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Brasil

Saiba porque Arthur Maia é o inimigo número 1 do trabalhador brasileiro

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Eleito em 2014 para mais um mandato na Câmara Federal, com 95.698 votos, o deputado Arthur Maia, 54 anos, pode ser considerado o maior inimigo do trabalhador brasileiro. Com base eleitoral no Oeste da Bahia, já passou por PSDB, PMDB e SD, sigla pela qual disputou e venceu a última eleição e também já fora anti-carlista, aliado de Jaques Wagner (PT), Geddel Vieira Lima e agora de Michel Temer, esses últimos do PMDB.

A alcunha de inimigo do trabalhador começa a se desenhar quando Maia e a trupe de Cunha encampa o PL4330, famigerado projeto que regulamenta a terceirização no Brasil. Agora, ele consolida essa condição ao ser escolhido relator da Reforma da Previdência na Câmara.

Matéria publicada no site da Carta Capital, no dia 7 de março, traz trecho de palestra de Maia durante reunião da executiva nacional da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), onde o parlamentar deu o tom ideológico que deve nortear seu relatório sobre o assunto.

Para ele, “aposentadoria é subsistência. Quem quiser ter uma vida melhor faça outro tipo de pensão. Isso tem que ser discutido nessa reforma, não dá para pensar aposentadoria nesses termos”. Na sequência, ele citou o mantra ecoado pelo economista Milton Friedman, considerado um dos pais do neoliberalismo. “Cada direito tem um preço, não existe almoço grátis. Se nada for feito, em 2024, todo o dinheiro arrecado pelo Brasil será para a Previdência”, afirmou o parlamentar.

Diante de uma plateia formada por sindicalistas, o parlamentar eleito pela Bahia recorreu a uma analogia com o orçamento familiar para explicar a contradição e disse que o montante devido por companhias somente poderia ser obtido na Justiça, o que tornaria esse processo moroso, e que ninguém tem coragem de fazer dívida contando com dinheiro de processo judicial. Ao final, no entanto, revelou intenção de “endurecer as regras de cobrança da Previdência”.

O assunto divide opiniões e até mesmo um dos cavaleiros do Golpe Parlamentar iniciado em abril de 2016, o deputado federal Paulinho da Força (Sindical), do SD-SP, agora se põe contra o governo de Temer, mas não por bondade, mas pela própria sobrevivência em sua base eleitoral, que são os trabalhadores paulistas.

Câmara alta – No Senado, algumas vozes se levantaram e a mais surpreendente, sem dúvida, foi a do ex-presidente do Senado, Renan Calheiros, que por meio do seu Instagram, disse que a Reforma da Previdência precisaria passar por alguns ajustes, “pois a proposta atual parece bastante exagerada”.

Entre os senadores baianos, apenas Lídice da Mata (PSB) se posicionou com veemência contra a reforma proposta por Michel Temer. Segundo ela, a reforma é a mais amarga e injusta da história do Brasil e prejudicará a camada mais pobre da sociedade. De acordo com a senadora, as mudanças apresentadas , entre as quais o aumento da idade mínima para 65 anos, para homens e mulheres, ampliando o tempo de contribuição mínima de 15 para 25 anos, e a redução dos benefícios, já se revelam impopulares.

“Diante do fracasso de se convencer a opinião pública, mesmo com uma campanha milionária na mídia nacional, alardeia-se agora um déficit crescente da previdência social, tentando gerar uma insegurança profunda na população quanto ao futuro da nossa previdência. Na verdade, temos um velho artifício estatístico”, resumiu.

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Bahia

Racismo Ambiental é tema de minidoc lançado pelo Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação

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Minidoc retrata a realidade do quilombo do Quingoma, a 3km do centro de Lauro de Freitas

Dar visibilidade às vozes das populações que lutam diariamente por dignidade, justiça ambiental e enfrentam nos seus cotidianos a ausência do poder público, a discriminação da mídia tradicional e de outras instituições. Contribuir para que outras versões da história sejam difundidas para que as populações historicamente silenciadas possam ecoar seus gritos de resistência. Estes são os principais objetivos do minidoc Racismo Ambiental: um olhar a partir do Quilombo do Quingoma, lançado nas redes sociais no dia 03 de julho pelo Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação (CBCom).

Costurado pelas entrevistas de Dona Ana, liderança quilombola do Quigoma, e do geógrafo baiano Diosmar Filho, o minidoc convida para a discussão do conceito do racismo ambiental a partir da realidade do Quingoma. Localizado a 3km do centro de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, o quilombo foi reconhecido oficialmente em 2013 pela Fundação Cultural Palmares. Parte das terras se transformaram numa reserva indígena Kariri Xocó. Cerca de 600 famílias quilombolas e indígenas vivem, hoje, no Quingoma, num total de 3500 pessoas.

No minidoc, os entrevistados alertam para o processo de estratificação social que a comunidade vem passando ao longo dos anos. Dona Ana denuncia as tentativas que a população local vem sofrendo de retirada de suas terras, bem como descaso com saúde, saneamento básico, entre tantos outros setores que garantem direitos fundamentais a qualquer cidadão e cidadã. Imagens do Quilombo e das atividades realizadas por lá também compõem o minidoc que está disponível nas redes sociais do CbCom: www.instagram.com.br/cbcom.coletivo e www.facebook.com.br/cbcom2015.

