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Bahia

Sem foro privilegiado, Geddel Vieira Lima é preso em Salvador

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Investigações revelam que Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) agia em parceria com o ex-deputado Eduardo Cunha, preso em Curitiba pela Operação Lava Jato desde o ano passado

Charge de Simanca, demitido recentemente de A TARDE, em que satiriza o cacique Geddel, preso hoje em Salvador

Se procurássemos uma analogia no imaginário popular para definirmos a figura política de Geddel Vieira Lima, sem dúvidas, uma talvez lhe caísse tão bem como uma luva: “mais sujo do que pau de galinheiro”. Sempre confiante na impunidade, acostumado a levar a vida no “jeitinho”, Geddel Vieira viu o seu mundo cair na tarde de hoje, em Salvador. O autêntico representante da velha política, que não é debutante quando o assunto é “escândalos de corrupção”, teve seu nome nos holofotes já em 1993, isto é, há quase 25 anos, quando a moeda oficial do Brasil ainda nem era o Real. Pouco depois do governo Collor, Geddel viu o seu nome figurar na famosa lista dos “Anões do Orçamento”.

Neto e Geddel são aliados desde 2011

Em 2002, segundo matéria publicada pelo site G1, o cacique do PMDB foi chamado pelo ex-governador de Minas Gerais, Itamar Franco, de “percevejo de gabinete” (uma referência à troca de apoio político por cargos). E hoje, em 2017, olhando a sua trajetória em perspectiva, é possível claramente confirmar esse seu aspecto “vocacional”: passou por todos os governos desde 2003, inclusive o que tomou o poder de assalto, por meio de um golpe, no ano passado. E isso não apenas no plano federal: em Salvador, apoiou a pífia gestão de João Henrique, como também apoia o seu sucessor (Geddel é aliado de ACM Neto desde 2011). Por onde passou, por sua vez, Geddel não perdeu tempo e deixou o seu rastro: quando ministro da Integração Nacional, uma auditoria do TCU identificou irregularidades na liberação de verbas, que não seguia critérios técnicos. Segundo matéria publicada pelo jornal O Globo em 2010, Geddel transferiu, entre 2008 e 2009 (justamente no período da reeleição de João Henrique, seu aliado de então), quase 65% dos recursos destinados para a prevenção de tragédias para prefeituras da Bahia (sem critérios técnicos). Durante sua passagem pela vice-presidência da Caixa Econômica Federal, Geddel teria atuado para favorecer a OAS, segundo mensagens apreendidas em celular pela Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato (há conversas entre Geddel e o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro). Ainda segundo a mesma reportagem do G1, Geddel atuou também em favor da OAS quando esteve na Secretaria de Aviação Civil e junto à Prefeitura de Salvador (a matéria não informa se foi durante a gestão de ACM Neto, ou a do seu antecessor, João Henrique).

“Das compras” à prisão

Mesmo envolvido em escândalos, Geddel descia o nível e costumava bater-boca quando criticado por internautas

Em 2001, Geddel conseguiu a façanha de ser acusado de enriquecimento ilícito por ninguém mais, ninguém menos, do que Antônio Carlos Magalhães – um típico caso de um sujo falando do mal lavado – num vídeo intitulado “Geddel vai às compras”. Após virar a casaca (ele e a maioria do seu partido, PMDB), ser um dos articuladores do golpe de estado de 2016, Geddel Vieira Lima se tornou novamente ministro, desta vez do ilegítimo Michel Temer, mas não iria resistir a mais um escândalo: agora, o do “La Vue”. O cacique do PMDB da Bahia teria atuado em causa própria, aproveitando-se do cargo de ministro, ao tentar forçar a liberação de uma licença para a construção de um prédio de luxo (onde ele teria um apartamento) numa área tombada pelo Iphan. À época, acostumado com a total promiscuidade entre o público e o privado, confiante na impunidade, Geddel chegou a desdenhar: “vou sair por causa disso?”

