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HÁ 50 ANOS, ACM CHEGAVA AO PODER PELAS MÃOS DA DITADURA

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Há exatos 50 anos, após o golpe que derrubou o presidente João Goulart, o regime militar (1964-1985) indicaria a figura de Antônio Carlos Magalhães, o ACM, para o posto de prefeito de Salvador. Satisfeitos com o “bom serviço” (leia-se: total servidão aos militares), o bajulador ACM seria “promovido”, mais uma vez sem um único voto, à governador do estado (1971-1975) e, após a gestão de Roberto Santos (filho do ex-reitor da UFBA,  Edgar Santos), que não lhe era simpático, volta ao cargo de governador novamente sem voto (1979-1983); durante a gestão de Roberto Santos, o regime militar o acomodaria na presidência da Eletrobrás. 

NOVO GOLPECom o fim do regime em 1985, ACM, ciente da nova realidade e de que dificilmente teria votos para se eleger, percebendo a importância cada vez maior dos meios de comunicação na formação da opinião pública, se impõe ao cargo de Ministro das Comunicações (uma situação complicada para o novo governo de Tancredo Neves, haja vista ACM ter sido um dos maiores sustentadores do regime que havia acabado de cair). É daí que o “Malvadeza” (pseudônimo dado pelos opositores por suas práticas) outorga para si mesmo a TV Bahia e mais dezenas e mais dezenas de concessões de emissoras de rádio e TV são distribuídas a amigos e laranjas. Sob as novas condições e com a máquina da propaganda nas mãos, conseguiria se eleger pela primeira vez governador em 1991, dando início ao segundo ciclo do poderio do que sem exagero pode se chamar oligarquia Magalhães.

ABAIXO, reproduzimos uma pequena resenha inédita do livro “Dom Carlos Corleone”, cujo título é inspirado na máfia italiana, de autoria do jornalista Francisco Alexandria, morto em 2003 em circunstâncias não suficientemente esclarecidas.

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Capa do livro “Dom Carlos Corleone”, biografia não-autorizada de ACM

O perigoso reencanto

Foi a próprio soldo que o jornalista Francisco Alexandria publicou, em 2003, a segunda edição de sua biografia sobre a figura que por quase meio século esteve ao leme do poder na Bahia, a qual denominou de Dom Carlos Corleone. O fato de sua morte ter se dado meses depois da segunda e última edição do seu trabalho, mesmo após ter sido espancado em frente à sua residência um ano antes, dois meses depois de ter lançado a primeira edição, estranhamente não suscitou o devido debate sobre as circunstâncias de sua morte, já que o escritor faz em seu livro denúncias escabrosas sobre o biografado.

Uma das razões para tal repercussão ter sido praticamente nula – há duas indicações de Moção de Pesar pelos então deputados estaduais, Lídice da Mata e Álvaro Gomes – talvez esteja ligada ao fato de o seu trabalho não ser – ainda – amplamente conhecido (embora tivesse a sua primeira edição rapidamente esgotada). E, de antemão, é isso que, principalmente as novas gerações, precisam conhecer: a tortuosa trajetória de Antônio Carlos Magalhães, o ACM.

O elenco de denúncias de Alexandria é estarrecedor. É como se o leitor que ouvira falar em algum momento de sua vida na palavra “desmandos” tivesse diante de si fartos e mais fartos exemplos ao que a expressão se referencia. A morte do médico Juca Valente, após este terminar o casamento com sua filha, descrita – sem exagero – como uma trama a inspirar um filme de horror, só não é mais escabrosa do que a nomeação do juiz que fizera fortuna, Jatahy Fonseca, para membro do Tribunal de Justiça, depois da aceitação por este da tese de suicídio de Juca (ou seja, ACM “combinou” com o juiz a sentença e o “retribuiu” com uma nomeação ao TJ-BA). O mesmo critério assombroso da recompensa – e que ilustra, uma vez mais, desmando que beira ao escárnio – foi utilizado na promoção da delegada Kátia Alves à secretária de Segurança Pública por ela ter frustrado, por acaso, a ação de um ladrão no prédio onde residia ACM (Como prova de que não há novidade na gestão do seu neto em Salvador, o atual prefeito a nomeou para o comando da importante empresa municipal de limpeza, ignorando todo o seu passado). A ex-presidente da Limpurb é a mesma que iria se notabilizar por manter uma central de grampos telefônicos em plena sede da Secretaria de Segurança Pública – uma espécie de réplica do que fez o ex-senador quando do escândalo da violação do Painel do Senado (ACM renunciou ao mandato de senador para fugir da cassação). O acordo seguido da nomeação do seu “ex-genro”, Aloísio Batista, para o estratégico posto de desembargador do Tribunal de Justiça, e em seguida para a presidência do também estratégico cargo de presidente do TRE (em 2003, o Tribunal Superior Eleitoral descobrira títulos falsos em Camaçari), é apenas mais uma entre outras graves demonstrações do controle quase absoluto que o Executivo – na figura de ACM e dos seus asseclas – tinha sobre o Judiciário, pelo menos até 2002. Tal fato também revela de que modo ACM possuía um poder quase que imbatível e inquestionável no estado, pelo menos em torno dos poderes instituídos.

