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Waldir Pires, o "Sacerdote da democracia" se aposenta da vida parlamentar

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waldirpiresEx-governador da Bahia, ex-ministro da Previdência, da Defesa e da Controladoria Geral da União, ex-secretário estadual e ex-deputado federal, o vereador Waldir Pires (PT) foi homenageado, nesta quinta-feira (10), pela Câmara Municipal de Salvador por completar 90 anos de idade.

O ato, proposto pelos vereadores Edvaldo Brito (PSD) e Paulo Câmara (PSDB), também marcou o encerramento da vida parlamentar do “sacerdote da democracia”, como Edvaldo adjetiva Waldir, que optou por não se candidatar à reeleição.

Apesar da larga trajetória política, o fim da carreira parlamentar foi desprestigiada pelo PT e demais partidos progressistas, que mesmo atravessando uma grande crise ideológica e de representatividade, deixaram de ouvir a lucidez e a experiência de Waldir, que trouxe em sua fala elementos essenciais para superar um momento de incertezas e insatisfação com a política.

Sempre atuando nos campos progressistas, Waldir salientou que “a democracia verdadeira é o fim da exclusão do ser humano, de sua fome e do abandono, com suas necessidades existenciais atendidas. A saúde da população protegida, a educação assegurada, a segurança elementar efetiva, a fome degradante derrotada”.

Ele também tratou do impeachment da presidente Dilma Rousseff. “O golpe veio para interromper e destruir as conquistas sociais. Os golpistas já estão trabalhando nesse desmonte na reforma trabalhista, que aprova a previdência do negociado sobre o legislado, que levará em pouco tempo ao fim dos direitos consagrados na Consolidação das Leis Trabalhistas; e uma reforma previdenciária, que eleva a idade mínima para a aposentadoria, fazendo o país inteiro pagar um preço altíssimo. Já se anuncia um amplo conjunto de privatizações de portos, aeroportos, setor energético e recursos naturais, sobretudo os recursos do pré-sal, cuja descoberta custou muitos investimentos ao Brasil”, destacou Waldir Pires.

Ao final do evento, o ex-governador da Bahia deixou uma mensagem para aqueles que, assim como ele, defendem o Estado Democrático de Direito, as liberdades de expressão, a manutenção dos direitos sociais e trabalhistas conquistados pelo povo brasileiro e a soberania popular exercida pelo voto direto. “Nada será capaz de nos derrotar. Derrotados são os que deixam de lutar. Incube-nos lutar e resistir, não desistir dos sonhos de construção da democracia que reúne todos, que abrange todos, que assegura a vida de todos. Isso é a democracia. Vamos novamente reunir todas as nossas forças e perseverar. Os trabalhadores, a juventude, homens e mulheres, vamos retomar o caminho da verdadeira democracia. Encerrando minha vida parlamentar aos 90 anos, não encerro minha luta. Quero dizer a vocês que continuarei sempre com entusiasmo transmitindo e desejando que esses meus ideais e sonhos sejam um dia os ideais e sonhos de todo o povo brasileiro”, finalizou.

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Bahia

Espetáculo “Ô Inho… E Eu?” aborda a violência contra mulher em diversos extratos sociais

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A peça teatral trata também da auto estima feminina e o silenciamento sofrido pelas mulheres no dia a dia. Entrada é gratuita

 

O espetáculo Ô Inho… E eu?, que tem como base a violência contra a mulher no planeta, será apresentado no próximo dia 23, às 19 horas, no Centro de Estudos dos Povos Afro-Índio-Americanos – CEPAIA Cultural. O centro está localizado na Rua do Passo, 4, Santo Antônio Além do Carmo e a entrada é gratuita.

“Ô Inho… e eu?” tem o objetivo de refletir a opressão que silencia metade das mulheres agredidas

A proposta é uma reflexão sobre a manifestação de relações de poder historicamente desiguais entre homens e mulheres que conduziram a dominação à discriminação e impedem, até hoje, o pleno avanço das mulheres, um fato cotidiano em todo o mundo.

