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De olho na imprensa

Jornal Correio, ligado à família de ACM Neto, é o único a não dar destaque à prisão de Geddel

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O Correio (antigo Correio da Bahia) foi o único dos jornais a não dar destaque nas manchetes de hoje, 4, à prisão do cacique do PMDB-BA, Geddel Vieira Lima (clique na imagem acima para ampliar). Aliado do prefeito ACM Neto, Geddel foi preso ontem em Salvador sob a acusação de tentar obstruir os trabalhos da justiça (ele atuava para impedir que o ex-deputado Eduardo Cunha e o doleiro Lúcio Funaro não delatassem). Sua prisão, que é preventiva, se deu no âmbito de uma investigação do período em que Geddel ocupou a vice-presidência para pessoa jurídica da Caixa; as investigações apontam que o ex-ministro de Temer teria liberado R$ 1,2 bilhão da Caixa em empréstimos e exigido propina em troca.

De acordo com o jornal A TARDE, Geddel embarcou, sem algemas, para Brasília, onde ficará preso.

O escândalo, como era de se esperar, não ocuparia as manchetes da edição desta terça do Correio. É só mais uma prova de que o Correio é só um arremedo de jornal.

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Brasil

Meu malvado favorito

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Esse país é realmente surreal, muito estranho, é pra profissionais, como bem disse Vinicius de Morais. Numa suprema corte em que a ala “liberal-progressista” – Luiz Roberto Barroso à frente – se acovardou diante da mídia ou foi arrastada pela força gravitacional do punitivismo curitibano ou ainda, se preferirem, foi picada pela mosca azul, coube ao cão de guarda da velha direita a defesa “ousada” das garantias constitucionais.
É evidente que os princípios que movem Gilmar Mendes não são aqueles evocados em sua retórica, mas seus compromissos e laços com malfeitores do empresariado e do tucanato. O fato é que pra justificar e legitimar sua proteção a esses malfeitores ele também precisa tomar medidas que beneficiam personagens de fora de seu espectro politico-pessoal e assim vai se consolidando como contraponto dos abusos da Lava Jato. Embora seus recentes habeas corpus tenham chamado muita atenção da mídia, a principal decisão de Gilmar nos últimos dias foi a liminar que proíbe as conduções coercitivas, atendendo a recurso do PT.
Essa decisão é muito importante porque as conduções coercitivas, que permitiam a humilhação de acusados e até sua condenação antecipada, são consideradas um dos principais abusos da Lava Jato e o próprio ex-presidente Lula foi vítima desse abuso. Portanto, num país cuja história tem sido marcada pelo protagonismo de anti-heróis, o espírito de macunaima, Gilmar Mendes, aquele que sempre foi alinhado ao tucanato e que desde o mensalão se lançou em uma cruzada contra o PT, agora pode ser decisivo para garantir a liberdade e a candidatura de Lula.
Espera-se que quando os recursos da defesa de Lula chegarem ao Supremo a ala liberal-progressista não se acovarde deixando pra Gilmar o papel de defensor das liberdades democráticas, sob pena do Brasil se tornar um país, não de profissionais, mas de malvados bonzinhos, macunaímas.
Antônio Carregosa (Toninho) – doutor em sociologia pela UFS e militante do PT desde 2002. Atualmente é secretário de administração geral de Paripiranga/BA

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De olho na imprensa

Crime: apoiadores de Bolsonaro usam outdoors para fazer campanha antecipada na Bahia

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Imagens do pré-candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSC-RJ) estão sendo espalhadas em  outdoors por  diversas cidades do  Brasil, configurando eleitoral campanha antecipada.

Na Bahia, as peças publicitárias foram flagradas, até agora, em Salvador, Feira de Santana e Entre Rios.

Conforme apurado pelo Mídia Lampião, um desses outdoors foi instalado nesta terça-feira (28), bairro do Rio Vermelho, na capital baiana, em frente à Praia da Paciência, região  de grande  movimentação de veículos.

Um dos outdoors tem a foto de Bolsonaro, com a bandeira do Brasil e, ao fundo, a frase “O Brasil acima de todos. Deus acima de tudo”. Na outra peça, lê-se “#bolsonaro pela honra, moral e ética”.

Conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), configura como campanha antecipada a divulgação de peças com nomes e imagens de candidatos antes de 45 dias das eleições.

O próprio deputado já postou em sua conta oficial no Twitter as imagens dos outdoors em algumas cidades brasileiras.  Embora não assuma a autoria e  afirme que são iniciativas de populares, os outdoors configuram grave desrespeito às leis eleitorais do país.

