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Chapa-branca, TV Bahia esconde transtornos da chuva em telejornal

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O império da comunicação dos Magalhães na Bahia

O império da comunicação dos Magalhães na Bahia

De propriedade da família do prefeito ACM Neto, TV Bahia evitou noticiar mais uma manhã de caos em Salvador

Anna Toller

 

Salvador teve mais uma manhã de fortes chuvas nesta segunda-feira, dia 3. E, como já é rotina, bastou alguns minutos para as cenas da última quinta-feira (30) se repetirem: casas invadidas pela água, famílias desesperadas, canais de água transbordando e submergindo ruas inteiras em bairros da periferia, avenidas com grande circulação de veículos completamente alagadas. Todo esse cenário de caos, no entanto, foi praticamente ignorado no mesmo momento em que ocorria pelo telejornal Bahia Meio-dia, da TV Bahia. Enquanto a água caía forte do lado de fora dos estúdios da emissora, que fica no bairro da Federação, em Salvador, o prato principal do jornal era os estragos da chuva…. mas duma chuva a centenas de quilômetros dali, mais precisamente no município de Lajedinho.

Enquanto as concorrentes se desdobravam para mostrar todo o caos enfrentado pelos moradores na alagada Avenida San Martin, casas inundadas no bairro da Calçada, ou mesmo os imensos transtornos que moradores tiveram que enfrentar em Cajazeiras, os apresentadores Fernando Sodake e Silvana Freire mostravam notória indignação para os estragos da chuva numa cidade situada a 350 quilômetros de Salvador, Lajedinho – um pacato município na região da Chapada Diamantina onde não se contam, segundo o censo do IBGE (2010), 4 mil pessoas! Sodake e Silvana puxariam a orelha da Conder (órgão do Governo do Estado) pelo atraso das obras do canal e da Superintendência da Caixa, já que as casas do Minha Casa, Minha Vida, prontas, não teriam sido entregues aos moradores. Uma reivindicação justa, não fosse o fato de, a menos de 10 quilômetros dali, os moradores da Calçada estarem em situação semelhante ou pior, com água na altura dos joelhos e com canecos e pequenos baldes nas mãos, expulsando a água que invadira suas casas tal como se expulsa duma canoa furada.

 

Monopólio e controle da informação

Embora diga que não, a tímida cobertura das chuvas pela TV Bahia tem uma razão: proteger a imagem do prefeito da cidade, ACM Neto. Há 32 anos, o patriarca político da família, ACM, ao ocupar a cadeira principal do Ministério das Comunicações, não deixou passar a oportunidade e saiu distribuindo concessões de rádios e televisão a amigos, políticos e para ele próprio (seja pondo os veículos no nome dos filhos ou de laranjas). Aliás, ele não teria ido para ali à toa. Como o regime militar chegava ao fim, ACM precisava de uma nova estratégia para continuar (e perpetuar-se) no poder (junto com sua família). E essa estratégia tinha um nome: a televisão. Foi assim que, em 1985, nascia a TV Bahia – e, mais tarde, as suas coirmãs nas cidades estratégicas do estado.

Mas não são de hoje, e está longe de ser a primeira vez, as manipulações da emissora que passou dos 30, mas que tenta ficar em forma se ‘antenando’ com o público mais jovem. Em 2003, quando Antônio Imbassahy, então aliado de ACM, era prefeito e estourou a ‘Revolta do Buzú’, por diversas vezes a emissora dos Magalhães foi escorraçada das manifestações por seus telejornais deturparem os fatos sempre pondo os estudantes, que exigiam a revogação do aumento da tarifa, como causadores do caos. Era uma partida de um time só, já que o inepto Imbassahy (o autor do decreto) era cuidadosamente escondido dos noticiários.

Hoje, com a internet, os smarthphones, para não cair em total descrédito, a emissora precisa pensar duas vezes antes de pura e simplesmente manipular. Mas há momentos em que isso não é possível, como foi no dia de hoje. O cano rebentou de novo e a TV Bahia teve que abrir o guarda-chuva. Mas abriu para evitar que os respingos de lama sujassem a imagem de um dos seus acionistas, o atual prefeito ACM Neto. Salvou o prefeito, afogou o jornalismo!

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Professores municipais deflagram greve

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Efeito da má gestão da Secretaria Municipal de Educação de Salvador, os docentes da rede municipal de ensino deflagraram greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira, 11. A categoria pede um reajuste salarial de 12,41%, já que, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), há 3 anos a categoria não recebe nenhum reajuste. Eles pedem também aumento do tíquete alimentação de 10% e melhores condições de trabalho.

De acordo com com a diretora-administrativa da APLB, Elza Melo, além dos reajustes, há também reivindicação pela mudança de nível dos docentes e a eleição de diretores.

“Há quatro anos que não acontece a mudança de nível, ou seja, o professor se especializa, se aprimora, mas continua recebendo como graduado. Os encargos estão acumulados e não há nenhuma menção de pagar”, afirmou ela, acrescentando que “entre os pedidos majoritários está também as eleições para os nossos diretores. Aqueles que ocupam os cargos agora foram por indicação e não eleitos por nós. Já tem um ano que não ocorre eleições. Isso não é democracia”.

Conforme a dirigente, houve uma rodada de negociação com a prefeitura nesta terça, 10, mas não houve acordo entre as partes. “Eles até deram uma contraproposta de 2,5% de reajuste no salário, mas não queremos isso”, afirmou.

Prefeitura se posiciona

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Educação (Smed) informou que orientou o funcionamento normal das unidades de ensino e que compreende o movimento como precipitado, já que a negociação está em andamento.