O nome da peça é um questionamento que mulheres de diversos extratos sociais em situações diversas fazem a si mesmo, ao verem questionadas suas opções, sentimentos e conflitos. “Ô Inho… e eu?” tem o objetivo de refletir a opressão que silencia metade das mulheres agredidas, que, segundo estatísticas, não denunciam ou pedem ajuda. A peça discute também a auto-estima e a valorização feminina.

O espetáculo integra a programação do Novembro Negro, promovido pela UNEB, através do Centro de Estudos dos Povos Afro-Índio-Americanos – CEPAIA- Cultural e do Projeto Universidade Para Todos – UPT. O tema central de 2018 é “Reconhecimento e Educação para Igualdade”, seguindo a Década Internacional do Afrodescendente da Organização das Nações Unidas – ONU.

Durante todo o mês serão promovidas atividades de teatro, poesia, artes visuais, capoeira, fotografia e cinema.Em todos os eventos haverá debates e discussões sobre a questão da igualdade racial.

SERVIÇO

O quê: Espetáculo: Ô Inho… e eu?

Quando: 23 de novembro, às 19 horas

Onde: Rua do Passo, 4 – Santo Antônio Além do Carmo, em frente à Igreja do Carmo (Instituto Estive Biko)

Direção: Rafael Manga

Elenco: Alan Luís, Diane Rebouças, Lívia Ferreira ,Marcelo Teixeira, Marisa Andrade, Silvânia, Rita Santiago

Mais informações: 71 99242-1505

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Destaque

Povo Negro: ‘O cenário em Salvador e no Brasil é grave e precisamos nos aquilombar’, diz Marta

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A edil criticou o baixo orçamento para a Secretaria de Reparação previsto para 2019, muito aquém da publicidade institucional

 

A líder da oposição na Câmara de Salvador, vereadora Marta Rodrigues (PT), disse, nesta terça-feira (20), Dia da Consciência Negra, quando se homenageia durante todo mês de novembro Zumbi dos Palmares, não há muito o que comemorar no Brasil e em Salvador, mas há muita luta para organizar. “No país, o cenário é horrível com a candidatura de um presidente declaradamente racista. Mas estaremos ainda mais organizados e precisamos nos aquilombar”, disse.

“Há uma tentativa de elitização do Centro Antigo em Salvador, de expulsão de moradores de rua, pessoas pobres de bairros da classe média, para atender os turistas e o empresariado que não leva em conta a vida e a rotina dos moradores.  Vide o Projeto Revitalizar”, diz a petista.

Segundo ela, a população negra residente na capital baiana  também tem sofrido no governo de ACM Neto uma série de impactos nas políticas públicas, com ações e projetos da prefeitura elitistas e gentrificadores – desde a construção do PDDU.  “Sempre retomo esse assunto pois ele é grave. No PDDU, de mais de 500 páginas, apenas um parágrafo trata da questão racial em uma cidade como a maioria da população negra. O PDDU também não incorpora raça/cor na territorialização das suas políticas ou projetos”, diz.

“Vamos precisar estar em constantes reuniões, ainda mais vigilantes, debatendo o tempo todo”, diz.

A petista criticou também o orçamento da prefeitura para a Secretaria Municipal de Reparação previsto para 2019, de 5.749 milhões. “Um valor insignificante diante das demandas e do fato  de estarmos na cidade  com 80% da população sendo negra. Enquanto isso, o previsto para publicidade institucional é de 61.100.000,00 para 2019.  Quais são as prioridades dessa prefeitura?”. Segundo Marta, enquanto o orçamento pra publicidade  institucional subiu mais de R$ 11 milhões, o da Reparação subiu pouco mais de quinhentos mil”, destacou.

Marta lembra, ainda, de projetos do prefeito que tentam espaços da cidade.  “Há uma tentativa de elitização do Centro Antigo, de expulsão de moradores de rua, pessoas pobres de bairros da classe média, para atender os turistas e o empresariado que não leva em conta a vida e a rotina dos moradores.