Conforme a legislação, “é vedada a propaganda eleitoral mediante outdoors, sujeitando-se a empresa responsável, os partidos, coligações e candidatos à imediata retirada da propaganda irregular e ao pagamento de multa no valor de 5.000 (cinco mil) a 15.000 (quinze mil)”.

Nordeste: Em outros estados como Ceará, Maranhão,Paraíba também tiveram propaganda antecipada. Em outras regiões do país, em Rondônia, por exemplo, o Ministério Público Estadual exigiu a retirada de um outdoor em apoio ao deputado federal e presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) na cidade de Rondonópolis (RO); os promotores eleitorais Reinaldo Antônio Vessani Filho e Wagner Antônio Camilo pediram esclarecimentos por parte dos responsáveis pelo anúncio

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Bahia

 Artigo:Por que não somos todos Somália?

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A Somália sofreu no último sábado (14) um dos atentados mais violentos da história. Na segunda-feira, o Twitter ferveu de questionamentos sobre a baixa cobertura midiática e a pouca comoção em torno das mais de 500 vítimas (entre mortos e feridos) do ataque ao centro da capital Mogadíscio. Representantes de ONGs, jornalistas e acadêmicos do mundo todo se perguntaram por que não surgiu rapidamente um “Je suis Somália” ou coisa do tipo.

Infelizmente, porque culturalmente naturalizamos o sofrimento de pobre, preto, muçulmano e africano. Mas ainda que houvesse forte resposta emocional a tamanha violência politicamente motivada, começaríamos a trilhar o caminho de evitar que ela se repetisse? Certamente, seria melhor do que a indiferença. Mas bastaria? Tendo a achar que precisamos de mais do que nossos corações; precisamos analisar, com a cabeça, como a violência sistêmica, objetiva e perene, se converte em banhos de sangue. Qual o efeito que cada modalidade de violência tem sobre nós e por quê.

A pouca manifestação solidária que houve seguiu um padrão de tentar formar uma corrente solidária pela via da exclusão. Como se, incapazes de sentir empatia genuína pelo sofrimento daquelas pessoas histórica e ideologicamente construídas como sub-humanas, tentássemos estabelecer, na repulsa pelo assassino, a ligação com a vítima. Nas declarações de condenação da comunidade internacional – que, via de regra, chegaram com dois dias atraso, como se a empatia também tirasse folga no fim de semana – abunda a palavra “bárbaro”.

Embora hoje, associemos o termo a violento, desumano e cruel, “bárbaro” tem uma etimologia reveladora: vem do grego bárbaros, que quer dizer “estrangeiro”. Ou seja, bárbaro é sempre o “outro”, nunca nós mesmos. Ao atribuir este adjetivo a um atentado ou seu perpetrador, inconscientemente (ou não), o colocamos fora da comunidade humana; ele incorpora a figura do “outro” que, como tal, não é digno de identificação e, logo, empatia. Ou seja, esta comoção opera em chave negativa: a solidariedade com a vítima brota da negação da humanidade do algoz.

Será que o algoz é “outro” de fato? Ou criar o outro é o recurso psicológico que temos para lidar com a violência absoluta e, assim, nos abstermos de procurá-la dentro de nós mesmos? Não estou evocando uma solidariedade cristã do tipo “ame seu inimigo” a quem perpetrou tão covarde ato de violência contra civis inocentes. Estou dizendo que precisamos buscar meios de solidariedade positiva com as vítimas. E talvez, por culpa de anos de desconstrução da humanidade dessas pessoas, ela não venha pela via emocional. Talvez precisemos construir caminhos intelectuais de desenvolvimento da empatia.

Este exercício depende de uma análise um pouco mais profunda das condições somalis – sabendo que não vamos conseguir, sequer minimamente, apreender a complexidade da colcha de retalhos de descaso, imperialismo, colonialismo, racismo, diplomacia falha, crueldade institucional, ganância e hipocrisia que compõe a história recente da Somália (e da África, de forma geral). Trata-se de tentar fazer a solidariedade ultrapassar a comoção inicial para buscar ressignificar intelectual e objetivamente o jogo geopolítico que nos trouxe ao ponto em que estamos agora. Até porque, são grandes as chances de percebermos que o “bárbaro” e sua violência são menos estrangeiros do que parecem.


Por: Gabriel Rocha Gaspar Jornalista e mestre em literatura pela Sorbonne Nouvelle Paris 3
Destroços de explosão na Somália. Foto: Mohamed ABDIWAHAB / AFP

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