, assim, tão carcomida, mesquinha e pequena como o coronelismo tacanho do seu avô, o patriarca ACM. A absurda presença de uma viatura da PM “ao vivo” em pleno jornal da emissora cujas ordens de pauta vêm direto do Palácio Thomé de Souza só mostra o quão pequena e bizarra é a forma de fazer política dessa oligarquia que há meio século insiste em tentar fazer da Bahia o seu quintal. Uma viatura da PM de prontidão para impedir que um poder institucional irrompa uma via antes de sua inauguração não é outra coisa que não “vandalismo institucional”. E, nesse sentido, os poderes constituídos da República, tal como o Ministério Público estadual, devem questionar a atitude do prefeito, já que a Transalvador é a ele subordinada, assim como o mesmo deve no mínimo ser implicado administrativamente (afinal, segundo a Constituição Federal, o chefe do poder executivo não faz o que bem quer, age pelo arbítrio de sua vontade, mas sim é o “executor das leis”).

Enquanto a cada chuva os problemas da cidade vêm à tona (alagamentos, inundações, riscos de desabamentos, etc.), a Prefeitura, que volta e meia tenta também inviabilizar o sistema de integração ônibus-metrô (passageiros têm que andar debaixo de chuva para chegar até as estações), protagoniza um ato bizarro de amadorismo que seria cômico se não fosse tão absurdo e trágico.

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Professores municipais deflagram greve

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Efeito da má gestão da Secretaria Municipal de Educação de Salvador, os docentes da rede municipal de ensino deflagraram greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira, 11. A categoria pede um reajuste salarial de 12,41%, já que, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), há 3 anos a categoria não recebe nenhum reajuste. Eles pedem também aumento do tíquete alimentação de 10% e melhores condições de trabalho.

De acordo com com a diretora-administrativa da APLB, Elza Melo, além dos reajustes, há também reivindicação pela mudança de nível dos docentes e a eleição de diretores.

“Há quatro anos que não acontece a mudança de nível, ou seja, o professor se especializa, se aprimora, mas continua recebendo como graduado. Os encargos estão acumulados e não há nenhuma menção de pagar”, afirmou ela, acrescentando que “entre os pedidos majoritários está também as eleições para os nossos diretores. Aqueles que ocupam os cargos agora foram por indicação e não eleitos por nós. Já tem um ano que não ocorre eleições. Isso não é democracia”.

Conforme a dirigente, houve uma rodada de negociação com a prefeitura nesta terça, 10, mas não houve acordo entre as partes. “Eles até deram uma contraproposta de 2,5% de reajuste no salário, mas não queremos isso”, afirmou.

Prefeitura se posiciona

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Educação (Smed) informou que orientou o funcionamento normal das unidades de ensino e que compreende o movimento como precipitado, já que a negociação está em andamento.

A prefeitura ainda disse que existe “proposta de aumento real para a categoria e que a valorização dos professores é uma política implementada desde o início da primeira gestão de ACM Neto. Um exemplo disso é o aumento registrado na média salarial da categoria, que passou de R$ 4.826,71 para R$ 6.431,13, representando um incremento de 33,24%”.

Conforme o órgão municipal, com a greve, 142 mil estudantes são os principais prejudicados com o movimento, além de compreender o ato como “político partidário”.

Assembleia

Ainda de acordo com Elza , a greve foi avisada aos alunos. Uma carta direcionada aos pais e estudantes foi disponibilizada no site do sindicato da categoria (confira a íntegra logo abaixo). No dia 16 de maio, os professores paralisaram as atividades por 24h.

 

matéria com informações do jornal A TARDE

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Racismo Ambiental é tema de minidoc lançado pelo Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação

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Minidoc retrata a realidade do quilombo do Quingoma, a 3km do centro de Lauro de Freitas

Dar visibilidade às vozes das populações que lutam diariamente por dignidade, justiça ambiental e enfrentam nos seus cotidianos a ausência do poder público, a discriminação da mídia tradicional e de outras instituições. Contribuir para que outras versões da história sejam difundidas para que as populações historicamente silenciadas possam ecoar seus gritos de resistência. Estes são os principais objetivos do minidoc Racismo Ambiental: um olhar a partir do Quilombo do Quingoma, lançado nas redes sociais no dia 03 de julho pelo Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação (CBCom).