Lendo as páginas de Dom Carlos Corleone – o autor foi buscar inspiração na máfia italiana para retratar a trajetória do seu biografado – o leitor tomará ciência de que ética e moralidade são quase heresias no grupo que se constituíra em torno do ex-senador e que viria a se chamar “carlismo”. A sua morte por si mesma não indica que os seus ex-colaboradores, como Kátia Alves, que hoje buscam se credenciar capitaneados pelo neto do ex-senador como alternativa política, tenham automaticamente se regenerado. Aliás, o chilique do prefeito ao dizer que não liberará mais os alvarás para as obras do metrô, a postura agressiva da Guarda Municipal e o terrorismo, com a criação de um estado de medo, da Transalvador, que reboca carros e mais carros a todo instante, são apenas uma mostra de que os desmandos e o autoritarismo do velho carlismo continuam muito vivos no atual representante da oligarquia Magalhães, ACM Neto. Isso para não falar da concessão das obras do Hospital Municipal e da gestão da Estação da Lapa à pessoas de sua família, dando prova de que nem mesmo a nova postura do Ministério Público (cuja a Operação Lava Jato é emblemática) em relação aos crimes de corrupção intimida os oligarcas (nas delações da Odebrecht, o delator André Vital disse que o apelido de ACM Neto (DEM-BA) na lista da empresa era “Anão”, bem como afirmou que houve irregularidades na licitação da reforma da orla da Barra, que custou R$ 58 milhões; André disse que pagou R$ 1,8 milhão a título de caixa 2 à ACM Neto na eleição de 2012, e a denúncia foi encaminhada pelo ministro do STF, Edson Fachin, para o TRF-1, que decidirá se abrirá inquérito contra o atual prefeito ou não).

A Bahia e o Brasil precisam andar para frente, buscar o novo, sem deixar iludir-se com um novo que nada mais é do que uma nova forma do passado. E para libertar-se em definitivo dessas ilusões em muito ajuda a leitura de Dom Carlos Corleone, para que, inclusive, tenha-se conhecimento de como a família Magalhães e o seu séquito fizeram fortuna (diga-se de passagem, uma contradição que ACM Neto prefere não perceber entre o seu discurso ferrenho da meritocracia e a sua condição de herdeiro). O leitor será outro após passar por tais páginas!

O livro de Francisco de Alexandria, ex-repórter da Tribuna da Bahia, pode ser encontrado em sebos ou no site da Estante Virtual pelo seguinte link: https://www.estantevirtual.com.br/b/francisco-alexandria/dom-carlos-corleone/1471042355

 

Abaixo, vídeo em que ACM, vendo a iminente vitória de Waldir Pires, na eleição de 1986, agride repórter da TV Itapoan, fazendo jus ao pseudônimo de “Toninho Malvadeza”.

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Bahia

Obra do BRT de Salvador vai derrubar centenas de árvores e população

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Corredor de ônibus na capital baiana gera polêmica ao prever o sacrifício de 579 árvores, muitas delas centenárias, próximo às avenidas Juracy Magalhães Jr. e ACM

A implantação do BRT de Salvador voltou a ser criticada por parte da população, técnicos ambientais e urbanísticos. Iniciada no dia 29 de março, a obra deve sacrificar 579 árvores entre as avenidas Juracy Magalhães Jr. e ACM, de acordo com um levantamento feito pelo grupo Salvador Sobre Trilhos. 

Pelas redes sociais circula um abaixo-assinado que, até o final da manhã da última segunda-feira (2), havia coletado mais de 13,5 mil assinaturas, pedindo que os vegetais sejam preservados ao longo do trajeto do BRT que pretende ligar a Rodoviária à Estação da Lapa. A petição reclama ainda que a obra vai “tapar os rios” Lucaia e Camarajipe.

A Prefeitura esclareceu por meio de nota que, durante a implantação do primeiro trecho do BRT, que irá ligar a região do Parque da Cidade à estação de integração do metrô na área da rodoviária e Shopping da Bahia, serão retiradas 9 árvores que estão mortas, 15 precisão ser podadas, 154 suprimidas e 159 transplantadas. Em função da retirada dos vegetais, haverá uma compensação com o plantio, durante dois anos, de 2 mil mudas de árvores exóticas e nativas da Mata Atlântica, com altura de 2,5 m e diâmetro de, no mínimo, 8 centímetros.

