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Brasil

IBGE: educação dos pais é determinante na formação e no rendimento dos filhos. Temer ignora

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Estudo de Mobilidade Sócio-ocupacional realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado, nesta quarta-feira (16), mostra que o nível de instrução dos pais é fator decisivo na formação educacional dos filhos.

Segundo os dados, entre os pais que não eram alfabetizados aos 15 anos, 23,6% dos filhos também não eram na mesma idade e apenas 4% completaram o nível superior posteriormente. Entre os pais com nível superior completo, apenas 0,5% dos filhos não tinham instrução aos 15 anos, enquanto 69,1% também completaram o nível superior. O levantamento foi feito com pessoas a partir dos 25 anos e que moravam com o pai aos 15, no ano de 2014.

O estudo também mostrou que a escolaridade do pai também influencia no rendimento médio dos filhos. Do total de entrevistados, 33,4% reproduziram as ocupações dos pais e 47,4% melhoraram as condições de trabalho em relação aos pais. [Saiba mais http://migre.me/vwnNP]

Observando esses dados, lembramos que, há uns 15 anos, para filhos e filhas de trabalhadores domésticos e agricultores familiares, por exemplo, só restava seguir a profissão dos pais. Por decisão política, o Brasil, nos últimos anos, quebrou ciclos sociais como este, e os horizontes foram ampliados para a juventude que passou a contar com cotas étnico/raciais, Prouni, FIES, aumento da oferta de vagas em cursos técnicos e superiores, Ciências sem Fronteiras, dentre outros mecanismos que permitiram novas perspectivas de vida a milhares de brasileiros.

Agora, também por decisão política, há cerca de seis meses, a lista de retrocessos contra os interesses da população só aumenta no Brasil, sobretudo atingindo os mais pobres, a exemplo do corte da ordem de 45% no repasse para universidades federais em 2017; da PEC 55 (antiga 241), que visa retirar dinheiro, dentre outras áreas, da educação, podendo atingir inclusive o Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), que dá subsídios para que estudantes de baixa renda não deixem os estudos; mudança do regime de exploração do pré-sal, com perdas gigantescas para a educação; além de acabar com os ganhos reais do salário mínimo, que atualmente é reajustado de acordo com a inflação e o crescimento do PIB de anos anteriores.

Se a educação dos pais é determinante na formação e no rendimento dos filhos e todos sabem que a desigualdade social resulta, dentre outros, das gritantes diferenças nas estruturas ocupacionais, remuneratórias e formação educacional, uma das pretensões do projeto político representado por Michel Temer é cristalina: atacar as condições de mobilidade social e, consequentemente, ampliar as desigualdades sociais no país.

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Bahia

MOVIMENTOS SOCIAIS SE PREPARAM PARA PROTESTAR NO VERÃO DE SALVADOR

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Movimentos sociais na Bahia já se organizam para participar das atividades de verão na Bahia com Protestos e resistência ao golpe de estado no Brasil promovido pelo presidente ilegítimo em exercício Michael Temer. Movimentos como o Coletivo de Ação Fora Temer (CAFT), Filhos e Filhas de Marx, Médicos Pela Democracia, Transbatucada, sindicatos, entre outros, já se articulam para a formação de um movimento unificado para participar dos festejos de verão em Salvador, com muita luta e resistência, respeitando, é claro, os rituais religiosos presentes nas festividades baianas.

No CAFT os preparativos já começaram para as festas da Lavagem do Bonfim, Iemanjá, Carnaval, Dia da Mulher e Fórum Social Mundial (que ocorrerá este ano na cidade de Salvador nos dias 13 a 18 de março). Prometendo uma festa irreverente, com a presença de diversos artistas consagrados na Bahia, bastante música, percussão, Nanotrio, Djs, palavras de ordens, paródias e articulação com diversos movimentos sociais, o Coletivo de Ação Fora Termer promete deixar sua marca impressa no Bonfim através de muita arte, graciosidade, música, paródias e palavras de ordens, se configurando num movimento de luta e resistência dentro das atividades festivas de Salvador.
Mais informações ZAP: (71) 98853-2305, (71) 9 9190-2845

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Bahia

RUI COSTA 64 X 14 ACM NETO

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No clássico baiano para ver quem se torna o melhor gestor público o governador da Bahia Rui Costa (PT) está dando de lavada no prefeito ACM Neto (DEM). Segundo pesquisa divulgada pelo portal G1, nesta terça feira, dia 02 de janeiro, o governador da Bahia lidera o ranking nacional com 64% de projetos executados ou em andamento das promessas feitas na campanha em 2014, se tornando o maior gestor do Brasil, além de ter as suas contas aprovadas no TCU, que não é o caso do prefeito de Salvador.

Bem longe disto, aparece o prefeito de Salvador ACM Neto com apenas 14% dos projetos executados ou em execução, bem abaixo da média nacional que é de 32% de execução de projetos pós-campanha.
Portanto, no embate direto entre os dois candidatos, o governador Rui Costa está dando uma verdadeira lavagem de competência e trabalho sobre o prefeito de Salvador, cujas ações se concentram basicamente em Festas, Asfaltos, Praças e Multas de Trânsito.

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Bahia

Por que a gente homem mata tantas mulheres?

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Por Jocivaldo Dos Anjos

Elas estão certas no meio de tanta gente errada. A gente, que mata, não pode estar certa. Jamais que mata tanto pode estar certa. A ideia do imperialismo masculino como a fase superior do machismo: a ideia da posse que orienta a ideia do posso. Meus “compras”, a gente não pode. A gente não pode poder desta forma.

A gente se acha donos dos corpos, das almas, dos sonhos, dos querer, do pensamento, da manhã, da tarde, da noite… e, caso elas não tenham tempo de serem nossa a ente inventa e cria em nosso querer. Como este tempo, que não existe, não é de ninguém, a gente toma este tempo e cobra delas o único lugar que o imaginário pode morar: a vida.
Semana passava eu dialogava com um irmão meu – irmão que a vida que deu-. A gente precisa de ciclos para falar de vocês e seus sonhos e desejos, companheiras, entre nós homens. Dialogar sobre machismo com mulheres feministas ou não. Precisa de ser um tema nosso. Tem de ser tema dos ciclos, bem como outros temas que nos fere como gente na vida. Mas, tá demais.

Não é conversa para aplauso. Não é papo para se aparecer. É uma tristeza que mancha diariamente com sangue as páginas das vidas delas: a gente mata pela ideia de posse. A gente não saiu ainda do século XX em que elas não votavam. A gente não saiu ainda dos tempos que elas não tinham reconhecimento do trabalho. Compas, ainda a gente não saiu da idade média onde elas não gozavam. Elas hoje gozam, não por nossa vontade, mas pelo direito que elas – e todos os corpos tem de gozar.

A fase superior do machismo é o feminicídio. Quando elas falam: parem de nos matar não é somente uma frase de efeito. É o efeito de uma fase. Que fase! Uma fase que teima em na passar. Precisamos mais do que falar de machismo. Precisamos de superar. Tá puxado! Tá feio! A gente não é dono de ninguém. Porque ninguém pode ser senhor de ninguém em um tempo que não seja de escravização, compas. Desta forma, não sigamos. Não há como seguir matando tantas mulheres por nós sentirmos superiores. Pensemos! Mudemos! …

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