Realização – A realização desse vídeo foi fruto de uma parceria com a Purpose e executado pelo CBCom – Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação, com o objetivo de ampliar o debate sobre questões ambientais a partir de coletivos de mídia livre. O vídeo foi produzido por Alex Hercog, Bruna Hercog, Everton Nova e Mirian Fonseca. Contém fotografias do Coletivo Aquilombar e trilha sonora da banda Pirombeira.

“Sabemos que essa luta pela sobrevivência dos quilombos é invisibilizada pela grande mídia, por isso é fundamental a mobilização de coletivos de comunicação para pautar esse debate e contribuir com o processo de resistência das comunidades”, afirmou Alex Hercog.

Mais sobre o tema – Infelizmente, os problemas vivenciados pelo Quingoma não é uma exclusividade desta comunidade. Por todo o Brasil, comunidades quilombolas e indígenas, assim como as populações urbanas que se espalham pelas periferias dos grandes centros urbanos vivenciam negações de direitos, injustiças ambientais e situações cotidianas de racismo ambiental. No Mapa de Conflitos envolvendo Justiça Ambiental e Saúde no Brasil

(https://www.conflitoambiental.icict.fiocruz.br/) é possível ter uma dimensão desse cenário de exclusão e discriminação. O Mapa é uma iniciativa da Fundação Osvaldo Cruz (FIOCRUZ).

A situação do Quingoma é um exemplo clássico de racismo ambiental praticado contra comunidades negras. O conceito de “racismo ambiental” vem ganhando força a partir dos anos 2000 e se aplica às políticas e ações que prejudicam o meio ambiente afetando, diretamente, comunidades e etnias mais vulneráveis a partir de seu recorte racial. Na prática, comunidades quilombolas, indígenas, terreiros e populações ribeirinhas sãos as mais afetadas por essa prática.

 

MAIS INFORMAÇÕES

 Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação (CBCom)

www.instagram.com.br/cbcom.coletivo
www.facebook.com.br/cbcom2015

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Bahia

Justiça absolve Geddel do crime de obstrução de Justiça

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O juiz Vallisney de Souza, da Justiça Federal de Brasília, absolveu por falta de provas o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB-BA) da acusação de obstrução de Justiça.

Após a decisão, a defesa de Geddel divulgou uma nota (leia a íntegra ao final desta reportagem) na qual afirmou que a absolvição “estabelece a verdade e faz justiça” ao ex-ministro.

Atualmente preso em razão de outro processo, Geddel virou réu em agosto de 2017 após ter sido acusado pelo Ministério Público Federal de tentar atrapalhar investigações sobre desvios no fundo de investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS).

Em julho do ano passado, o ex-ministro da Secretaria de Governo chegou a ser preso, por decisão de Vallisney de Souza, em razão das suspeitas de que atrapalhava o andamento das investigações da Operação Cui Bono.

Entenda o caso
Segundo o Ministério Público, diante das negociações do operador financeiro Lucio Funaro para fechar acordo de delação premiada, Geddel passou a atuar para atrapalhar as negociações.

O ex-ministro do presidente Michel Temer fez, conforme o Ministério Público, contatos telefônicos com a esposa de Lúcio Funaro, Raquel Albejante Pita, na intenção de ameaçá-la.

 

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Bahia

CANDIDATOS VENENOSOS: deputados que disputam reeleição liberam agrotóxicos na comida do povo brasileiro

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Comissão Especial do PL 6299/2002, o PL DO VENENO aprova o texto do relator que revoga a atual lei de agrotóxicos. Nela se não for decidido sobre o registro de uma substância em 24 meses ela está automaticamente autorizada. Também foi mudada a proibição de substância que causam câncer, má formação congênita, esterilização e outras doenças por proibição de produtos que tenha *riscos inaceitáveis*, ou seja, existem riscos aceitáveis para essas doenças.

Em resumo, a comissão dominada pela bancada ruralista da base de apoio ao Temer, aprovou uma lei que permite que os agrotóxicos banidos em outros países possam ser usados aqui.

Votaram A FAVOR do PL do Veneno
Adilton Sachetti (PRB/MT)
Alberto Fraga (DEM/DF)
*Alceu Moreira (MDB/RS)*
Cesar Halum (PRB/TO)
*Covatti Filho (PP/RS)*
Fabio Garcia (DEM/MT)
Geraldo Resende (PSDB/MS)
Junji Abe (MDB/SC)
*Luis Carlos Heinze (PP/RS)*
Luiz Nishimori (PR/PR)
Marcos Montes (PSD/MG)
Nilson Leitão (PSDB/MT)
Prof. Victorio Gali (PSL/MT)
Sergio Souza (MDB/PR)
Tereza Cristina (DEM/MS)
Valdir Colatto (MDB/SC)
Zé Silva (SD/MG)

Votaram CONTRA o PL do Veneno
Alessandro Molon (PSB/RJ)
*Bohn Gass (PT/RS)*
Edmilson Rodrigues (PSOL/PA)
Ivan Valente (PSOL/SP)
Jandira Feghali (PCdoBRJ)
Julio Delgado (PSB/MG)
Nilto Tatto (PT/SP)
Padre João (PT/MG)
Subtenente Gonzaga (PDT/MG)

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