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Nova queda de braço desenha jogo sucessório de 2018

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Na próxima quarta-feira, 1º de fevereiro, tem mais uma rodada de queda de braço entre as forças políticas baianas de olho na sucessão estadual de 2018: a eleição para presidente da Assembleia Legislativa da Bahia. Isto, oito dias depois do governador Rui Costa derrotar o prefeito ACM Neto na União dos Prefeitos da Bahia (UPB), com a eleição do seu candidato à presidente da entidade, Eures Ribeiro (PSD), do município de Bom Jesus da Lapa, com 206 votos contra 139 para Luciano Pinheiro (PDT), de Euclides da Cunha.

A expectativa agora é a jogada que envolve o legislativo baiano, onde não apenas o resultado da urna importa, mas a movimentação das pedras no tabuleiro, que pode indicar quem estará com quem em 2018.  Apesar da eleição no legislativo envolver mais interesses corporativos e particulares dos parlamentares do que se possa imaginar, que vão de  favorecimento com  cota do combustível de veículos a cargos diretivos e subalternos da Casa e indicações na estrutura do Executivo.

Tais interesses diversos teriam garantido o 5º mandato consecutivo do presidente Marcelo Nilo, com ampla maioria dos votos, contando com o apoio de colegas, independe da posição política em relação do governo do estado, a julgar pelas declarações de um conhecedor da causa, o deputado Ângelo Coronel, que foi vice-presidente na primeira gestão de Nilo e hoje se coloca como adversário no embate para o novo biênio da Presidência.

“Marcelo, não precisa ter medo, aqui não tem nenhum lutador de MMA. Ele fica ameaçando os deputados, por telefone, de cortar as coisas. O cara chega lá, minha cotinha de gasolina. Você disse que era paz e amor, mas está mais para deputado Pinóquio, mentindo demais para os deputados. Ele está lançando seu genro nas bases dos colegas […] a frustração é geral”, disparou Ângelo Coronel, no debate organizado pela Itapoan FM, no programa Se Liga Bocão. no qual Nilo, tido novamente como favorito, não compareceu.

No programa em que se uniu ao candidato apoiado por Neto, Luíz Augusto, nos ataques a Nilo, Coronel ainda ironizou:“Eu fico preocupado com a saúde de alguns colegas. Ele quer pegar os colegas pela boca, as pessoas vão para comer, beber e porque não querem ser retaliados. Se botar uma urna dentro do restaurante, ele ia tomar uma surra”.

Pode parecer pura bravata de Coronel. Mas não pode ser subestimado, porque o voto é secreto e os interesses são diversos, como dizem os adversários do atual presidente. Quando nada, a sua candidatura pode sinalizar sim a próxima jogada no jogo sucessório.

Com os pés nas duas canoas

Coronel é do PSD, cuja bancada conta com apenas sete deputados (incluindo ele). Mas as atenções recaem especialmente sobre a sua principal liderança estadual, o senador Otto Alencar, que embora reafirme lealdade à aliança com o governador Rui Costa e o ex-governador Jaques Wagner, tem posicionamentos políticos duvidosos para a imprensa e analistas do jogo político (disse que votaria a favor do golpe que depôs a presidente Dilma Roussef acabou votando a contra, acompanhando a posição política dos ditos aliados, mas depois votou a favor da PEC da maldade de Michel Temer, apoiado por Neto, que cortas dos gastos em educação e saúde por 20 anos).

Questionado pelo site Bahia.ba, se aceitaria um possível convite de Neto para conversar sobre as próximas eleições, Otto descartou de forma contundente. “Não aceitaria. Vamos permanecer na aliança. Neto está fazendo um bom trabalho, como Rui, mas a aliança está aí para ser respeitada”, afirmou. O senador também negou que estará presente em uma reunião com o democrata, deputados estaduais da oposição, nesta sexta-feira (27). Mas saiu com essa: “Quem vai discutir com a oposição é o candidato Ângelo Coronel e o líder do grupo que é ACM Neto. Então, para não dizer que estou com pés em duas canoas, é Ângelo que vai”, concluiu.

