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A direita no Equador: tenho que ganhar, se não ganho, há fraude

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Por  Jadson Oliveira 

É como menino rico, mimado e violento. Os equatorianos escolhem no domingo, dia 2, em segundo turno, seu novo presidente entre o ex-vice-presidente Lenín Moreno e o banqueiro Guillermo Lasso.

De Salvador-Bahia – A direita equatoriana, que disputa no domingo, dia 2, o segundo turno da eleição presidencial, repete o bordão que já se tornou a estratégia oficial da direita latino-americana:
– Vou ganhar, a maioria do povo está comigo, tenho que ganhar; se não ganhar, é porque houve fraude.
Combina com o comportamento de menino rico e mimado. Pensa que tem – e muitas vezes tem mesmo – o respaldo do papai rico e poderoso.

Os atos de encerramento da campanha eleitoral estão ocorrendo até esta quinta-feira, dia 30. O ambiente entre os governistas – chapa liderada por Lenín Moreno, com o apoio do presidente Rafael Correa – é de otimismo:
Quase venceram no primeiro turno – faltou apenas menos de 1% dos votos válidos – e conseguiram uma frente de mais de um milhão de votos sobre o segundo colocado (total de aptos a votar: 12,8 milhões; oito candidatos disputaram o primeiro turno).
A maioria das pesquisas é favorável a Moreno: a última que vi lhe dava 15 pontos de vantagem.
Mas não é apenas otimismo que existe entre os governistas. Há também muita apreensão, porque a oposição, no desespero, não para de ameaçar.
As forças do banqueiro Guillermo Lasso não aceitam a derrota: garantem que vão ganhar e se não ganham é porque há fraude. Já estão convocando seus partidários às ruas e anunciando que 45 minutos antes do final da votação, eles vão divulgar os resultados.

São favas contadas: a direita não aceitará os resultados oficiais a serem anunciados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), não respeitará as avaliações dos observadores internacionais e vai partir para a violência.
É o mesmíssimo roteiro seguido pela direita venezuelana, com o respaldo do império estadunidense e dos monopólios da mídia hegemônica internacional.Testemunhamos isto aqui no Brasil à saciedade com a Globo e seus cúmplices. Dou um doce a quem detectar uma notícia a favor de Lenín Moreno (ou contra o banqueiro) nas TVs brasileiras.

É o mesmíssimo roteiro do que ocorreu também aqui no Brasil na derrota do candidato da direita na eleição de 2014. Aécio Neves e seu pessoal não aceitaram a derrota e partiram para o golpe de Estado chamado “brando” (ou “suave”), que resultou na derrubada da presidenta Dilma Rousseff em 2016 (e no vexame do governo do “Fora Temer”, mas aí já é outra história…)

Só para marcar o contraste: golpe que contou com grande parte da população de mentes e corações envenenados pela Globo e demais monopólios da imprensa, através dum combate à corrupção seletivo e partidarizado.
O contraste: no Equador é bem diferente: lá o governo progressista de Rafael Correa criou condições de travar a batalha da comunicação. Criou e estimulou a mídia contra-hegemônica e conseguiu aprovar em 2013 a chamada Ley de Medios.

Os equatorianos, por conseguinte, recebem informações mais equilibradas, a partir de um lado e do outro. Não vivem – como os brasileiros, salvo a parcela que se informa através da Internet – sob a tirania do pensamento único.
Claro que estou simplificando, pois há outros fatores em jogo. Mas enfatizo sempre este nos meus artigos – a necessidade de construção da mídia contra-hegemônica – porque ele é esquecido pela maioria das forças democráticas e populares do Brasil.

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Bahia

PROTESTO DOS PROFESSORES DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO

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Neste momento nas ruas do comércio, os professores da rede Municipal de Ensino, protestam por melhorias salarias. Adata base para o reajuste salarial é maio e desde abril a APLB-Sindicato, entidade representativa da categoria, entregou a pauta de reivindicações e foram realizadas várias reuniões entre o Executivo Municipal e a direção da APLB. Entretanto, como nenhuma resposta positiva foi apresentada, não restou alternativa, senão a greve!

 

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Bahia

Professores e vereadores vão ao MP-BA pedir apoio para solucionar  greve

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Líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador, a vereadora Marta Rodrigues (PT) participou, na tarde desta terça-feira (31), de uma reunião entre a promotoria do Grupo de Atuação em Defesa da Educação do MP-BA, o comando da greve dos professores, a direção da APLB-Sindicato  e a comissão suprapartidária formada por vereadores de Salvador, da qual ela faz parte. O vereador Hilton Coelho (PSOL) também esteve presente, assim como os diretores da APLB, Elza Melo, MArcos MArcelo , Flavia Ribeiro e Rose Aleluia,  além de representantes do Comando de Greve.

Na ocasião, se debateu junto à Promotoria, com o promotor Jose Vicente, formas de solucionar o impasse da greve dos docentes municipais, que há mais de vinte dias, tentam obter, junto à prefeitura de Salvador, o reajuste salarial previsto por lei, além de  melhores condições de trabalho e de estrutura para os estudantes.

“A greve já chega há mais de vinte dias e o prefeito se nega a sentar e atender o pleito dos professores. Os estudantes da rede municipal estão sem aula, pois os professores não tem como trabalhar diante da situação precária em que se encontram as escolas do município”, frisou Marta.

Segundo ela, o prefeito precisa pensar nas crianças e adolescentes que necessitam da educação da rede municipal. “Ele tenta partidarizar a greve, quando na verdade os professores estão preocupados mesmo ê com a qualidade do ensino aos estudantes. A falta de investimento do prefeito na educacao levou a uma situação que os professores não tem mais como dar aula. Reajuste zero, condições precárias, eles ficam impossibilitados de dar aula dessa maneira” disse.

Marta reforçou, ainda, que a greve só foi deflagrada após a recusa  do prefeito.  “Os pais e mães dos alunos estão do lado dos professores porque eles convivem com a realidade das escolas. A greve é por uma educação municipal de qualidade”.

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Bahia

Justiça absolve Geddel do crime de obstrução de Justiça

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O juiz Vallisney de Souza, da Justiça Federal de Brasília, absolveu por falta de provas o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB-BA) da acusação de obstrução de Justiça.

Após a decisão, a defesa de Geddel divulgou uma nota (leia a íntegra ao final desta reportagem) na qual afirmou que a absolvição “estabelece a verdade e faz justiça” ao ex-ministro.

Atualmente preso em razão de outro processo, Geddel virou réu em agosto de 2017 após ter sido acusado pelo Ministério Público Federal de tentar atrapalhar investigações sobre desvios no fundo de investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS).

Em julho do ano passado, o ex-ministro da Secretaria de Governo chegou a ser preso, por decisão de Vallisney de Souza, em razão das suspeitas de que atrapalhava o andamento das investigações da Operação Cui Bono.

Entenda o caso
Segundo o Ministério Público, diante das negociações do operador financeiro Lucio Funaro para fechar acordo de delação premiada, Geddel passou a atuar para atrapalhar as negociações.

O ex-ministro do presidente Michel Temer fez, conforme o Ministério Público, contatos telefônicos com a esposa de Lúcio Funaro, Raquel Albejante Pita, na intenção de ameaçá-la.

 

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