A política elitista de ACM Neto, segundo ela, atende e acompanha o mesmo modelo do governo do presidente ilegítimo Michel Temer e do presidente eleito Bolsonaro, a quem o prefeito apoiou abertamente.

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Brasil

PETROBRAS NA MIRA DOS ENTREGUISTAS

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Parlamentares do PT criticaram duramente o anúncio – noticiado pela imprensa como indicação de Paulo Guedes – do economista Roberto Castello Branco como futuro presidente da Petrobras no governo de Jair Bolsonaro. Professor da Fundação Getúlio Vargas é oriundo da Universidade de Chicago, principal centro do pensamento neoliberal no âmbito acadêmico. Castello Branco disse, em artigo publicado na Folha de São Paulo em junho passado, que é “urgente a necessidade de se privatizar não só a Petrobras, mas outras estatais”.

Para o líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), a indicação deixa claro o viés entreguista do futuro governo e gera um evidente conflito de interesses. “Se isso for confirmado, teremos um flagrante conflito de interesses, pois é uma afronta você colocar na direção de uma das maiores empresas do mundo no seu setor alguém que é notoriamente favorável à venda dessa empresa”, diz Pimenta.

“Castello Branco não está sendo escolhido para ser o presidente, mas sim o coveiro da quinta maior empresa brasileira e uma das maiores petrolíferas do mundo. Seria como colocar para presidir a Ford uma pessoa que quer vender a Ford para a Volkswagen”, complementa o líder.

Segundo a presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), a escolha equivale a colocar a raposa tomando conta do galinheiro. “Vai para a Petrobras quem defende sua privatização! É a entrega do Brasil ao sistema financeiro internacional”, afirmou Gleisi em sua conta no Twitter, na qual também sugeriu o documentário “A doutrina do choque”, da jornalista canadense Naomi Klein, para se entender o que pode acontecer com o Brasil.

Para o deputado Enio Verri (PT-PR), que também é economista, a indicação de Castello Branco é questionável tanto no aspecto econômico quanto no político. “Do ponto de vista econômico, é temerário deixar nas mãos da iniciativa privada um setor estratégico e tão vital para economia de qualquer país como o petrolífero. Dos 20 países com as maiores reservas de petróleo no mundo, a maioria absoluta tem estatais no controle do uso dessas reservas. Essa é a regra global. Por que o Brasil teria que abrir mão do controle de um bem tão fundamental para o nosso desenvolvimento?”, indaga Verri, que é economista e professor licenciado da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

“Do ponto de vista político, nós sabemos que o interesse do governo Temer e do futuro governo Bolsonaro é entregar as nossas riquezas para um punhado de multinacionais estrangeiras cujo único objetivo é garantir os lucros dos seus acionistas. Por isso nós vamos lutar para que isso não ocorra, especialmente porque temos um nível absurdo de desigualdade social para combater”, completou o parlamentar.

Paulo Pimenta garante que a bancada petista no Congresso Nacional vai lutar para barrar a privatização da Petrobras. “Nós vamos lutar e mobilizar a sociedade brasileira para denunciar e impedir que se concretize essa intenção do consórcio Temer/Bolsonaro de entregar a nossa maior empresa e a nossa maior riqueza, o pré-sal, para as multinacionais do petróleo”, declarou o líder.

Palestra – Num evento da Fundação Getúlio Vargas em novembro de 2017, Castello Branco, que é diretor do Centro de Estudos em Crescimento e Desenvolvimento dessa instituição, expôs em detalhes e sem máscaras o seu pensamento privatista. Assista à palestra dele aqui, a partir de 1’08”.

No artigo na Folha de SP, o economista considera “inaceitável manter centenas de bilhões de dólares alocados a empresas estatais em atividades que podem ser desempenhadas pela iniciativa privada”, esquecendo que foi a Petrobras que desenvolveu a tecnologia para descobrir e explorar o pré-sal e é a empresa no mundo que melhor domina a extração de petróleo em águas profundas.

 

Por: Rogério Tomaz Jr./ PT Câmara.

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