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Bahia

Lava-Jato chega em ACM Neto

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Prefeito de Salvador teve contas da campanha reprovadas

e patrimônio dobrado em 2016

Anna Toller

         A coluna do jornalista Lauro Jardim, em O Globo, informa hoje (26) que ACM Neto está entre os delatados da Lava Jato. De acordo com Lauro, Neto fora delatado por executivos do Grupo Odebrecht – a nota não informa se teria sido um ou mais o número dos delatores que citaram o nome do prefeito de Salvador. Ainda de acordo com a publicação, o patriarca do grupo, Emílio Odebrecht, já teria informado à ACM Neto sobre a menção ao seu nome.

Os delatores do grupo Odebrecht firmaram com a justiça um acordo de delação premiada – acordo que, em troca de informações sobre beneficiários de operações ilegais, abranda a pena daquele que delata. Segundo o conteúdo de uma dessas delações que foi vazado, políticos de diversos partidos teriam recebido a título de doação de campanha eleitoral (legal ou via caixa 2) ou pagamentos no exterior recursos da empreiteira, cuja sede também é em Salvador. Com a informação de que o nome de ACM Neto está entre os delatados, resta saber as circunstâncias em que o seu nome foi citado. De acordo com reportagem do Estadão (23/03), foram 320 os pedidos de inquéritos encaminhados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao STF – são 83 pedidos de abertura de inquérito e 211 de declínio de competência para outras instâncias do judiciário.

Contas reprovadas e patrimônio dobrado

Em dezembro passado, o juiz do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, Oswaldo Rosa Filho, apontou irregularidades na prestação de contas da campanha que terminou com a reeleição de ACM Neto. A irregularidade era referente ao uso de recursos do fundo partidário e a decisão ainda cabia recurso.

Na última sexta, 24, Neto havia se antecipado e defendido que as delações da Odebrecht fossem divulgadas de forma integral. Em março do ano passado, após seu nome ter aparecido numa das planilhas de pagamento da Odebrecht, ele se defendeu das acusações. Na ocasião, além de admitir que a empreiteira havia feito repasses à sua campanha (em 2012), Neto disse que as doações teriam sido “legais”.

Ao figurar desta vez em delações, que já foram homologadas pelo STF, ACM Neto pode agora vir a ser investigado, já que, por se tratar de delações, as chances de o teor delas, que ainda não foi revelado, ser referente a operações ilegais são bastante altas.

De acordo com matéria publicada em agosto passado pelo site Brasil 247, o patrimônio do atual prefeito de Salvador, entre os anos de 2012 e 2016 (período que coincide com a sua primeira gestão), mais que dobrou, segundo informações dadas por ele mesmo à Justiça Eleitoral. Enquanto em 2012 Neto declarou possuir R$ 13, 3 milhões em bens, em 2016 esse número dobrou e saltou para R$ 27,8 milhões. À época, ele tentou justificar o aumento do seu patrimônio por, dentre outros, ser um dos sócios da Rede Bahia – rede de televisão outorgada à sua família quando o seu avô, ACM, ocupou a cadeira de ministro das Comunicações, em 1986 (uma das maiores farras de distribuição de concessões de rádio e TV a amigos, laranjas e aliados já vistas). No entanto, não viu conflito de interesses entre a atividade que diz exercer e o cargo público que ocupa, já que peças oficiais custeadas com dinheiro público são veiculadas em meios de comunicação local, inclusive os de propriedade de sua família, e ele, enquanto prefeito, tem poder direto sobre a forma como tais verbas publicitárias são distribuídas (afinal, os secretários municipais são seus subordinados).

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Bahia

Professores municipais deflagram greve

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Efeito da má gestão da Secretaria Municipal de Educação de Salvador, os docentes da rede municipal de ensino deflagraram greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira, 11. A categoria pede um reajuste salarial de 12,41%, já que, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), há 3 anos a categoria não recebe nenhum reajuste. Eles pedem também aumento do tíquete alimentação de 10% e melhores condições de trabalho.

De acordo com com a diretora-administrativa da APLB, Elza Melo, além dos reajustes, há também reivindicação pela mudança de nível dos docentes e a eleição de diretores.

“Há quatro anos que não acontece a mudança de nível, ou seja, o professor se especializa, se aprimora, mas continua recebendo como graduado. Os encargos estão acumulados e não há nenhuma menção de pagar”, afirmou ela, acrescentando que “entre os pedidos majoritários está também as eleições para os nossos diretores. Aqueles que ocupam os cargos agora foram por indicação e não eleitos por nós. Já tem um ano que não ocorre eleições. Isso não é democracia”.

Conforme a dirigente, houve uma rodada de negociação com a prefeitura nesta terça, 10, mas não houve acordo entre as partes. “Eles até deram uma contraproposta de 2,5% de reajuste no salário, mas não queremos isso”, afirmou.

Prefeitura se posiciona

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Educação (Smed) informou que orientou o funcionamento normal das unidades de ensino e que compreende o movimento como precipitado, já que a negociação está em andamento.

A prefeitura ainda disse que existe “proposta de aumento real para a categoria e que a valorização dos professores é uma política implementada desde o início da primeira gestão de ACM Neto. Um exemplo disso é o aumento registrado na média salarial da categoria, que passou de R$ 4.826,71 para R$ 6.431,13, representando um incremento de 33,24%”.

Conforme o órgão municipal, com a greve, 142 mil estudantes são os principais prejudicados com o movimento, além de compreender o ato como “político partidário”.