Mas desta vez Geddel caiu foi do alto de sua soberba, já que não era mais ministro desde o ano passado. O ex-ministro de Temer foi preso por volta das 16h em Salvador e foi conduzido para a sede da Polícia Federal na Bahia, no bairro de Água de Meninos, na Cidade Baixa. Segundo as investigações da PF, Geddel teria agido em parceria com Eduardo Cunha na liberação de pelo menos R$ 1,2 bilhão em crédito da Caixa em troca de propina. O pedido de prisão preventiva acusa Geddel de atuar para impedir que o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB), preso em Curitiba, e o doleiro Lúcio Funaro, fechem acordo de delação premiada.

Geddel se junta no dia de hoje não apenas à Eduardo Cunha, mas também aos seus colegas de partido Sérgio Cabral, ex-governador do Rio, e Henrique Eduardo Alves, ex-ministro de Temer.

Com informações do G1, O Globo, UOL, BATV  

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Professores municipais deflagram greve

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Efeito da má gestão da Secretaria Municipal de Educação de Salvador, os docentes da rede municipal de ensino deflagraram greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira, 11. A categoria pede um reajuste salarial de 12,41%, já que, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), há 3 anos a categoria não recebe nenhum reajuste. Eles pedem também aumento do tíquete alimentação de 10% e melhores condições de trabalho.

De acordo com com a diretora-administrativa da APLB, Elza Melo, além dos reajustes, há também reivindicação pela mudança de nível dos docentes e a eleição de diretores.

“Há quatro anos que não acontece a mudança de nível, ou seja, o professor se especializa, se aprimora, mas continua recebendo como graduado. Os encargos estão acumulados e não há nenhuma menção de pagar”, afirmou ela, acrescentando que “entre os pedidos majoritários está também as eleições para os nossos diretores. Aqueles que ocupam os cargos agora foram por indicação e não eleitos por nós. Já tem um ano que não ocorre eleições. Isso não é democracia”.

Conforme a dirigente, houve uma rodada de negociação com a prefeitura nesta terça, 10, mas não houve acordo entre as partes. “Eles até deram uma contraproposta de 2,5% de reajuste no salário, mas não queremos isso”, afirmou.

Prefeitura se posiciona

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Educação (Smed) informou que orientou o funcionamento normal das unidades de ensino e que compreende o movimento como precipitado, já que a negociação está em andamento.

A prefeitura ainda disse que existe “proposta de aumento real para a categoria e que a valorização dos professores é uma política implementada desde o início da primeira gestão de ACM Neto. Um exemplo disso é o aumento registrado na média salarial da categoria, que passou de R$ 4.826,71 para R$ 6.431,13, representando um incremento de 33,24%”.

Conforme o órgão municipal, com a greve, 142 mil estudantes são os principais prejudicados com o movimento, além de compreender o ato como “político partidário”.

Assembleia

Ainda de acordo com Elza , a greve foi avisada aos alunos. Uma carta direcionada aos pais e estudantes foi disponibilizada no site do sindicato da categoria (confira a íntegra logo abaixo). No dia 16 de maio, os professores paralisaram as atividades por 24h.

 

matéria com informações do jornal A TARDE

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Racismo Ambiental é tema de minidoc lançado pelo Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação

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Minidoc retrata a realidade do quilombo do Quingoma, a 3km do centro de Lauro de Freitas

Dar visibilidade às vozes das populações que lutam diariamente por dignidade, justiça ambiental e enfrentam nos seus cotidianos a ausência do poder público, a discriminação da mídia tradicional e de outras instituições. Contribuir para que outras versões da história sejam difundidas para que as populações historicamente silenciadas possam ecoar seus gritos de resistência. Estes são os principais objetivos do minidoc Racismo Ambiental: um olhar a partir do Quilombo do Quingoma, lançado nas redes sociais no dia 03 de julho pelo Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação (CBCom).

Costurado pelas entrevistas de Dona Ana, liderança quilombola do Quigoma, e do geógrafo baiano Diosmar Filho, o minidoc convida para a discussão do conceito do racismo ambiental a partir da realidade do Quingoma. Localizado a 3km do centro de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, o quilombo foi reconhecido oficialmente em 2013 pela Fundação Cultural Palmares. Parte das terras se transformaram numa reserva indígena Kariri Xocó. Cerca de 600 famílias quilombolas e indígenas vivem, hoje, no Quingoma, num total de 3500 pessoas.

