Connect with us

Bahia

Enquanto ACM Neto ‘atrapalha’ integração do metrô Rui Costa assume responsabilidade e dá solução

Postado

em

O modelo de integração de ônibus com o metrô desenvolvido pela Prefeitura de Salvador tem sido um dos principais impasses enfrentado pelo Governo do Estado. Em entrevista durante essa semana, o governador Rui Costa, criticou o sistema de licitação adotado pela gestão municipal e anunciou a criação de uma linha própria de transporte complementar para solucionar o caso.

Ao jornal A Tarde, o governador declarou que o modelo de pagamento de outorga onerosa requerido pela Prefeitura é equivocado, acarretaria um custo alto e a população seria a maior prejudicada. Rui revelou ainda que fará uma licitação para integração das estações do metrô com os bairros próximos, em um raio de até cinco quilômetros.

Pedra no sapato –  Com a construção seguindo tranquilamente, a obra, desenvolvida pelo Governo Estadual, tem encontrado no caminho alguns percalços promovidos pela Prefeitura. Sobre a medida anunciada pelo governador para solucionar o impasse da integração, o prefeito ACM Neto, em entrevista ao site Bahia.ba se mostrou contrário e disse que para tal decisão proposta por Rui, a Prefeitura teria que encarecer a tarifa do transporte público de Salvador e isso ele não permitirá.

Essa resistência não é de agora. Logo após a inauguração das estações da Linha 2 do metrô, em maio,  20 linhas de ônibus foram retiradas de circulação do Centro Administrativo da Bahia (CAB), por decisão da gestão municipal. A Prefeitura alegou que a iniciativa partiu do Governo, mas a instância estadual confrontou dizendo que em nada teve haver com essa decisão. Além das 20 linhas municipais, a Prefeitura retirou de circulação ainda outra linha que conduzia passageiros ao CAB, conhecida popularmente como “Vermelhinho”.

O Mídia Lampião entrou em contato a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), que emitiu uma nota informando: “A Prefeitura esclarece que, para garantir a integração com a Linha 2 do metrô e a pedido do estado, os ônibus que partiam do Centro Administrativo da Bahia (CAB) somente no final do expediente das repartições públicas para alguns bairros da cidade deixaram de operar. Com isso, esses ônibus passam a reforçar o transporte público em outras localidades da cidade, sem prejuízo a quem trabalha no CAB, uma vez que a região continua sendo atendida por uma linha gratuita que faz a ligação com as estações metroviárias na Avenida Luiz Viana (Paralela). A medida veio em razão da necessidade de beneficiar o maior número de pessoas possível, em detrimento do interesse de grupos específicos, buscando resultados mais práticos e eficazes com as linhas de ônibus existentes. Além disso, atende a um pleito do governo do estado, que reivindica a redução de linhas de ônibus para maior integração com o metrô, garantindo assim a sobrevivência econômica do sistema”.

A nota é contraditória, pois as linhas que saiam do  final de linha do Centro Administrativo da Bahia (CAB) não faziam parte do itinerário do sistema metroviário. Os ônibus eram dos bairros de  Fazenda Grande; Cajazeiras 7; Periperi/Paripe; Ribeira;Barra Avenida; Mal Rondon;Boa Vista de São Caetano/Capelinha Fazenda Grande 1/2;  Mirante de Peripei, entre outros.

Além disso, a “linha gratuita que faz a ligação com as estações metroviárias” citada na nota da prefeitura foi criada pelo Governo do Estado, após a remoção das linhas que passavam pelo CAB, como forma de minimizar os danos à população. De acordo com a própria Prefeitura, no ano passado, uma média de 40 mil passageiros utilizaram os ônibus como meio de transporte público no CAB e adjacências.

Ainda no início desse mês, a construção de um viaduto do metrô foi embargada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), com a afirmativa de não ter licença ambiental. Mas, em nota divulgada nesta semana no site G1/Bahia, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) apresentou documento com a devida liberação para a obra, emitido no mês de dezembro, com validade de sete

Comentário do Facebook

Bahia

Professores municipais deflagram greve

Publicado

em

Por

Efeito da má gestão da Secretaria Municipal de Educação de Salvador, os docentes da rede municipal de ensino deflagraram greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira, 11. A categoria pede um reajuste salarial de 12,41%, já que, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), há 3 anos a categoria não recebe nenhum reajuste. Eles pedem também aumento do tíquete alimentação de 10% e melhores condições de trabalho.

De acordo com com a diretora-administrativa da APLB, Elza Melo, além dos reajustes, há também reivindicação pela mudança de nível dos docentes e a eleição de diretores.

“Há quatro anos que não acontece a mudança de nível, ou seja, o professor se especializa, se aprimora, mas continua recebendo como graduado. Os encargos estão acumulados e não há nenhuma menção de pagar”, afirmou ela, acrescentando que “entre os pedidos majoritários está também as eleições para os nossos diretores. Aqueles que ocupam os cargos agora foram por indicação e não eleitos por nós. Já tem um ano que não ocorre eleições. Isso não é democracia”.

Conforme a dirigente, houve uma rodada de negociação com a prefeitura nesta terça, 10, mas não houve acordo entre as partes. “Eles até deram uma contraproposta de 2,5% de reajuste no salário, mas não queremos isso”, afirmou.

Prefeitura se posiciona

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Educação (Smed) informou que orientou o funcionamento normal das unidades de ensino e que compreende o movimento como precipitado, já que a negociação está em andamento.

A prefeitura ainda disse que existe “proposta de aumento real para a categoria e que a valorização dos professores é uma política implementada desde o início da primeira gestão de ACM Neto. Um exemplo disso é o aumento registrado na média salarial da categoria, que passou de R$ 4.826,71 para R$ 6.431,13, representando um incremento de 33,24%”.