Tarde para sair

Exercendo a presidência do legislativo baiano pela quinta vez consecutiva, o deputado Marcelo Nilo (PSL) diz publicamente que não queria ser candidato à reeleição, mas atendeu a um pedido dos outros parlamentares e do próprio governador Rui Costa, quando o seu apego ao cargo é público e notório. E se isto era criticado até por deputados da situação, mas há quem defenda que a sua saída da Presidência para garantir alternância no cargo era necessária antes. Agora, a sua permanência, diante da disputa das forças políticas visando 2018, seria um mal necessário.

Nilo tem declarado à imprensa que computa mais de 41 votos de deputados.  Matemática complicada essa, a julgar pelo que dizem os seus adversários, em tese, donos de 27 dos 63 votos (19 da oposição, grupo de Luiz Augusto, e sete do PSD) e com possibilidade de aumentar conforme seus representantes. É certo que esta será a disputa mais dura para Nilo.

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Professores municipais deflagram greve

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Efeito da má gestão da Secretaria Municipal de Educação de Salvador, os docentes da rede municipal de ensino deflagraram greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira, 11. A categoria pede um reajuste salarial de 12,41%, já que, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), há 3 anos a categoria não recebe nenhum reajuste. Eles pedem também aumento do tíquete alimentação de 10% e melhores condições de trabalho.

De acordo com com a diretora-administrativa da APLB, Elza Melo, além dos reajustes, há também reivindicação pela mudança de nível dos docentes e a eleição de diretores.

“Há quatro anos que não acontece a mudança de nível, ou seja, o professor se especializa, se aprimora, mas continua recebendo como graduado. Os encargos estão acumulados e não há nenhuma menção de pagar”, afirmou ela, acrescentando que “entre os pedidos majoritários está também as eleições para os nossos diretores. Aqueles que ocupam os cargos agora foram por indicação e não eleitos por nós. Já tem um ano que não ocorre eleições. Isso não é democracia”.

Conforme a dirigente, houve uma rodada de negociação com a prefeitura nesta terça, 10, mas não houve acordo entre as partes. “Eles até deram uma contraproposta de 2,5% de reajuste no salário, mas não queremos isso”, afirmou.

Prefeitura se posiciona

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Educação (Smed) informou que orientou o funcionamento normal das unidades de ensino e que compreende o movimento como precipitado, já que a negociação está em andamento.

A prefeitura ainda disse que existe “proposta de aumento real para a categoria e que a valorização dos professores é uma política implementada desde o início da primeira gestão de ACM Neto. Um exemplo disso é o aumento registrado na média salarial da categoria, que passou de R$ 4.826,71 para R$ 6.431,13, representando um incremento de 33,24%”.

Conforme o órgão municipal, com a greve, 142 mil estudantes são os principais prejudicados com o movimento, além de compreender o ato como “político partidário”.

Assembleia

Ainda de acordo com Elza , a greve foi avisada aos alunos. Uma carta direcionada aos pais e estudantes foi disponibilizada no site do sindicato da categoria (confira a íntegra logo abaixo). No dia 16 de maio, os professores paralisaram as atividades por 24h.

 

matéria com informações do jornal A TARDE

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Racismo Ambiental é tema de minidoc lançado pelo Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação

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Minidoc retrata a realidade do quilombo do Quingoma, a 3km do centro de Lauro de Freitas

Dar visibilidade às vozes das populações que lutam diariamente por dignidade, justiça ambiental e enfrentam nos seus cotidianos a ausência do poder público, a discriminação da mídia tradicional e de outras instituições. Contribuir para que outras versões da história sejam difundidas para que as populações historicamente silenciadas possam ecoar seus gritos de resistência. Estes são os principais objetivos do minidoc Racismo Ambiental: um olhar a partir do Quilombo do Quingoma, lançado nas redes sociais no dia 03 de julho pelo Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação (CBCom).

Costurado pelas entrevistas de Dona Ana, liderança quilombola do Quigoma, e do geógrafo baiano Diosmar Filho, o minidoc convida para a discussão do conceito do racismo ambiental a partir da realidade do Quingoma. Localizado a 3km do centro de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, o quilombo foi reconhecido oficialmente em 2013 pela Fundação Cultural Palmares. Parte das terras se transformaram numa reserva indígena Kariri Xocó. Cerca de 600 famílias quilombolas e indígenas vivem, hoje, no Quingoma, num total de 3500 pessoas.