No minidoc, os entrevistados alertam para o processo de estratificação social que a comunidade vem passando ao longo dos anos. Dona Ana denuncia as tentativas que a população local vem sofrendo de retirada de suas terras, bem como descaso com saúde, saneamento básico, entre tantos outros setores que garantem direitos fundamentais a qualquer cidadão e cidadã. Imagens do Quilombo e das atividades realizadas por lá também compõem o minidoc que está disponível nas redes sociais do CbCom: www.instagram.com.br/cbcom.coletivo e www.facebook.com.br/cbcom2015.

Realização – A realização desse vídeo foi fruto de uma parceria com a Purpose e executado pelo CBCom – Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação, com o objetivo de ampliar o debate sobre questões ambientais a partir de coletivos de mídia livre. O vídeo foi produzido por Alex Hercog, Bruna Hercog, Everton Nova e Mirian Fonseca. Contém fotografias do Coletivo Aquilombar e trilha sonora da banda Pirombeira.

“Sabemos que essa luta pela sobrevivência dos quilombos é invisibilizada pela grande mídia, por isso é fundamental a mobilização de coletivos de comunicação para pautar esse debate e contribuir com o processo de resistência das comunidades”, afirmou Alex Hercog.

Mais sobre o tema – Infelizmente, os problemas vivenciados pelo Quingoma não é uma exclusividade desta comunidade. Por todo o Brasil, comunidades quilombolas e indígenas, assim como as populações urbanas que se espalham pelas periferias dos grandes centros urbanos vivenciam negações de direitos, injustiças ambientais e situações cotidianas de racismo ambiental. No Mapa de Conflitos envolvendo Justiça Ambiental e Saúde no Brasil

(https://www.conflitoambiental.icict.fiocruz.br/) é possível ter uma dimensão desse cenário de exclusão e discriminação. O Mapa é uma iniciativa da Fundação Osvaldo Cruz (FIOCRUZ).

A situação do Quingoma é um exemplo clássico de racismo ambiental praticado contra comunidades negras. O conceito de “racismo ambiental” vem ganhando força a partir dos anos 2000 e se aplica às políticas e ações que prejudicam o meio ambiente afetando, diretamente, comunidades e etnias mais vulneráveis a partir de seu recorte racial. Na prática, comunidades quilombolas, indígenas, terreiros e populações ribeirinhas sãos as mais afetadas por essa prática.

 

MAIS INFORMAÇÕES

 Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação (CBCom)

www.instagram.com.br/cbcom.coletivo
www.facebook.com.br/cbcom2015

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Justiça absolve Geddel do crime de obstrução de Justiça

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O juiz Vallisney de Souza, da Justiça Federal de Brasília, absolveu por falta de provas o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB-BA) da acusação de obstrução de Justiça.

Após a decisão, a defesa de Geddel divulgou uma nota (leia a íntegra ao final desta reportagem) na qual afirmou que a absolvição “estabelece a verdade e faz justiça” ao ex-ministro.

Atualmente preso em razão de outro processo, Geddel virou réu em agosto de 2017 após ter sido acusado pelo Ministério Público Federal de tentar atrapalhar investigações sobre desvios no fundo de investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS).

Em julho do ano passado, o ex-ministro da Secretaria de Governo chegou a ser preso, por decisão de Vallisney de Souza, em razão das suspeitas de que atrapalhava o andamento das investigações da Operação Cui Bono.

Entenda o caso
Segundo o Ministério Público, diante das negociações do operador financeiro Lucio Funaro para fechar acordo de delação premiada, Geddel passou a atuar para atrapalhar as negociações.

O ex-ministro do presidente Michel Temer fez, conforme o Ministério Público, contatos telefônicos com a esposa de Lúcio Funaro, Raquel Albejante Pita, na intenção de ameaçá-la.

 

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