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Bahia

Centro da produção industrial, Camaçari vai parar nesta sexta

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Marcell Benedek

Centro da produção industrial na Bahia, a cidade de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, vai ser um dos palcos no dia de amanhã de uma das mais promissoras greves gerais da história recente do Brasil. Segundo levantamento da TV Folha, a maior greve geral realizada no Brasil ocorreu durante o governo Sarney, em 1989. Há exatos 100 anos, ocorria a primeira greve geral em terras brasileiras, que evoluiria para uma greve de caráter insurrecional com grande guerra de rua entre trabalhadores e forças repressoras. Era 1917 e o mundo acompanhava com curiosa expectativa os desdobramentos daquela que seria a maior revolução de trabalhadores da história mundial: a revolução russa liderada por Lenin.

Seria dessas primeiras manifestações de caráter radicalizado que estouraram no Brasil que os trabalhadores iriam começar a obter suas primeiras conquistas. Da regulamentação da jornada de trabalho ao salário mínimo (abaixo do qual ninguém poderia ganhar), do direito à aposentadoria ao direito a férias remuneradas, 13º salário, dentre outros, muitos combates entre trabalhadores e patrões foram travados. Hoje, cem anos depois, a consagração do conjunto dessas conquistas na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) sofre o mais grave ataque desde a sua promulgação, em 1943. A cereja do bolo é a proposta que estabelece que o “acordado” entre as partes prevalece sobre o legislado (a CLT). Ora, como todos sabem que essas relações nunca se dão num terreno de igualdade (“ou o trabalhador aceita as condições, ou a vaga é destinada a outro”), se for instituída, tal proposta praticamente sacramenta o fim da CLT. Junto com a terceirização total e irrestrita, será um caos para os trabalhadores! A Reforma da Previdência, que eleva a idade mínima da aposentadoria para 65 anos, termina de aniquilar todas as conquistas históricas obtidas com muito sacrifício ao longo de anos pelo conjunto da classe trabalhadora.

A greve geral de amanhã, portanto, poderá ser o primeiro recado ao governo golpista e ilegítimo de Michel Temer e seus aliados, tal como o prefeito de Salvador, ACM Neto. Diversas categorias nas mais diversas áreas já anunciaram adesão ao movimento paredista: no âmbito da produção, indústria petroleira, química, metalúrgicos, construção civil; nos transportes, rodoviários, condutores, trens, metrô; comércio, serviços (correios, profissionais da saúde), educação, bancos, serviços da administração pública federal, estaduais e municipais, imprensa, todas as categorias que fazem todas essas áreas funcionar, irão cruzar os braços a partir da meia-noite desta sexta, 28.

 

Se você também é trabalhador, não deixe de participar!

 

Além de Camaçari, em Salvador, os protestos ocorrerão às 7h da manhã no Iguatemi e a partir das 15h no Campo Grande. Às 19h, haverá um ato final no tradicional bairro do Rio Vermelho.

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Bahia

Supremo Tribunal de Justiça nega a federalização do julgamento da ‘Chacina do Cabula’

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou ontem (28) o pedido do Ministério Público Federal (MPF) para federalizar as investigações sobre a operação da Polícia Militar (PM) que resultou na morte de 12 pessoas e deixou seis feridos, conhecida como a Chacina do Cabula, ocorrida em fevereiro de 2015, em Salvador.

Ao analisar a questão, a Terceira Seção do tribunal entendeu não que foram cumpridos os requisitos processuais para aceitação do pedido de deslocamento de competência e que não foram encontradas evidências de que a Justiça estadual não julga o caso com imparcialidade.

Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/Bahia, Jerônimo Mesquita, a federalização acontece quando existem graves violações de direitos humanos como aconteceram na  ‘Chacina do Cabula’. “Seria melhor se fosse ponto federal, pois o Estado Federal é mais isento, o Tribunal fica em Brasília, menos próximo das paixões locais. A pressão que se pode exercer sobre a Justiça é menor sendo federal. Vamos continuar acompanhando e continuar batalhando para que a justiça seja feita”, afirma.