No minidoc, os entrevistados alertam para o processo de estratificação social que a comunidade vem passando ao longo dos anos. Dona Ana denuncia as tentativas que a população local vem sofrendo de retirada de suas terras, bem como descaso com saúde, saneamento básico, entre tantos outros setores que garantem direitos fundamentais a qualquer cidadão e cidadã. Imagens do Quilombo e das atividades realizadas por lá também compõem o minidoc que está disponível nas redes sociais do CbCom: www.instagram.com.br/cbcom.coletivo e www.facebook.com.br/cbcom2015.

Realização – A realização desse vídeo foi fruto de uma parceria com a Purpose e executado pelo CBCom – Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação, com o objetivo de ampliar o debate sobre questões ambientais a partir de coletivos de mídia livre. O vídeo foi produzido por Alex Hercog, Bruna Hercog, Everton Nova e Mirian Fonseca. Contém fotografias do Coletivo Aquilombar e trilha sonora da banda Pirombeira.

“Sabemos que essa luta pela sobrevivência dos quilombos é invisibilizada pela grande mídia, por isso é fundamental a mobilização de coletivos de comunicação para pautar esse debate e contribuir com o processo de resistência das comunidades”, afirmou Alex Hercog.

Mais sobre o tema – Infelizmente, os problemas vivenciados pelo Quingoma não é uma exclusividade desta comunidade. Por todo o Brasil, comunidades quilombolas e indígenas, assim como as populações urbanas que se espalham pelas periferias dos grandes centros urbanos vivenciam negações de direitos, injustiças ambientais e situações cotidianas de racismo ambiental. No Mapa de Conflitos envolvendo Justiça Ambiental e Saúde no Brasil

(https://www.conflitoambiental.icict.fiocruz.br/) é possível ter uma dimensão desse cenário de exclusão e discriminação. O Mapa é uma iniciativa da Fundação Osvaldo Cruz (FIOCRUZ).

A situação do Quingoma é um exemplo clássico de racismo ambiental praticado contra comunidades negras. O conceito de “racismo ambiental” vem ganhando força a partir dos anos 2000 e se aplica às políticas e ações que prejudicam o meio ambiente afetando, diretamente, comunidades e etnias mais vulneráveis a partir de seu recorte racial. Na prática, comunidades quilombolas, indígenas, terreiros e populações ribeirinhas sãos as mais afetadas por essa prática.

 

MAIS INFORMAÇÕES

 Coletivo Baiano pelo Direito à Comunicação (CBCom)

www.instagram.com.br/cbcom.coletivo
www.facebook.com.br/cbcom2015

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Justiça absolve Geddel do crime de obstrução de Justiça

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O juiz Vallisney de Souza, da Justiça Federal de Brasília, absolveu por falta de provas o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB-BA) da acusação de obstrução de Justiça.

Após a decisão, a defesa de Geddel divulgou uma nota (leia a íntegra ao final desta reportagem) na qual afirmou que a absolvição “estabelece a verdade e faz justiça” ao ex-ministro.

Atualmente preso em razão de outro processo, Geddel virou réu em agosto de 2017 após ter sido acusado pelo Ministério Público Federal de tentar atrapalhar investigações sobre desvios no fundo de investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS).

Em julho do ano passado, o ex-ministro da Secretaria de Governo chegou a ser preso, por decisão de Vallisney de Souza, em razão das suspeitas de que atrapalhava o andamento das investigações da Operação Cui Bono.

Entenda o caso
Segundo o Ministério Público, diante das negociações do operador financeiro Lucio Funaro para fechar acordo de delação premiada, Geddel passou a atuar para atrapalhar as negociações.

O ex-ministro do presidente Michel Temer fez, conforme o Ministério Público, contatos telefônicos com a esposa de Lúcio Funaro, Raquel Albejante Pita, na intenção de ameaçá-la.

 

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