Conforme o órgão municipal, com a greve, 142 mil estudantes são os principais prejudicados com o movimento, além de compreender o ato como “político partidário”.

Assembleia

Ainda de acordo com Elza , a greve foi avisada aos alunos. Uma carta direcionada aos pais e estudantes foi disponibilizada no site do sindicato da categoria (confira a íntegra logo abaixo). No dia 16 de maio, os professores paralisaram as atividades por 24h.

 

matéria com informações do jornal A TARDE

Comentário do Facebook
Continue lendo

Bahia

Racismo Ambiental é tema de minidoc lançado pelo Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação

Publicado

em

Por

Minidoc retrata a realidade do quilombo do Quingoma, a 3km do centro de Lauro de Freitas

Dar visibilidade às vozes das populações que lutam diariamente por dignidade, justiça ambiental e enfrentam nos seus cotidianos a ausência do poder público, a discriminação da mídia tradicional e de outras instituições. Contribuir para que outras versões da história sejam difundidas para que as populações historicamente silenciadas possam ecoar seus gritos de resistência. Estes são os principais objetivos do minidoc Racismo Ambiental: um olhar a partir do Quilombo do Quingoma, lançado nas redes sociais no dia 03 de julho pelo Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação (CBCom).

Costurado pelas entrevistas de Dona Ana, liderança quilombola do Quigoma, e do geógrafo baiano Diosmar Filho, o minidoc convida para a discussão do conceito do racismo ambiental a partir da realidade do Quingoma. Localizado a 3km do centro de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, o quilombo foi reconhecido oficialmente em 2013 pela Fundação Cultural Palmares. Parte das terras se transformaram numa reserva indígena Kariri Xocó. Cerca de 600 famílias quilombolas e indígenas vivem, hoje, no Quingoma, num total de 3500 pessoas.

No minidoc, os entrevistados alertam para o processo de estratificação social que a comunidade vem passando ao longo dos anos. Dona Ana denuncia as tentativas que a população local vem sofrendo de retirada de suas terras, bem como descaso com saúde, saneamento básico, entre tantos outros setores que garantem direitos fundamentais a qualquer cidadão e cidadã. Imagens do Quilombo e das atividades realizadas por lá também compõem o minidoc que está disponível nas redes sociais do CbCom: www.instagram.com.br/cbcom.coletivo e www.facebook.com.br/cbcom2015.

Realização – A realização desse vídeo foi fruto de uma parceria com a Purpose e executado pelo CBCom – Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação, com o objetivo de ampliar o debate sobre questões ambientais a partir de coletivos de mídia livre. O vídeo foi produzido por Alex Hercog, Bruna Hercog, Everton Nova e Mirian Fonseca. Contém fotografias do Coletivo Aquilombar e trilha sonora da banda Pirombeira.

“Sabemos que essa luta pela sobrevivência dos quilombos é invisibilizada pela grande mídia, por isso é fundamental a mobilização de coletivos de comunicação para pautar esse debate e contribuir com o processo de resistência das comunidades”, afirmou Alex Hercog.

Mais sobre o tema – Infelizmente, os problemas vivenciados pelo Quingoma não é uma exclusividade desta comunidade. Por todo o Brasil, comunidades quilombolas e indígenas, assim como as populações urbanas que se espalham pelas periferias dos grandes centros urbanos vivenciam negações de direitos, injustiças ambientais e situações cotidianas de racismo ambiental. No Mapa de Conflitos envolvendo Justiça Ambiental e Saúde no Brasil

(https://www.conflitoambiental.icict.fiocruz.br/) é possível ter uma dimensão desse cenário de exclusão e discriminação. O Mapa é uma iniciativa da Fundação Osvaldo Cruz (FIOCRUZ).

A situação do Quingoma é um exemplo clássico de racismo ambiental praticado contra comunidades negras. O conceito de “racismo ambiental” vem ganhando força a partir dos anos 2000 e se aplica às políticas e ações que prejudicam o meio ambiente afetando, diretamente, comunidades e etnias mais vulneráveis a partir de seu recorte racial. Na prática, comunidades quilombolas, indígenas, terreiros e populações ribeirinhas sãos as mais afetadas por essa prática.

 

MAIS INFORMAÇÕES

 Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação (CBCom)

www.instagram.com.br/cbcom.coletivo
www.facebook.com.br/cbcom2015

Comentário do Facebook
Continue lendo

Bahia

Justiça absolve Geddel do crime de obstrução de Justiça

Publicado

em

O juiz Vallisney de Souza, da Justiça Federal de Brasília, absolveu por falta de provas o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB-BA) da acusação de obstrução de Justiça.

Após a decisão, a defesa de Geddel divulgou uma nota (leia a íntegra ao final desta reportagem) na qual afirmou que a absolvição “estabelece a verdade e faz justiça” ao ex-ministro.

Atualmente preso em razão de outro processo, Geddel virou réu em agosto de 2017 após ter sido acusado pelo Ministério Público Federal de tentar atrapalhar investigações sobre desvios no fundo de investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS).

Em julho do ano passado, o ex-ministro da Secretaria de Governo chegou a ser preso, por decisão de Vallisney de Souza, em razão das suspeitas de que atrapalhava o andamento das investigações da Operação Cui Bono.

Entenda o caso
Segundo o Ministério Público, diante das negociações do operador financeiro Lucio Funaro para fechar acordo de delação premiada, Geddel passou a atuar para atrapalhar as negociações.

O ex-ministro do presidente Michel Temer fez, conforme o Ministério Público, contatos telefônicos com a esposa de Lúcio Funaro, Raquel Albejante Pita, na intenção de ameaçá-la.

 

Comentário do Facebook
Continue lendo

TV Lampião

Facebook

Mais acessados