Confira a matéria completa do BA TV

 

Com informações da Agência Brasil e BA TV.

 

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Bahia

Opinião: Senhor presidente

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Senhor presidente,

Foi a ousadia do plano, meu chapa! Foi a audácia. Foi a coragem de contrapor a história. Foi um querer reposicionador de governantes e governados. Foi o sonho. Não foi crime.

Não se precisa de crime quando a sentença já se é dada ao nascituro. Não precisa de crime quando o juiz é um promotor de acusação. Não precisa de crime se a imparcialidade judicial é o que orienta a decisão, Presidente.

Presidente, ninguém o afastará da história da gente. Pai da segunda abolição da escravatura brasileira. Patrono dos primeiros empobrecidos nas universidades; lembrador dos esquecidos do Brasil. Levanta!

Levanta a vista ainda que somente veja as paredes que o cerca. Escreva durante a insônia e se tiver vontade chore. Não pelo lugar que está, mas pelo lugar que transformou.

Regozije pelo povo que não morre mais de sede, pelas crianças com alimentação saudável, pelo pleno emprego, pelas famílias com casas e, acima de tudo, pela autoestima levantada deste povo, presidente!

A história do Brasil foi recontada. A maldade desta “gentes” não suplantará nosso amor. Continuaremos a amar e a respeita-lo. Sabemos de onde viemos e para onde queremos ir, presidente.
Se a primavera não chega agora a gente planta as flores e vamos regrando com as águas que inundam as mentes de quem sonha e luta. Ela haverá de chegar!
Senhor presidente, sigamos!

Jocivaldo dos Anjos. 24/11/2019

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Bahia

Espetáculo “Ô Inho… E Eu?” aborda a violência contra mulher em diversos extratos sociais

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A peça teatral trata também da auto estima feminina e o silenciamento sofrido pelas mulheres no dia a dia. Entrada é gratuita

 

O espetáculo Ô Inho… E eu?, que tem como base a violência contra a mulher no planeta, será apresentado no próximo dia 23, às 19 horas, no Centro de Estudos dos Povos Afro-Índio-Americanos – CEPAIA Cultural. O centro está localizado na Rua do Passo, 4, Santo Antônio Além do Carmo e a entrada é gratuita.

“Ô Inho… e eu?” tem o objetivo de refletir a opressão que silencia metade das mulheres agredidas

A proposta é uma reflexão sobre a manifestação de relações de poder historicamente desiguais entre homens e mulheres que conduziram a dominação à discriminação e impedem, até hoje, o pleno avanço das mulheres, um fato cotidiano em todo o mundo.

O nome da peça é um questionamento que mulheres de diversos extratos sociais em situações diversas fazem a si mesmo, ao verem questionadas suas opções, sentimentos e conflitos. “Ô Inho… e eu?” tem o objetivo de refletir a opressão que silencia metade das mulheres agredidas, que, segundo estatísticas, não denunciam ou pedem ajuda. A peça discute também a auto-estima e a valorização feminina.

O espetáculo integra a programação do Novembro Negro, promovido pela UNEB, através do Centro de Estudos dos Povos Afro-Índio-Americanos – CEPAIA- Cultural e do Projeto Universidade Para Todos – UPT. O tema central de 2018 é “Reconhecimento e Educação para Igualdade”, seguindo a Década Internacional do Afrodescendente da Organização das Nações Unidas – ONU.

Durante todo o mês serão promovidas atividades de teatro, poesia, artes visuais, capoeira, fotografia e cinema.Em todos os eventos haverá debates e discussões sobre a questão da igualdade racial.

SERVIÇO

O quê: Espetáculo: Ô Inho… e eu?

Quando: 23 de novembro, às 19 horas

Onde: Rua do Passo, 4 – Santo Antônio Além do Carmo, em frente à Igreja do Carmo (Instituto Estive Biko)

Direção: Rafael Manga

Elenco: Alan Luís, Diane Rebouças, Lívia Ferreira ,Marcelo Teixeira, Marisa Andrade, Silvânia, Rita Santiago

Mais informações: 71 99242-1505

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