Essa compensação será feita pelo Consórcio BRT, que irá ainda executar o projeto paisagístico para o trecho, com monitoramento da Prefeitura. As árvores transplantadas e plantadas terão como destino o Parque da Cidade e vias urbanas da cidade, o que será definido pela Secretaria Municipal de Cidade Sustentável e Inovação (Secis).

 

Críticas ao projeto

“O metrô já cumpre a função de transportar da Estação da Lapa à Estação Rodoviária. O projeto destrói a natureza e acrescenta muito cimento, deixando tudo muito feio. A alternativa que atende perfeitamente à necessidade é a utilização das vias e dos ônibus já existentes, em faixas exclusivas de ônibus com monitoramento eletrônico total pelo sistema BHLS. O custo seria consideravelmente inferior, preservando assim as 579 árvores e os rios tão necessários para a natureza da cidade de Salvador”, defende o texto do abaixo-assinado.

Em entrevista à Tribuna da Bahia, o coordenador do S.O.S Vale Encantado, Virgílio Machado, comentou sobre a análise de um arquiteto que define o sistema BRT como ultrapassado, havendo outras possibilidades como o VLT, uma rede de veículos leves sobre trilhos, que causaria menos danos ao meio ambiente. Ele também comentou a gravidade de retirar árvores centenárias da Juracy Magalhães, considerada uma das avenidas mais arborizadas da cidade.

“São muitas árvores grandes, frondosas. É muito difícil compensar isso para a cidade. A questão dos rios também é muito grave. Apesar de ser muito importante o plantio de novas árvores, elas demoram muito para alcançar um estágio de desenvolvimento. Salvador tem um déficit grande de árvores. Está entre a que tem o menor número por habitantes, dentre as cidades brasileiras”, avaliou.

Para ele, falta mais diálogo entre o poder público e a sociedade civil, de modo a debater as políticas públicas abertamente, se apropriando de estudos de “especialistas que doam seu tempo para fazer análise técnicas por amor à cidade”.

“Não se aproveitam dos institutos de arquitetos, engenheiros, biólogos. Das instituições que produzem conhecimento científico e trazem melhores práticas. Tanto a prefeitura quanto o governo do Estado se fecham e decidem a quatro paredes o que é melhor para a cidade. Obviamente a gente quer uma mobilidade melhor, mas o melhor para cidade é criar consensos. Uma pena que vemos um montante de obras, mas não conseguimos enxergar proposta clara de melhora no urbanismo e na proteção dos recursos naturais.

Já em junho de 2017, o movimento Salvador Sobre Trilhos publicava um artigo (clique aqui para ver), baseado em informações do Ministério das Cidades e da Prefeitura de Salvador, questionando o projeto do BRT Lapa-Rodoviária do Iguatemi, e apontando os altos custos do investimento e os graves impactos ambientais da obra. 

Preservar a natureza

O ambientalista Alberto Peixoto também lamenta a derrubada dos vegetais e faz uma forte crítica à preservação do meio ambiente em toda a cidade. “As ruas estão perdendo o verde. Sabemos que o sistema de transporte é caótico, mas a grande discussão não é a necessidade de fazer. É como fazer, onde vai fazer. É preciso pensar a cidade com responsabilidade, sentar e conversar. Não deve ser uma medida que venha de cima para baixo”, afirmou.

Especialista de Planejamento Urbano e Gestão de Cidades, Hendrik Aquino lembrou, em entrevista à Tribuna, que toda ação humana gera impactos ao meio ambiente e que estudos de impactos são fundamentais, antes e durante a elaboração dos projetos, avaliando o grau de riscos, viabilidades e até revelando melhores soluções.

“Gestores e legisladores não deveriam pensar a cidade de maneira fragmentada, pois muitas vezes uma solução aparentemente muito boa para determinada área, pode trazer danos irreversíveis a outras. Acreditar na melhora da mobilidade, desprezando o meio ambiente, por exemplo, é uma visão imediatista. Os prejuízos a curto, médio e longo prazo, causados pela substituição da fauna e da flora por concreto e aço, refletem diretamente na qualidade de vida”, alertou.

De acordo com Hendrik, “o tamponamento e canalização de rios é também algo que precisa ser revisto, uma vez que abre espaço para maior ocupação com concreto e aço, tornando, aos poucos o ambiente desagradável”. Ele aproveitou ainda para fazer um pedido: “A divulgação dos estudos de impacto poderiam esclarecer muitas dúvidas e, neste sentido, aproveito a oportunidade para solicitá-los a Prefeitura Municipal de Salvador”, finaliza.