Assembleia

Ainda de acordo com Elza , a greve foi avisada aos alunos. Uma carta direcionada aos pais e estudantes foi disponibilizada no site do sindicato da categoria (confira a íntegra logo abaixo). No dia 16 de maio, os professores paralisaram as atividades por 24h.

 

matéria com informações do jornal A TARDE

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Racismo Ambiental é tema de minidoc lançado pelo Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação

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Minidoc retrata a realidade do quilombo do Quingoma, a 3km do centro de Lauro de Freitas

Dar visibilidade às vozes das populações que lutam diariamente por dignidade, justiça ambiental e enfrentam nos seus cotidianos a ausência do poder público, a discriminação da mídia tradicional e de outras instituições. Contribuir para que outras versões da história sejam difundidas para que as populações historicamente silenciadas possam ecoar seus gritos de resistência. Estes são os principais objetivos do minidoc Racismo Ambiental: um olhar a partir do Quilombo do Quingoma, lançado nas redes sociais no dia 03 de julho pelo Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação (CBCom).

Costurado pelas entrevistas de Dona Ana, liderança quilombola do Quigoma, e do geógrafo baiano Diosmar Filho, o minidoc convida para a discussão do conceito do racismo ambiental a partir da realidade do Quingoma. Localizado a 3km do centro de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, o quilombo foi reconhecido oficialmente em 2013 pela Fundação Cultural Palmares. Parte das terras se transformaram numa reserva indígena Kariri Xocó. Cerca de 600 famílias quilombolas e indígenas vivem, hoje, no Quingoma, num total de 3500 pessoas.

No minidoc, os entrevistados alertam para o processo de estratificação social que a comunidade vem passando ao longo dos anos. Dona Ana denuncia as tentativas que a população local vem sofrendo de retirada de suas terras, bem como descaso com saúde, saneamento básico, entre tantos outros setores que garantem direitos fundamentais a qualquer cidadão e cidadã. Imagens do Quilombo e das atividades realizadas por lá também compõem o minidoc que está disponível nas redes sociais do CbCom: www.instagram.com.br/cbcom.coletivo e www.facebook.com.br/cbcom2015.

Realização – A realização desse vídeo foi fruto de uma parceria com a Purpose e executado pelo CBCom – Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação, com o objetivo de ampliar o debate sobre questões ambientais a partir de coletivos de mídia livre. O vídeo foi produzido por Alex Hercog, Bruna Hercog, Everton Nova e Mirian Fonseca. Contém fotografias do Coletivo Aquilombar e trilha sonora da banda Pirombeira.

“Sabemos que essa luta pela sobrevivência dos quilombos é invisibilizada pela grande mídia, por isso é fundamental a mobilização de coletivos de comunicação para pautar esse debate e contribuir com o processo de resistência das comunidades”, afirmou Alex Hercog.

Mais sobre o tema – Infelizmente, os problemas vivenciados pelo Quingoma não é uma exclusividade desta comunidade. Por todo o Brasil, comunidades quilombolas e indígenas, assim como as populações urbanas que se espalham pelas periferias dos grandes centros urbanos vivenciam negações de direitos, injustiças ambientais e situações cotidianas de racismo ambiental. No Mapa de Conflitos envolvendo Justiça Ambiental e Saúde no Brasil

(https://www.conflitoambiental.icict.fiocruz.br/) é possível ter uma dimensão desse cenário de exclusão e discriminação. O Mapa é uma iniciativa da Fundação Osvaldo Cruz (FIOCRUZ).

A situação do Quingoma é um exemplo clássico de racismo ambiental praticado contra comunidades negras. O conceito de “racismo ambiental” vem ganhando força a partir dos anos 2000 e se aplica às políticas e ações que prejudicam o meio ambiente afetando, diretamente, comunidades e etnias mais vulneráveis a partir de seu recorte racial. Na prática, comunidades quilombolas, indígenas, terreiros e populações ribeirinhas sãos as mais afetadas por essa prática.

 

MAIS INFORMAÇÕES

 Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação (CBCom)

www.instagram.com.br/cbcom.coletivo
www.facebook.com.br/cbcom2015

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Justiça absolve Geddel do crime de obstrução de Justiça

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O juiz Vallisney de Souza, da Justiça Federal de Brasília, absolveu por falta de provas o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB-BA) da acusação de obstrução de Justiça.

Após a decisão, a defesa de Geddel divulgou uma nota (leia a íntegra ao final desta reportagem) na qual afirmou que a absolvição “estabelece a verdade e faz justiça” ao ex-ministro.

Atualmente preso em razão de outro processo, Geddel virou réu em agosto de 2017 após ter sido acusado pelo Ministério Público Federal de tentar atrapalhar investigações sobre desvios no fundo de investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS).

Em julho do ano passado, o ex-ministro da Secretaria de Governo chegou a ser preso, por decisão de Vallisney de Souza, em razão das suspeitas de que atrapalhava o andamento das investigações da Operação Cui Bono.

Entenda o caso
Segundo o Ministério Público, diante das negociações do operador financeiro Lucio Funaro para fechar acordo de delação premiada, Geddel passou a atuar para atrapalhar as negociações.

O ex-ministro do presidente Michel Temer fez, conforme o Ministério Público, contatos telefônicos com a esposa de Lúcio Funaro, Raquel Albejante Pita, na intenção de ameaçá-la.

 

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