A prefeitura ainda disse que existe “proposta de aumento real para a categoria e que a valorização dos professores é uma política implementada desde o início da primeira gestão de ACM Neto. Um exemplo disso é o aumento registrado na média salarial da categoria, que passou de R$ 4.826,71 para R$ 6.431,13, representando um incremento de 33,24%”.

Conforme o órgão municipal, com a greve, 142 mil estudantes são os principais prejudicados com o movimento, além de compreender o ato como “político partidário”.

Assembleia

Ainda de acordo com Elza , a greve foi avisada aos alunos. Uma carta direcionada aos pais e estudantes foi disponibilizada no site do sindicato da categoria (confira a íntegra logo abaixo). No dia 16 de maio, os professores paralisaram as atividades por 24h.

 

matéria com informações do jornal A TARDE

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Racismo Ambiental é tema de minidoc lançado pelo Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação

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Minidoc retrata a realidade do quilombo do Quingoma, a 3km do centro de Lauro de Freitas

Dar visibilidade às vozes das populações que lutam diariamente por dignidade, justiça ambiental e enfrentam nos seus cotidianos a ausência do poder público, a discriminação da mídia tradicional e de outras instituições. Contribuir para que outras versões da história sejam difundidas para que as populações historicamente silenciadas possam ecoar seus gritos de resistência. Estes são os principais objetivos do minidoc Racismo Ambiental: um olhar a partir do Quilombo do Quingoma, lançado nas redes sociais no dia 03 de julho pelo Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação (CBCom).

Costurado pelas entrevistas de Dona Ana, liderança quilombola do Quigoma, e do geógrafo baiano Diosmar Filho, o minidoc convida para a discussão do conceito do racismo ambiental a partir da realidade do Quingoma. Localizado a 3km do centro de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, o quilombo foi reconhecido oficialmente em 2013 pela Fundação Cultural Palmares. Parte das terras se transformaram numa reserva indígena Kariri Xocó. Cerca de 600 famílias quilombolas e indígenas vivem, hoje, no Quingoma, num total de 3500 pessoas.

No minidoc, os entrevistados alertam para o processo de estratificação social que a comunidade vem passando ao longo dos anos. Dona Ana denuncia as tentativas que a população local vem sofrendo de retirada de suas terras, bem como descaso com saúde, saneamento básico, entre tantos outros setores que garantem direitos fundamentais a qualquer cidadão e cidadã. Imagens do Quilombo e das atividades realizadas por lá também compõem o minidoc que está disponível nas redes sociais do CbCom: www.instagram.com.br/cbcom.coletivo e www.facebook.com.br/cbcom2015.

Realização – A realização desse vídeo foi fruto de uma parceria com a Purpose e executado pelo CBCom – Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação, com o objetivo de ampliar o debate sobre questões ambientais a partir de coletivos de mídia livre. O vídeo foi produzido por Alex Hercog, Bruna Hercog, Everton Nova e Mirian Fonseca. Contém fotografias do Coletivo Aquilombar e trilha sonora da banda Pirombeira.

“Sabemos que essa luta pela sobrevivência dos quilombos é invisibilizada pela grande mídia, por isso é fundamental a mobilização de coletivos de comunicação para pautar esse debate e contribuir com o processo de resistência das comunidades”, afirmou Alex Hercog.

Mais sobre o tema – Infelizmente, os problemas vivenciados pelo Quingoma não é uma exclusividade desta comunidade. Por todo o Brasil, comunidades quilombolas e indígenas, assim como as populações urbanas que se espalham pelas periferias dos grandes centros urbanos vivenciam negações de direitos, injustiças ambientais e situações cotidianas de racismo ambiental. No Mapa de Conflitos envolvendo Justiça Ambiental e Saúde no Brasil

(https://www.conflitoambiental.icict.fiocruz.br/) é possível ter uma dimensão desse cenário de exclusão e discriminação. O Mapa é uma iniciativa da Fundação Osvaldo Cruz (FIOCRUZ).

A situação do Quingoma é um exemplo clássico de racismo ambiental praticado contra comunidades negras. O conceito de “racismo ambiental” vem ganhando força a partir dos anos 2000 e se aplica às políticas e ações que prejudicam o meio ambiente afetando, diretamente, comunidades e etnias mais vulneráveis a partir de seu recorte racial. Na prática, comunidades quilombolas, indígenas, terreiros e populações ribeirinhas sãos as mais afetadas por essa prática.

 

MAIS INFORMAÇÕES

 Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação (CBCom)

www.instagram.com.br/cbcom.coletivo
www.facebook.com.br/cbcom2015

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Justiça absolve Geddel do crime de obstrução de Justiça

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O juiz Vallisney de Souza, da Justiça Federal de Brasília, absolveu por falta de provas o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB-BA) da acusação de obstrução de Justiça.

Após a decisão, a defesa de Geddel divulgou uma nota (leia a íntegra ao final desta reportagem) na qual afirmou que a absolvição “estabelece a verdade e faz justiça” ao ex-ministro.

Atualmente preso em razão de outro processo, Geddel virou réu em agosto de 2017 após ter sido acusado pelo Ministério Público Federal de tentar atrapalhar investigações sobre desvios no fundo de investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS).

Em julho do ano passado, o ex-ministro da Secretaria de Governo chegou a ser preso, por decisão de Vallisney de Souza, em razão das suspeitas de que atrapalhava o andamento das investigações da Operação Cui Bono.

Entenda o caso
Segundo o Ministério Público, diante das negociações do operador financeiro Lucio Funaro para fechar acordo de delação premiada, Geddel passou a atuar para atrapalhar as negociações.

O ex-ministro do presidente Michel Temer fez, conforme o Ministério Público, contatos telefônicos com a esposa de Lúcio Funaro, Raquel Albejante Pita, na intenção de ameaçá-la.

 

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