Costurado pelas entrevistas de Dona Ana, liderança quilombola do Quigoma, e do geógrafo baiano Diosmar Filho, o minidoc convida para a discussão do conceito do racismo ambiental a partir da realidade do Quingoma. Localizado a 3km do centro de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, o quilombo foi reconhecido oficialmente em 2013 pela Fundação Cultural Palmares. Parte das terras se transformaram numa reserva indígena Kariri Xocó. Cerca de 600 famílias quilombolas e indígenas vivem, hoje, no Quingoma, num total de 3500 pessoas.

No minidoc, os entrevistados alertam para o processo de estratificação social que a comunidade vem passando ao longo dos anos. Dona Ana denuncia as tentativas que a população local vem sofrendo de retirada de suas terras, bem como descaso com saúde, saneamento básico, entre tantos outros setores que garantem direitos fundamentais a qualquer cidadão e cidadã. Imagens do Quilombo e das atividades realizadas por lá também compõem o minidoc que está disponível nas redes sociais do CbCom: www.instagram.com.br/cbcom.coletivo e www.facebook.com.br/cbcom2015.

Realização – A realização desse vídeo foi fruto de uma parceria com a Purpose e executado pelo CBCom – Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação, com o objetivo de ampliar o debate sobre questões ambientais a partir de coletivos de mídia livre. O vídeo foi produzido por Alex Hercog, Bruna Hercog, Everton Nova e Mirian Fonseca. Contém fotografias do Coletivo Aquilombar e trilha sonora da banda Pirombeira.

“Sabemos que essa luta pela sobrevivência dos quilombos é invisibilizada pela grande mídia, por isso é fundamental a mobilização de coletivos de comunicação para pautar esse debate e contribuir com o processo de resistência das comunidades”, afirmou Alex Hercog.

Mais sobre o tema – Infelizmente, os problemas vivenciados pelo Quingoma não é uma exclusividade desta comunidade. Por todo o Brasil, comunidades quilombolas e indígenas, assim como as populações urbanas que se espalham pelas periferias dos grandes centros urbanos vivenciam negações de direitos, injustiças ambientais e situações cotidianas de racismo ambiental. No Mapa de Conflitos envolvendo Justiça Ambiental e Saúde no Brasil

(https://www.conflitoambiental.icict.fiocruz.br/) é possível ter uma dimensão desse cenário de exclusão e discriminação. O Mapa é uma iniciativa da Fundação Osvaldo Cruz (FIOCRUZ).

A situação do Quingoma é um exemplo clássico de racismo ambiental praticado contra comunidades negras. O conceito de “racismo ambiental” vem ganhando força a partir dos anos 2000 e se aplica às políticas e ações que prejudicam o meio ambiente afetando, diretamente, comunidades e etnias mais vulneráveis a partir de seu recorte racial. Na prática, comunidades quilombolas, indígenas, terreiros e populações ribeirinhas sãos as mais afetadas por essa prática.

 

MAIS INFORMAÇÕES

 Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação (CBCom)

www.instagram.com.br/cbcom.coletivo
www.facebook.com.br/cbcom2015

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Justiça absolve Geddel do crime de obstrução de Justiça

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O juiz Vallisney de Souza, da Justiça Federal de Brasília, absolveu por falta de provas o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB-BA) da acusação de obstrução de Justiça.

Após a decisão, a defesa de Geddel divulgou uma nota (leia a íntegra ao final desta reportagem) na qual afirmou que a absolvição “estabelece a verdade e faz justiça” ao ex-ministro.

Atualmente preso em razão de outro processo, Geddel virou réu em agosto de 2017 após ter sido acusado pelo Ministério Público Federal de tentar atrapalhar investigações sobre desvios no fundo de investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS).

Em julho do ano passado, o ex-ministro da Secretaria de Governo chegou a ser preso, por decisão de Vallisney de Souza, em razão das suspeitas de que atrapalhava o andamento das investigações da Operação Cui Bono.

Entenda o caso
Segundo o Ministério Público, diante das negociações do operador financeiro Lucio Funaro para fechar acordo de delação premiada, Geddel passou a atuar para atrapalhar as negociações.

O ex-ministro do presidente Michel Temer fez, conforme o Ministério Público, contatos telefônicos com a esposa de Lúcio Funaro, Raquel Albejante Pita, na intenção de ameaçá-la.

 

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