 

Matéria: www.mobilize.org.br

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MOVIMENTOS E ORGANIZAÇÕES POPULARES OCUPAM REDE BAHIA EM SALVADOR

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Na manhã desta terça-feira, 17 de abril de 2018, após dois anos do golpe midiático-parlamentar e jurídico que realizou o impeachment da Presidenta Dilma, eleita democraticamente, movimentos populares ocupam a sede da Rede Bahia, filiada a Rede Globo, em Salvador. O ato foi organizado pela Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo e faz parte do dia nacional de lutas em “Defesa da democracia e pela liberdade de Lula”.

Além da agenda entreguista e anti-popular realizada pelo congresso e pelo governo Temer nesse período, este ano houve o aprofundamento do golpe com a condenação e prisão política e injusta do ex-Presidente Lula.

A Rede Globo teve papel importante na articulação desse golpe, na manipulação da informação, e estamos nas ruas para denunciar que a GLOBO É GOLPISTA e NÃO REPRESENTA O POVO BRASILEIRO!

Convocamos todos e todas que lutam contra o Golpe no Brasil que venham imediatamente para a Rede Bahia

#GloboGolpista #LulaLivre #LulavaleaLuta

Frente Brasil Popular

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Bahia

Chegou a hora de ocupar ruas, praças, escolas, casas e as redes contra prisão de Lula

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Por Lino Filho, jornalista 

Mais do que nunca é hora de ocupar as ruas, as praças, as escolas, as casas, as redes, os bares, as pontes, estradas e qualquer espaço que seja possível e necessário protestar contra a prisão injusta de Lula.

É tempo de denunciar o fechamento do golpe parlamentar que iniciou com o impeachment descabido da presidenta Dilma, primeira mulher a ocupar a cadeira presidencial. Uma mulher eleita democraticamente que teve seu segundo governo prejudicado pela direita corrupta, medíocre e sorrateira.

Prender Lula fecha o golpe, porque tenta impedir de maneira calculada que ele dispute as eleições este ano. Sem isso, seria um golpe sem sentido. Lula lidera as pesquisas mesmo com todos esses ataques que não se iniciaram agora, seguem este líder popular desde que ele atuava no sindicato.

O golpe representa essencialmente a tentativa de controlar a democracia e a vontade da maioria da população. Querem calar a voz e seguir retirando os direitos dos mais pobres. Esse discurso de combate à corrupção mostrou-se que é pura fachada, pois a classe média e a elite branca que bate panela para o Lula, se calou diante das provas REAIS contra Temer, Aécio Neves, e tantos outros. O problema para eles é somente o Lula.

Este é um golpe que entregou o pré-sal, que trouxe uma deforma trabalhista, que quer mudar a previdência, que tentou mudar as regras de fiscalização do trabalho escravo, que congelou por 20 anos os investimentos em saúde, educação e assistência social, sem contar a retirada de tantos diretos em tão pouco tempo, jogando a população pobre de volta aos séculos passados.

Vamos ocupar as ruas, fazer o debate, mas denunciar tudo isso, além de dar nome aos responsáveis. Em primeiro lugar Temer e seus apoiadores (aqui na Bahia além dos deputados que o apoiaram, não se esqueça de Geddel, ACM Neto, José Ronaldo) que aceitaram fazer o papel sujo.

Em segundo lugar a mídia corrupta, muitas vezes pertencente a esses políticos como é o caso da rede Bahia, da família ACM. Mas é preciso denunciar as organizações Globo, a Veja, a Isto É, a Folha de São Paulo, o Estadão, a Record, além de todos que reproduzem com parcialidade o discurso de ódio e a criminalização da esquerda e dos movimentos sociais. Essa mídia que faz um jornalismo asqueroso.

Em terceiro lugar é preciso denunciar o acordão “com Supremo e tudo”. Denunciar os setores do judiciário e do Ministério Público que parecem estar a serviço dos Estados Unidos. O mesmo país que grampeou a presidenta Dilma. Aqui temos uma justiça que importa a legislação de outros países a serviço do capital estradeiro. Sérgio Moro é a representação disso, atuando com escutas ilegais, se posicionando fora dos processos e dirigindo com a Globo os capítulos diários das operações, sem preservar a imagem ou mesmo os direitos garantidos pela Constituição. Um juiz que se mostrou íntimo de uma figura como Aécio, cheio de segredinhos.

É hora de defender a democracia, companheiras e companheiros. Temos muita luta pela frente. Não se constrói um país justo sem luta e dedicação, ainda mais quando a elite se sente dona não só das riquezas, mas também do território político, das mentes e corpos das pessoas.

 

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